Tecnologia Ambiental

12 de fevereiro de 2014

Tecnologia ambiental: Usinas recuperam CO2

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Publicado por: Marcelo Furtado
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    Química e Derivados, Equipamento recupera o CO2 da fermentação do etanol para uso em bebidas

    Equipamento recupera o CO2 da fermentação do etanol para uso em bebidas

    G

    erador de dióxido de carbono no processo de fermentação do etanol, o setor sucroalcooleiro tem um potencial grande de reaproveitamento do gás e ainda de deixar de emitir um dos principais contribuidores do efeito estufa.

    Com essa meta comercial, empresas com tecnologia para a captura e a recuperação do gás carbônico, que pode ser usado em várias indústrias, sobretudo a de alimentos e bebidas, estão ofertando a tecnologia no mercado e começam a conquistar os primeiros clientes na área.

    Um exemplo é o grupo norte-americano Pentair, que desde 2009 vende sua tecnologia no Brasil, tanto para indústrias cervejeiras, que também geram o gás no processo fermentativo e normalmente o reaproveitam na própria fábrica, como para as usinas.

    “Para as usinas é uma quebra de paradigma, porque a maioria ainda acha mais fácil apenas lavar o gás, recuperar o etanol contido nele, e descartar as emissões”, explicou o gerente de vendas da Pentair, Marcelo Rampazzo.

    Mesmo assim, a Pentair já forneceu dois sistemas para o grupo usineiro alagoano Toledo, para as usinas Vale, em Onda Verde-SP, e para a usina Penedo, na cidade homônima em Alagoas. O primeiro recupera um volume médio de 70 t/dia; e o segundo, 35 t/dia (com possibilidade de duplicação).

    Segundo Rampazzo, o projeto aproveita o sistema de captura da usina, usado para a lavagem de gases, e acrescenta sistema de tubulação de captação e purificação com filtros de carvão ativado, além de secadores e stripper para separar nitrogênio e oxigênio (e descartá-los), que não condensam no processo de resfriamento. O gás carbônico liquefeito é direcionado para os tanques isotérmicos sob temperatura de 25 graus negativos, e depois é vendido para indústrias de bebidas para carbonatação.

    Foram investidos na usina paulista R$ 6 milhões e na alagoana, R$ 4 milhões. De acordo com Rampazzo, o pay-back se dá em uma safra: “A primeira safra paga o investimento e na segunda a usina passa a ter lucro.”

    O perfil da primeira venda da Pentair na área foi o ideal, porque manteve o fornecimento do CO2 por todo o ano, bom para fidelizar os clientes. Na entressafra da usina em São Paulo, o fornecimento fica por conta da alagoana e vice-versa.

    O gerente revela que tem recebido muitas consultas de usinas e espera fechar novos contratos em breve.



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      4 Comentários


      1. Sr. Marcelo Rampazzo, o equipamento pode ser aplicado (captaçao do co2)

        para micro destilaria cap. de produçao 5m3/dia.

        Santarem Para


      2. marcos roberto gonçalves pinezi

        Gostaria de ver uma imagem de um demixter que fica antes da sucçao do compressor


      3. werbth oliveira lopes

        bom dia!
        por favor alguem pode me ajudar? telefone da pentair ou email pra entrar em contato sobre recuperação co2.


        • Caro Werbth,

          Primeiramente peço desculpas na demora em responder sua pergunta, mas apenas hoje vi que o artigo fora publicado na internet através de um colega que me enviou o link.
          O telefone da Pentair é (11) 3378-5400

          Grato.



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