Cosméticos

12 de dezembro de 2012

Tensoativos – Novos insumos vegetais melhoram função sensorial dos cosméticos

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Publicado por: Antonio C. Santomauro
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    Química e Derivados, Tensoativos

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    rovedora de produtos aplica­dos diretamente sobre a pele humana, a indústria dos cui­dados com o corpo, da higiene pessoal e da beleza concede hoje justificadíssima atenção a temas e conceitos como sustentabi­lidade, associação à natureza – muitas vezes considerada como sinônimo de fontes renováveis – e suavidade. E, obviamente, exige preocupação similar dos fornecedores de seus tensoativos, componentes fundamentais da maioria desses produtos, aos quais permitem, entre outras coisas, o exercício da função básica de limpeza.

    Há atualmente tensoativos formu­lados com conteúdo maior de insumos provenientes de fontes naturais reno­váveis, mesmo na forma de versões do tradicional lauril éter sulfato de sódio (LESS), ainda amplamente majoritário no segmento dos surfactantes mais solú­veis em água, usados nas categorias de  maior volume desse mercado, incluindo xampus e sabonetes (há também os ten­soativos emulsionantes, empregados em artigos como condicionadores, cremes e loções).

    Química e Derivados, Alessandra Batelli, Diretora regional de home e personal care da Rhodia Novecare, Tensoativos

    Alessandra Batelli: LESS com óxido de etileno da cana-de-açúcar

    Integrante do conjunto dos tenso­ativos aniônicos, o LESS é produzido pela etoxilação de um álcool graxo, geralmente proveniente de óleo de palmiste, com posterior sulfatação e neutralização. Nessa versão mais re­cente, o óxido de etileno utilizado no processo de etoxilação provém da rota da cana-de-açúcar, e não da petroquí­mica. E, de acordo com Alessandra Batelli, diretora regional de home e personal care da Rhodia Novecare, comparativamente com o equivalente tradicional, o LESS etoxilado oriundo da cana contribui para a redução de 30% das emissões totais de gases causadores de efeito estufa.

    Unidade do grupo Solvay que tem nos surfactantes seu principal seg­mento de atuação, a Rhodia Novecare comercializa há cerca de dois anos, com a marca Rhodapex Nat, essa versão do surfactante. “Mesmo tendo como base um LESS vegetal, seu desempenho não é comprometido, e ainda permite aos formuladores projetar xampus, condi­cionadores e sabonetes sustentáveis” e ecológicos”, afirma Alessandra.

    Além disso, ela prossegue, essa versão é altamente concentrada: tem 70% de substância ativa e 30% de água. “Essa forma altamente ativa também contribui para a redução do impacto ambiental, por exemplo, pela redução da quantidade de embalagens e das emissões no transporte”, observa Alessandra.

    Por enquanto, a Rhodia Novecare importa da Índia esse LESS etoxilado de origem alcoolquímica, cujo custo é mais elevado do que o tensoativo feito com óxido de etileno petroquímico. “Ele é ainda utilizado basicamente em xampus premium”, ressalta a diretora.

    Fornecedora nacional de óxido de etileno proveniente de petróleo, a Oxiteno também já tem em seu por­tfólio um LESS no qual esse insumo da etoxilação é proveniente de etanol de cana. Comercialmente denominado Alkopon ECO, esse produto, afirma Maurício de Andrade Lopes, gerente global de vendas de home e personal care da Oxiteno, integra-se ao conceito Greenformance, com o qual trabalha hoje sua empresa, e que se apoia em pilares como o uso mais intenso de insumos gerados por fontes renováveis, menos agressivos ao meio ambiente, com melhor performance e mais sua­vemente assimiláveis pelo organismo.

    Lopes também associa ao conceito Greenformance o Alkont EL 3645, um éster etoxilado integrante da categoria dos tensoativos não iônicos, usados principalmente em formulações de xampus, sabonetes líquidos e cremes para o corpo, proveniente de duas fontes renováveis: açúcar de milho e ácidos graxos. Segundo ele, esse pro­duto atua como um espessante e é ideal para ser aplicado em produtos infantis para o rosto e para o corpo, pois não irrita os olhos e é livre de conservantes, sendo ainda adequado para produtos direcionados para higiene íntima, por não apresentar irritabilidade dérmica, sensibilização ou efeitos alergênicos.

    Lançado pela Oxiteno inicialmente para xampus, e posteriormente também para cremes e loções, o Alkont EL 3645, diz Lopes, adapta-se mais aos preceitos da sustentabilidade não apenas por sua origem de fontes renováveis: “Ele é adicionado na formulação a frio, não precisa ser aquecido para ser colocado na mistura; e dessa forma colabora com a economia de energia.”


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      Um Comentário


      1. Jefferson José Nunes

        Boa tarde, onde consigo comprar o EcoSense™ 1200 (Lauryl Glucoside), Decilglucósido de coco e o Caprylyl caprilo glicosídeo no Brasil? Não consigo encontra-los.

        Obrigado.



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