Tecnologia Ambiental

3 de outubro de 2013

Tecnologia Ambiental: Concessionárias privadas ajudam na universalização

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Publicado por: Marcelo Furtado
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    Química e Derivados, Tecnologia Ambiental: Concessionárias privadas ajudam na universalização

    A

    s concessionárias privadas de saneamento continuam firmes no propósito de ajudar a colocar o Brasil na rota da universalização. Presente em 265 municípios, incluindo concessões plenas e parciais, PPPs e locação de ativos, a população beneficiada é de cerca de 25 milhões de pessoas, com perspectiva de crescimento notória.

    Em 2012, a iniciativa privada investiu R$ 764 milhões em saneamento no Brasil, ano em que ainda foram fechados 12 novos contratos com investimentos comprometidos de R$ 3,6 bilhões. Para este ano, uma previsão divulgada em dezembro de 2012, de haver investimentos de R$ 845 milhões referentes a concessões em andamento, deve ser superada por conta de novos contratos. Segundo o diretor executivo da Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon), Roberto Muniz, em 2013 começarão investimentos de R$ 7,3 bilhões. E isso apenas em relação a três grandes projetos já definidos.

    O primeiro é o da PPP da Compesa, Companhia de Saneamento de Pernambuco, voltado para ampliar – de 30% para 90% – a coleta e o tratamento de esgoto na região metropolitana de Recife. O projeto envolve investimentos de R$ 4,5 bilhões, dos quais R$ 3,5 bilhões aplicados pelo consórcio privado formado pela Foz do Brasil (grupo Odebrecht) e a Lidermac.

    O segundo projeto é o da PPP São Lourenço, da Sabesp, em São Paulo, um investimento de R$ 1,68 bilhão voltado para construir o sétimo sistema de captação de água para a região metropolitana de São Paulo, que será responsável por levar à população mais de 4,7 mil litros de água por segundo. Trata-se de um projeto complexo, que trará água de uma distância de 80 km da capital, ainda sem vencedor da licitação, depois de um recurso ter anulado a vitória da etapa econômico-financeira do consórcio Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez. A previsão é a PPP ser definida no segundo semestre.

    O terceiro grande projeto para as concessionárias privadas é a subconcessão da companhia estadual de Goiás, a Saneago, para tratamento de esgoto em quatro municípios goianos: Aparecida de Goiás, Trindade, Rio Verde e Jataí. O investimento é de R$ 1 bilhão e também foi vencido pela Foz do Brasil, hoje a concessionária mais poderosa da área, a exemplo de outros negócios dos quais o grupo Odebrecht participa.

    Além desses três projetos vultosos, há outros em gestação, caso da PPP do Rio Manso, da mineira Copasa, onde R$ 451 milhões serão necessários para ampliar o abastecimento de água de Belo Horizonte. Isso sem falar de investimentos pontuais concluídos no primeiro semestre, como uma estação de tratamento de esgotos em Araçatuba-SP pela concessionária privada Samar, investimento de R$ 5 milhões.

    A se guiar pelo ritmo de negócios, e pela necessidade já percebida pelo Poder Público de contar com a ajuda privada para acelerar os investimentos em saneamento, a Abcon trabalha com a meta de chegar a atender até 40% da população em 2020. Se for colocado nessa equação o fato de o investimento em infraestrutura ser uma alternativa para melhorar um pouco o pífio crescimento econômico brasileiro, esta meta se torna ainda mais factível.



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