Tecnologia Ambiental

13 de novembro de 2013

Tecnologia Ambiental: Sabesp fecha contrato para montar estação de água potável por ultrafiltração

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Publicado por: Marcelo Furtado
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    Química e Derivados, A tecnologia de módulos de membranas de fibra oca será fornecida pela Koch

    A tecnologia de módulos de membranas de fibra oca será fornecida pela Koch

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    stá definida a primeira obra de potabilização de água por membranas de ultrafiltração do Brasil, na ETA Alto da Boa Vista, em São Paulo, da Sabesp. No final de abril, a concorrência pública da estatal decretou como vencedora a proposta da Centroprojekt do Brasil, que começará ainda neste ano a construção da unidade de 1 m3/s de água potável, voltada para a ampliação da estação da zona sul da capital atualmente responsável pelo tratamento convencional de 14 m3/s.

    Contrato de R$ 52 milhões, segundo o gerente da Centroprojekt, Rogério Seródio, até o final do ano parte da estação deverá estar pronta para permitir o start-up de teste e, de forma real, apenas na entrada do segundo trimestre de 2014. O contrato inclui, além da entrega turn-key dos módulos da estação, a pré-operação por seis meses.

    Química e Derivados, A tecnologia de módulos de membranas de fibra oca será fornecida pela Koch

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    A tecnologia das membranas será da norte-americana Koch Membranes Technologies, uma das principais fornecedoras globais e também responsável pela tecnologia de MBR (Membrane Bio-Reactor) instalada na unidade de reúso do Aquapolo, parceria entre a Foz do Brasil e a Sabesp que abastece o polo petroquímico paulista por meio da recuperação do esgoto da ETE ABC.

    O projeto contempla sete módulos com seis tanques com membranas submersas do tipo fibra oca Puron HF (High Flow), que possuem cada uma 2.650 m2 de área de filtração. Isso dará no total 11.300 m2 de área de filtração (o Aquapolo, que gera 650 l/s de água de reúso, tem ao todo 96 mil m2 de área de filtração em suas membranas).

    Embora a concorrência da Sabesp tenha sido aberta para todas as tecnologias de membranas, a escolha pela tecnologia de fibra oca submersa, para especialistas da área, tem a ver com as peculiaridades do empreendimento. Em primeiro lugar, e além do espaço muito menor conseguido com a ultrafiltração, a rapidez para colocar a estação para funcionar ou para desligá-la, em virtude de sua estrutura modular, que também permite mobilidade física. Isso significa que a Sabesp pode até mudar a estação para outro local se desejar. O que, por sinal, pode até ocorrer, visto que nos próximos anos a cidade passará a contar com uma maior disponibilidade de água depois da definição da PPP São Lourenço, que trará água dessa bacia a 80 km da cidade.

    Outro ponto importante para a tecnologia da Koch é o seu baixo consumo de energia, em comparação com membranas pressurizadas. A região da zona sul paulistana tem muitas quedas de energia e, se fosse uma tecnologia muito dependente do insumo, haveria a necessidade de gerador próprio, o que não ocorre com as membranas submersas.

    A estação em projeto contará com as membranas e com pré-tratamento por filtros de cartucho, além de todo o sistema de bombeamento, instrumentação e sistema de limpeza química. A presente obra é considerada a primeira fase da expansão da ETA Alto da Boa Vista. Como a estação tem capacidade para captar da represa do Guarapiranga 16 m3/s, ainda há mais 1 m3/s para ser aproveitado. E provavelmente em 2014 mais uma concorrência será aberta para a elaboração de novo projeto de ultrafiltração, dando continuidade ao pioneirismo no Brasil do projeto considerado o maior da América Latina para água potável.

     

    Riscos na água

    Química e Derivados, O Uvilux detecta hidrocarbonetos em níveis de ppb

    O Uvilux detecta hidrocarbonetos em níveis de ppb

    Se depender das exigências oficiais, o monitoramento da qualidade de água distribuída por companhias de saneamento no Brasil é bastante deficiente. Basta comparar com a realidade dos Estados Unidos, por exemplo, onde há cerca de dois anos foi instituída uma legislação que obriga os distribuidores de água a monitorar mais de 80 mil contaminantes, entre eles extensa linha de fármacos, hidrocarbonetos, hormônios e várias outras substâncias. No Brasil, a lista não passa de mais de 30 e ainda assim o que realmente é exigido é a turbidez, o pH, o residual de cloro, flúor e de coliformes totais.

    Essa disparidade, para especialistas, pode colocar em risco a saúde da população brasileira, principalmente no longo prazo, já que pelo menos a contaminação microbiológica é relativamente combatida pela presença de cloro na água. A preocupação tem a ver com a grande quantidade de substâncias químicas não detectáveis – e sequer pesquisadas, por não haver legislação no país – presentes nos corpos d’água utilizados para captação pelas companhias de saneamento. Basta imaginar o volume de medicamentos que toda a população consome e depois descarta por meio do esgoto, em rios e represas, os vazamentos de hidrocarbonetos por carros, por poluição difusão, postos e centrais de combustíveis e indústrias, e por aí vai. Nenhuma exigência legal faz com que as companhias controlem essas substâncias.


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