Tecnologia Ambiental

20 de janeiro de 2014

Tecnologia ambiental – Notícias: Plasma destrói resíduos e gera energia

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Publicado por: Marcelo Furtado
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    m tempo de busca por soluções para os resíduos domésticos e industriais, sob a imposição da nova política nacional de resíduos sólidos, novas tecnologias começam a surgir no país para atender às exigências de acabar com lixões e outros descalabros. Uma das mais recentes a mostrar o que tem a oferecer ao mercado é a tecnologia de plasma, o quarto estado da matéria, alcançado a altíssimas temperaturas, quando os elétrons se rompem.

    Mas a solução que começa a surgir no país não é a do forno a plasma térmico, iniciativa que há mais de década é estudada e até mesmo implementada em pequena escala por incentivo de pesquisas, como a promovida pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), de São Paulo, e por empreendimentos de algumas empresas (Ecochamas e TSL). A tecnologia agora é mais sofisticada e envolve o uso do plasma não só para destruir os resíduos como também para gerar energia com eles.

    Química e Derivados, Tecnologia ambiental - Notícias: Plasma destrói resíduos e gera energiaO princípio da tecnologia é utilizar o plasma para gaseificar os resíduos sólidos em reatores e assim produzir gás de síntese (biogás) para gerar energia. É com esse propósito, por exemplo, que a cidade de Planaltina, em Goiás, firmou parceria público-privada (PPP) com a empresa Hannover Projetos, de Brasília (DF), para construir uma usina a plasma para tratar os resíduos da cidade, que deve ficar pronta em oito meses.

    O projeto é fruto do desenvolvimento próprio da Hannover Projetos, que contou com a parceria estratégica da americana Sotreq Caterpillar, por meio da qual a empresa adquiriu o know-how para fabricar os principais equipamentos e controlar todo o processo.

    Com a fabricação própria, a Hannover constrói tochas de plasma e um reator de gaseificação, que opera sob temperaturas de 1.800ºC a 2.800ºC. É nesta reação que ocorre a transformação de resíduos sólidos em gás de síntese (biogás formado por nitrogênio, metano e carbono).

    Ao sair do reator, o biogás está com temperatura de 800ºC a 1.000ºC e segue para a caldeira de recuperação, que diminui a temperatura e gera calor e vapor a 80ºC, alimentando uma turbina aeroderivativa acoplada a gerador elétrico.

    O sistema opera sob ciclo combinado. O escapamento da turbina também libera gás a 520ºC, direcionado para outra câmara da caldeira, que gera vapor saturado para impulsionar a turbina também conectada a um equipamento chamado paralelismo. Forma-se aí o ciclo combinado, cada um dos equipamentos gerando 60 Hz, o que vai dar como resultado os 3 MWh.

    De acordo com o diretor da Hannover, Roberto Morale, cada tonelada de resíduo por hora que passa pelo reator de plasma gera de 600 kW a 1 MW.

    Os módulos das plantas possíveis de ser construídas pela Hannover vão de 2 t/h até 20 t/h e podem operar com qualquer tipo de resíduo, desde os sólidos urbanos até lixo hospitalar, industrial, lodo de ETE, sobra de carvão, borra de petróleo ou pilhas e baterias. O material resultante do processo de plasma é uma massa vitrificada inerte, correspondente a aproximadamente 3% do volume total do lixo.

    A energia gerada vai ser conectada à rede. Para isso, a Hannover precisou construir linha de transmissão de 2 km e uma subestação. A PPP inclui, além da usina, a construção de aterro pela Hannover, que servirá de base para a operação de plasma.

    Outras cidades estudam a implantação da tecnologia, como Hortolândia-SP.



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