Cosméticos

18 de novembro de 2013

Surfactantes: Blends e oleoquímica ampliam opções para formuladores

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Publicado por: Marcelo Furtado
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    Química e Derivados, Surfactantes: Blends e oleoquímica ampliam opções para formuladores

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    ara um mercado movido a novidades como o de cosméticos, cujo desempenho sempre em crescimento está intimamente ligado à capacidade dos fabricantes de ofertar diferenciais suficientes em seus produtos para atrair a atenção dos consumidores nas prateleiras dos supermercados e lojas do ramo, os departamentos de pesquisa e desenvolvimento dos fornecedores de matérias-primas têm papel de destaque. Ao se trazer para tal perspectiva o segmento de surfactantes, ou tensoativos, essa realidade é ainda mais válida.

    Moléculas com uma extremidade solúvel em óleo e outra na água, principalmente empregadas em produtos para o cabelo, acrescentando a xampus e condicionadores as propriedades de brilho, maciez e penteabilidade, tornando gorduras e sujeiras dispersíveis na água, pequenas modificações nas suas formulações fazem grande diferença no produto final. Assim como fazem no desenvolvimento de produtos para a pele, o segmento conhecido como skincare, no qual os surfactantes cada vez são mais usados para constituir emulsões estáveis de óleo e água, melhorando a aplicação de cremes e loções e garantindo a cobertura da superfície e um melhor espalhamento em protetores solares, por exemplo.

    A demanda por novidades leva os fornecedores de surfactantes a investir pesado na pesquisa de novos grades com funções mais sofisticadas, e a se empenhar em oferecer insumos de fontes renováveis, uma tendência irreversível no mercado de cosméticos. Além disso, costumam se envolver na produção de seus clientes, por meio de seus P&Ds dedicados a formular cosméticos com as melhores combinações possíveis de serem atingidas com seus insumos.

    Química e Derivados, Lopes: investimento em pesquisa aproveitará sinergia entre tensoativos

    Lopes: investimento em pesquisa aproveitará sinergia entre tensoativos

    Desenvolvimentos – Na principal produtora de tensoativos do país, a Oxiteno, esse cenário encontra fidelidade em todos os aspectos. Para começar, recentemente a empresa reestruturou seu centro de pesquisa e desenvolvimento da área, contratando para dirigi-lo um profissional oriundo do setor de cosméticos. “Queremos ter conhecimento maior da aplicação, por necessidade comercial e também para direcionar nossos próprios desenvolvimentos”, afirmou o gerente global de home e personal care, Maurício Lopes. Segundo ele, é muito provável que esse reforço no desenvolvimento aproveite melhor o grande portfólio de tensoativos da empresa, gerando novos blends com diversas combinações entre eles. “Há a possibilidade muito grande de aumentar o desempenho e as aplicações com as misturas em estudo”, disse Lopes.

    A pretensão da Oxiteno é aumentar sua participação com tensoativos no mercado de cosméticos, considerado estratégico, em comparação com o mercado de limpeza. Hoje a divisão é praticamente meio a meio, muito por causa da boa penetração dos surfactantes da empresa nas formulações para cabelo. Daí o atual foco em participar mais do segmento de produtos para pele para crescer em cosméticos, também considerado nicho mais rentável e afeito a novidades. “É aí onde queremos apostar mais nossas fichas, com a apresentação de novos produtos com grande foco na sustentabilidade, uma grande demanda do skincare”, afirmou Lopes.

    Nessa toada, durante o ano a Oxiteno está trabalhando com grades novos que têm entre suas várias funcionalidades a aplicação em produtos para a pele. Da linha de ésteres emolientes de origem renovável Oxismooth, o grade CP é um isocaprilcaprilato derivado de ácidos graxos do óleo de palmiste (PKO) com a propriedade principal de conferir alta “espalhabilidade” e sensorial seco para cremes, loções, protetores solares e xampus. Da mesma linha, o isoamilestearato, além de dar melhor espalhamento aos cremes, confere sensorial (toque) mais rico em oleosidade.

    A linha Oxismooth conta com diferentes tamanhos de cadeias graxas, incluindo uma intermediária de isoamilcocoato, que pode ser usada de 0,5% (em cremes de pós-barba) até 30% em óleos corporais, para várias especificações. Além da base em PKO importado da Malásia (100 mil t/ano) e processado na fábrica de Camaçari-BA, há também na composição da linha o uso de derivados da cana-de-açúcar.

    Lauril renovável – Outra novidade em processo inicial de comercialização é o tensoativo aniônico Alkopon NS Eco 92, um lauril-éter sulfato de sódio de fonte renovável produzido na fábrica da Oxiteno em Montevidéu, no Uruguai, cujo lauril da fórmula é derivado do óleo de palma. Um diferencial importante é ter alto conteúdo de substância ativa, disposto em flocos, com no mínimo 92% de sólidos, ao contrário das soluções convencionais a 28%. Isso significa, além da praticidade de aplicação em produtos sólidos como sabonetes ou pastas dentais e outros cremes, grande economia de energia, dispensável para secá-lo caso fosse líquido.


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