Química

30 de outubro de 2013

Tecnologia ambiental – Saneamento: Feira destaca soluções para o setor público

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Publicado por: Marcelo Furtado
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    clima da Feira Nacional do Saneamento (Fenasan), de 29 de julho a 1º de agosto em São Paulo, refletia bem a expectativa do setor de haver mais investimentos em infraestrutura no segundo semestre, aposta do governo federal para retomar um pouco o ânimo da economia. Os corredores e estandes do pavilhão azul do Expo Center Norte permaneceram movimentados a maior parte do tempo da exposição, já que 17 mil visitantes deram o ar da graça, não só atrás de novidades, mas também para conferir as apresentações do encontro técnico promovido pela Aesabesp, a organizadora do evento.

    Donizete: turbocompressor tem alta eficiência energética ©QD Foto: Marcelo FurtadoAté mesmo porque os clientes privados não estão muito capitalizados, o enfoque maior dos expositores, sejam eles as empresas estatais ou as concessionárias privadas, estava voltado para a apresentação de tecnologias para o setor público. Um exemplo disso ocorreu no estande da Sulzer, tradicional fornecedora de bombas hidráulicas de todas as vazões possíveis, que mostrava sua estratégia recente de ampliar o portfólio de produtos no Brasil, com novas tecnologias trazidas de sua matriz suíça ou de afiliadas espalhadas pelo mundo.

    O propósito, segundo explicou o coordenador de engenharia da Sulzer, José Donizete, é ter equipamentos para fornecer todas as necessidades de auxiliares de estações de tratamento de água e efluentes, em pacotes completos, de alta eficiência energética e com tecnologias novas para o mercado brasileiro. E a estratégia aparenta estar dando bons resultados, tendo em vista recentes negócios fechados com a maior companhia estadual de saneamento do país, a Sabesp, e com outras empresas não menos importantes, como a Foz do Brasil, do grupo Odebrecht e com várias concessões e PPPs de água e esgoto, e com a companhia estadual mineira, a Copasa.

    Os complementos à tradicional linha de bombas da Sulzer, cujo negócio de saneamento é dirigido e abastecido por fábrica em Curitiba-PR, incluem vários equipamentos. Há uma linha especial de sistemas de aeração, com difusores de ar tipo disco, feitos de membranas porosas ABS Nopon, que ainda incluem válvula antirretorno. O sistema conta com alta eficiência de transferência de oxigênio em tanques de aeração, combinado com baixas quedas de pressão. “Eles formam bolhas de tamanho médio, com alta eficiência”, disse Donizete.

    A Sulzer também dispõe de aeradores submersíveis, como o ABS OKI, uma unidade de serviço pesado com capacidade também para ser um misturador, o que o torna ideal para processos de aeração descontínuos, como os necessários para desnitrificação e nitrificação ou SBR, mesmo quando em profundidades de 12 metros e em líquidos com alto teor de matéria seca. Além disso, por ter alta capacidade de bombeamento e mistura, é indicado para biorreatores com membrana (MBR). Sua transferência de oxigênio é até 450 kg/h e faixa do motor vai de 3 a 37 kW.

    Ainda em aeradores, os submersíveis ABS TA e TAK são adequados para tratamento de efluentes em instalações industriais, em tanques de mistura e equalização ou sistema de lodo ativado. Como vantagem, o modelo TA não gera aerossol, evitando a formação de bactérias coliformes. Produz ainda bolhas finas e fator de transferência de oxigênio alto (até 80 kg/h). Outro aerado é o ABS Venturi Jet, para a mistura combinada com aeração de efluentes municipais e industriais em instalações médias e pequenas. Sua base é o princípio da injeção: produz uma mistura de ar e água, para gerar a aeração e a suspensão de sólidos.

    Turbocompressor – Para o coordenador da Sulzer, porém, “a estrela” do novo pacote, que tem feito com que os fornecimentos ganhem um diferencial para conquistar clientes interessados em melhor desempenho e eficiência energética de estações de tratamento, é o turbocompressor eletromagnético ABS HT. Trata-se de equipamento já bastante utilizado na Europa, mas novidade para o mercado brasileiro. Fornecedor do ar pressurizado para sistema de aeração, o equipamento utiliza tecnologia de rolamentos magnéticos controlados eletronicamente, que levitam o rotopropulsor da peça única. “É o mesmo princípio que aciona os trens-bala”, comparou Donizete.

    Esse princípio do turbocompressor faz com que ele tenha eficiência energética até 30% superior aos sistemas convencionais lobulares e centrífugos. Isso porque o sistema não tem peças de desgaste mecânico e nem precisa de lubrificantes para a operação, o que reduz o coeficiente de atrito, demandando muito menos energia para funcionar. Com motor de alta velocidade acionado por conversor de frequência, faixa de vazão do ar de 1.000 a 16 mil Nm3/h, sua rotação e ainda controlada, colaborando com o menor consumo de energia.

    Foi justamente a combinação do novo turbocompressor com o sistema de aeradores e as bombas que fez, por exemplo, a Sulzer fornecer um pacote completo para a nova estação de tratamento de esgotos da Sabesp em Campos do Jordão, que será a primeira a usar MBR pela estatal. Uma venda turn-key de R$ 2,5 milhões, que inclui o turbocompressor, difusores de ar de membranas, misturadores e, logicamente, os sistemas completos de bombeamento da estação.


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