Tecnologia Ambiental

5 de fevereiro de 2014

Tecnologia ambiental – Setor químico usa mais energia renovável

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Publicado por: Marcelo Furtado
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    Química e Derivados, Tecnologia ambiental - Setor químico usa mais energia renovável
    A industria química brasileira está firme no caminho da chamada sustentabilidade, a despeito de sua situação comercial já há alguns anos periclitante, com déficit crescente, que neste ano ultrapassará os US$ 32 bilhões. Em levantamento recentemente divulgado pela Abiquim, foi constatado que o setor aumentou em 8,1% o uso de combustíveis renováveis em 2012.

    O aumento também reflete decaimento de uso do gás natural, cujo consumo declinou 14,9%. Os indicadores são de pesquisa do programa Atuação Responsável, sistema de gestão ambiental da Abiquim, que consulta os 120 associados, responsáveis por mais de 90% da produção nacional.

    Os indicadores demonstram ainda que o consumo de combustíveis renováveis pulou de 4,9 kg por tonelada de produto, em 2011, para 5,3 kg/t no ano passado, enquanto o uso de gás natural foi reduzido de 39,7 kg/t para 33,8 kg/t. O óleo pesado e o carvão registraram ligeiro aumento (+1,8%), de 21,8 kg/t para 22,2 kg/t em 2012.

    Para o assessor técnico da Abiquim, Obdulio Fanti, a queda do consumo de gás natural se funda na elevação do seu custo, o que obrigou empresas a racionalizar o uso do combustível. Já o pequeno aumento do consumo de carvão e óleo combustível, para ele, se enquadra na margem de erro da pesquisa, o que demonstra estabilização.

    O aumento do consumo de renováveis tem a ver com projetos de cogeração em empresas como Rhodia, Lanxess e Dow, esta última com unidade com biomassa de eucalipto em Candeias (BA). Mas também se reflete em projetos como a queima de madeira de eucalipto pela Copebrás, em Catalão (GO), para secagem de rocha fosfática utilizada na produção de fertilizante, ou da White Martins, que utiliza resíduos agrícolas para geração de calor em várias de suas unidades.

    O aumento dos combustíveis renováveis significou redução de poluentes. A produção industrial química nacional cresceu 60% de 2001 a 2012, mas a geração de CO2 equivalente caiu 35% no mesmo período.

    Globalmente – Além dessas iniciativas em âmbito nacional, globalmente a indústria química também tem metas para se tornar mais eficiente em energia e reduzir suas emissões de carbono em até 15% até 2050, conforme foi revelado por Edward Rightor, representante do Conselho Internacional das Associações Químicas (ICCA, na sigla em inglês), em recente palestra no Brasil. A aposta do ICCA, porém, está no uso de novas rotas produtivas, com catalisadores químicos inovadores e melhorias no processo já em implantação em plantas pelo mundo ou em estudo.

    Maior consumidora mundial de energia, com 42 EJ/ano (dados de 2012), o que representa 10% do consumo mundial e 30% do industrial, a indústria química, com as novas tecnologias, tem potencial de reduzir em 13 EJ até 2050. Esse alto consumo faz o setor emitir 7% dos gases de efeito estufa do mundo e 20% dos emitidos pela indústria. Na estimativa do ICCA, levando em conta os novos processos que surgem para produzir os principais 18 insumos do setor (amônia, metanol, propeno, eteno, BTX, acrilonitrila, caprolactama, cumeno, etilenoglicol, óxido de eteno, fenol, polietileno, óxido de propeno, polipropileno, paraxileno, estireno, ácido tereftálico e cloreto de vinila), há a possibilidade de cair em até 2.9 gigajoules/t o consumo energético, menos de 26% do gasto atualmente.

    Há várias novas rotas que embasam a perspectiva do ICCA: o craqueamento catalítico da produção de olefinas, que substitui o craqueamento a vapor e diminui em 20% o consumo; o craqueamento via metanol, para produzir eteno e propeno utilizando gás ou carvão, entre outros processos.



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