Têxtil

20 de junho de 2014

Têxtil: Tecnologia confere propriedades avançadas aos produtos têxteis

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Publicado por: Quimica e Derivados
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    Marcia Mariano

    É impossível pensar a evolução dos produtos têxteis sem a participação da Química. Atualmente, o beneficiamento têxtil é composto por várias etapas (purga, alvejamento, mercerização, tingimento, acabamento) e certamente, em cada uma delas, há uma gama de produtos auxiliares químicos indispensáveis. Com o surgimento da nanotecnologia, na metade final do século XX, e o advento da tecnologia digital que impulsionou o design e a criação, uma janela de oportunidades se abriu para a indústria têxtil, uma das mais antigas do mundo, mas que de tempos em tempos se renova sem fazer alarde.

    Para discutir as oportunidades presentes e as tendências do futuro dos têxteis realizou-se nos dias 08 e 09 de abril, no Senai-Cetiqt do Rio de Janeiro, o I Fórum Internacional de Inovação Têxtil. Nele se revelou que áreas como nanotecnologia, química orgânica e termelétrica estão trabalhando juntas para o desenvolvimento de tecidos, não tecidos e roupas “inteligentes” que já estão ou deverão chegar ao mercado em breve.

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    Têxtil não é só moda – Organizado pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), em parceria com a Apex-Brasil; Associação Brasileira de Produtores de Fibras Artificiais e Sintéticas (Abrafas); Senai-Cetiqt e Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e de Vestuário de Portugal (Citeve), juntamente com a Associação Selectiva Moda (ASM) e a Associação Têxtil de Portugal (ATP), o evento contou com a participação de especialistas internacionais e de empresas nacionais e internacionais que já produzem materiais inovadores, alguns já em escala industrial e outros como experimentos. Também foi anunciada a assinatura de um Acordo de Parceria para a transferência de tecnologia têxtil de Portugal – país que se destaca em pesquisas na área têxtil– para o Brasil, com várias ações previstas ao longo dos próximos anos. “O setor têxtil e de vestuário no Brasil não se limita à moda. Temos empresas que produzem têxteis técnicos, com aplicações na medicina, segurança, agronegócio entre outros. Há também alguns centros de pesquisa e universidades desenvolvendo têxteis que ainda não estão no mercado. Tenho certeza de que esta parceria com o Citeve, que tem experiência na área de tecidos inteligente, vai alterar o nível do Brasil neste setor dentro de alguns anos”, comentou Rafael Cervone Netto, presidente da Abit.

    O Brasil é o maior produtor e consumidor de tecidos técnicos e não tecidos na América do Sul, com produção anual estimada em 600 mil toneladas e consumo aparente de 690 mil t/ano. Ao longo dos últimos cinco anos, o número de empresas que operam na área de não tecidos cresceu de 82 em 2008 para 88 em 2012; enquanto as indústrias de têxteis técnicos passarm de 194 para 210 no mesmo período, atesta pesquisa do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (Iemi), especializada em dados da cadeia setorial. Com faturamento da ordem de US$ 56 bilhões em 2013, a indústria têxtil e de confecção representa 5% do faturamento da indústria de transformação no Brasil. O país atualmente se situa como 4º produtor mundial de têxteis. Segundo dados da Abit, o setor possui 33 mil empresas (com mais 5 mil empregados), gera 1.6 milhão de empregos diretos e investiu cerca de US$ 1,6 bilhão no ano passado. Mas a balança comercial continua deficitária. Em 2013 fechou com déficit de US$ 5.5 bilhões, com exportações de US$ 1.3 bilhões contra US$ 6.8 bilhões de importações.

    Para tentar reverter este quadro e se firmar como uma indústria competitiva e inovadora, a indústria têxtil brasileira tem buscado não só desenvolver produtos diferenciados, como também processos mais econômicos e sustentáveis. Entre as propostas apresentadas no Fórum do Rio de Janeiro, destacamos a do engenheiro químico Antonio Souto, da Universidade do Minho de Portugal, que falou sobre tingimento de tecidos de poliamida 6.6 funcionalizado por descarga plasmática DBD. O estudo, iniciado em 2012, passou por uma série de testes no laboratório da universidade, tendo revelado resultados satisfatórios. Segundo ele, na Europa, já há indústrias têxteis experimentando este processo.


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