Tintas e Revestimentos

8 de agosto de 2011

Tintas Automotivas – Vendas recordes de carros e chegada de montadoras garantem bons resultados

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Publicado por: Hamilton Almeida
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    Revista Química e Derivados, Tintas automotivas, Vendas recordes de carros e chegada de montadoras garantem bons resultados

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    epois da produção recorde de 3,638 milhões de veículos em 2010 e de 2,02 milhões de unidades nos sete primeiros meses deste ano (5,7% a mais do que no mesmo período do exercício anterior), o segmento de tintas automotivas tem muito a comemorar.

    “Para as tintas automotivas originais, as perspectivas até o final do ano continuam otimistas”, avalia Fernanda Michelle Baptista, coordenadora de marketing de tintas automotivas da Basf. Ela adverte, porém, que “a limitação de concessão de crédito à pessoa física e a elevação dos juros podem resultar em crescimento abaixo do previsto para o ano”.

    Revista Química e Derivados, Miguel Egydio dos Santos, gerente de marketing da Dow Coating Materials

    Santos: players traçam suas estratégias de crescimento

    Com os números da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) em mãos, Miguel Egydio dos Santos, gerente de marketing da Dow Coating Materials, diz que a tendência de crescimento está diretamente relacionada com o crescimento do mercado automotivo. “De acordo com a Anfavea, o primeiro trimestre de 2011 apresentou um crescimento de produção de 4,3%, comparado ao ano anterior. As montadoras projetam um crescimento anual de 1%, em relação a 2010.”

    Santos observa, no entanto, que os dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati) não coincidem com os da Anfavea. Este contraste implica que “caberá aos players do mercado traçar as suas estratégias”. Os fabricantes de tintas preveem para 2011 uma expansão de 4% tanto para tintas automotivas originais (equivalente à venda de 52 milhões de litros) como para repintura (53 milhões de litros).

    O otimismo reinante se projeta para os próximos anos, especialmente, diz Fernanda, com o aumento das inovações tecnológicas: “O mercado brasileiro tem apresentado atrativos para empresas estrangeiras, a exemplo das montadoras Cherry e JAC, que já anunciaram investimentos na produção de veículos no Brasil. Além disso, a Volkswagen, a Fiat e a General Motors têm investido no aumento da capacidade produtiva no país.”

    André Luiz de Oliveira, supervisor de desenvolvimento de mercado e assistência técnica em Coatings, da Reichhold do Brasil, comenta que, além desses investimentos, há vários lançamentos de produtos com a inserção de novas cores no mercado: “O consumidor brasileiro já pode diversificar as suas opções, além dos tradicionais preto e prata.”

    Revista Química e Derivados, Fernanda Michelle Baptista, coordenadora de marketing de tintas automotivas da Basf

    Fernanda: mercado local pede mais inovações na pintura

    Oliveira afirma que a percepção de perspectiva positiva “demonstra que mais montadoras precisarão de tintas e vernizes, e isso vai além do aumento de competitividade, o que também retrata que o mundo, atualmente, vê o mercado local com grandes possibilidades de crescimento”. O que gera uma certa preocupação, na sua opinião, é o cenário internacional.

    Fernanda informa também que o mercado de tintas automotivas originais tem apresentado “alta demanda de inovação no processo de pintura, seguindo uma tendência global”.

    Por causa disso, a Basf “prima pelo foco e investimento em inovação nesse segmento”. Ela explica que uma das principais tendências é a migração da utilização de tintas à base de solvente para a tecnologia à base de água, na qual a empresa é pioneira.

    “Temos trabalhado fortemente, ainda, para atender às necessidades de nossos clientes, que estão caminhando para a adoção da tecnologia do processo de pintura integrado”, revela Fernanda. A Basf foi pioneira na implementação do processo integrado, lançando sua primeira variante em parceria com a Mercedes, na cidade de Rastatt, na Alemanha, em meados dos anos 90.

    “Esse processo reduz o espaço físico necessário para a pintura e o número de estufas utilizadas. Com isso, as despesas relacionadas ao processo (consumo de energia, manutenção das estufas etc.) também são reduzidas. Finalmente, a integração resulta em menor impacto ambiental (menos emissões) e contribui com a melhoria do processo de pintura da carroceria e redução de seu custo total”, complementa Fernanda.

     


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