Tintas e Revestimentos

25 de agosto de 2007

Tintas anticorrosivas – Resinas plásticas revestem tubos de aço para off-shore

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Publicado por: Domingos Zaparolli
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    No mercado de tubos off-shore a indústria de tintas anticorrosivas ganha um concorrente de peso, o revestimento em polipropileno. Em maio último, a petroquímica Suzano lançou as resinas EP 311D e EP 312D, voltadas para o revestimento de tubos utilizados na prospecção de petróleo em águas profundas.

    Química e Derivados, Sinclair Fittipaldi, Gerente de marketing da Suzano, Tintas anticorrosivas - Resinas plásticas revestem tubos de aço para off-shore

    Fittipaldi: PP suporta profundidade de 2 km

    As resinas de polipropileno cumprem as funções de tratamento anticorrosivo e de isolamento térmico dos tubos, que são produzidos com aços especiais.

    As novas resinas foram desenvolvidas com características que lhe permitem uma performance adequada para aplicações em profundidades de até dois mil metros. Mas Sinclair Fittipaldi, gerente de marketing da Suzano, informa que está em estudo na empresa o desenvolvimento de resinas para tubos instalados em profundidades maiores.

    A Suzano é a primeira empresa da América Latina a produzir resinas de polipropileno para o revestimento de tubos off-shore. A estimativa da empresa é de comercializar 5 mil toneladas de polipropileno para esta finalidade em 2007, atendendo principalmente os projetos da Petrobrás nos campos de Roncador, Marlim e Albacora, no Brasil, e em investimentos da petrolífera na Angola.

    Outra novidade que pode impactar negativamente sobre o comércio de tintas anticorrosivas para o mercado de oleodutos é o revestimento dos tubos de aço com um segundo tubo plástico, formado por duas camadas, uma externa à base de polietileno de alta densidade (PEAD) e outra interna, de poliamidas.

    A função de resistência à pressão continuaria sendo dos tubos de aço, os tubos plásticos evitariam a corrosão do duto, que ocorre em decorrência da injeção de água nos dutos de petróleo. “É possível, com esta tecnologia, aumentar a vida útil de um oleoduto em dez anos”, afirma Roberto Gadotti, diretor-superintendente da fabricante de tubos FGS Brasil.

    Além de atuar como revestimento, as tubulações plásticas já estão concorrendo diretamente com os tubos de aço em algumas aplicações no setor petrolífero, como a condução de petróleo cru, gás, água de processo e água de recuperação e em redes de incêndio. Para estas aplicações, o tubo é produzido utilizando resinas epóxi reforçadas com fibras de vidro, as ERFV.

    Química e Derivados, Roberto Gadotti, Diretor-superintendente da FGS Brasil, Tintas anticorrosivas - Resinas plásticas revestem tubos de aço para off-shore

    Gadotti: plásticos conservam oleodutos

    Atualmente, a Petrobrás adquire o produto principalmente de fornecedores norte-americanos e um argentino, a Reinforced Plastic (REPSA).

    Segundo informe da REPSA, o compósito possui uma vida útil superior à apresentada pelo aço, por ser resistente à corrosão e aos depósitos de parafina e carbonatos. Outras vantagens em relação ao aço são: o material não é condutor elétrico e apresenta um quinto do peso do metal.

    Produzir tubos de ERFV no Brasil está nos planos da Polyplaster. Carlos Marques, diretor-comercial da empresa, informa que a estratégia envolve a parceria com uma multinacional, que deverá entrar com o aporte tecnológico. “Estamos em fase de negociação e pretendemos anunciar em breve o investimento”, diz o executivo.

    A Polyplaster é uma empresa mineira com 37 anos de atividade que tem no mercado de produtos plásticos reforçados com fibra de vidro (PRFV) seu foco de atuação, principalmente no nicho atendido pelo compósito formado por vinil éster e fibra de vidro.

    O material, de resistência química elevada, é utilizado na produção de tubos e tanques empregados em ambientes de alta corrosão, substituindo aplicações em aços especiais. “O tubo com o vinil éster e fibra de vidro apresenta uma durabilidade equivalente ou até superior ao aço, é mais leve e tem um custo bastante competitivo”, afirma Marques. As indústrias químicas, de papel e celulose, álcool e açúcar e fertilizantes são os maiores usuários de produtos feitos com o compósito no País.

     

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