Tecnologia Ambiental

25 de dezembro de 2013

Tecnologia ambiental – Notícias: Indústria nacional prevê reduzir emissões de 16,2 milhões de tco2e até 2020

Mais artigos por »
Publicado por: Marcelo Furtado
+(reset)-
Compartilhe esta página

    A

    indústria está longe de ser a grande vilã das emissões dos gases de efeito estufa no Brasil. Esse papel fica com o desmatamento da Amazônia, tanto assim que nessa atividade estão concentradas todas as atenções do governo federal para atingir sua meta de redução de emissões até 2020. Segundo revelou o coordenador de mudanças climáticas do Ministério do Meio Ambiente, Carlos Klink, durante seminário promovido pela Abiquim, em São Paulo (4/11), para discutir o assunto, no compromisso nacional voluntário de reduzir de 36,1% a 38,9% a geração de GEE nesse período o uso do solo continuará a ser o foco.

    Química e Derivados, GEE Estimativas (MCTI 2013) Emissões brasileiras de gases de efeito estufa - Período 1990-2010 em CO2eq“De 2004 a 2012 tivemos redução de 84% no desmatamento, o que fez com que declinássemos as emissões no período. Mas para cumprirmos o compromisso as ações precisam continuar”, disse. A constatação de que o desmatamento responde por 60% das emissões, porém, não significa relaxamento nas ações propostas para a indústria. Pelo contrário, o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic) está coordenando junto com alguns dos setores industriais mais importantes a elaboração de planos e inventários para embasar medidas de contenção que visam a reduzir as emissões da indústria em 16,2 milhões de tCO2e até 2020, mudando o cenário referência de 324,39 milhões de tCO2e para 308,16 milhões t.

    Os primeiros setores abarcados nesse chamado Plano Indústria são os de alumínio, cimento, papel e celulose e química, que já elaboram inventários de emissões e programas de reciclagem e aproveitamento de subprodutos, de eficiência energética e cogeração, de disseminação de tecnologias de baixo carbono e de linhas de crédito. Após 2014, o plano se estenderá aos setores de aço/ferro, cal e vidro.

    Por sua importância na economia e pela quantidade de emissões, o setor de mineração terá um plano específico e envolverá 13 minérios que representam mais de 80% da produção: ferro (incluindo pelotização), carvão, agregados (areia e brita), níquel, nióbio, zinco, fosfato, ouro, cobre, bauxita, manganês, caulim e potássio.

    Neste plano para os minérios, os programas serão de substituição de combustíveis renováveis nos processos e de troca de equipamentos e peças que otimizem o consumo de combustível ou eletricidade. No cenário de emissões de referência de 2020, 17,4 milhões de tCO2e, a redução prevista é de 0,7 milhões de tCO2e.

    Faz parte também dos planos setoriais do governo um específico para o setor de transportes (carga e logística). Além de abarcar um programa de inventários, estão previstas ações de logística de integração e de viabilidade de projetos MDL para substituição de modal. A previsão de redução é de 3 milhões de tCO2e. Ainda no setor de transporte, há um plano apenas para mobilidade urbana, cujas principais medidas são para mudança de matriz energética do transporte público (incentivo ao metroferroviário) e planejamento urbano. A meta é reduzir nessa área 3,7 milhões de tCO2e.



    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


      ""
      1
      Newsletter

      Receba artigos, notícias e novidades do mercado gratuitamente em seu email.

      Nomeseu nome
      Áreas de Interesseselecione uma ou mais áreas de interesse
      Home - Próximo Destino Orlando
      ­
       Suas informações nunca serão compartilhadas com terceiros
      Previous
      Next