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14 de julho de 2011

Solventes – Tintas e vernizes lideram a demanda

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Publicado por: Hamilton Almeida
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    mercado mundial de solventes é da ordem de 21 milhões de toneladas, calcula Alexandre Castanho, diretor da área de solventes da Rhodia Coatis. O consumo obedece à seguinte distribuição geográfica: Ásia, 35%; América do Norte, 25%; Europa, 28%; América Latina, 7%; e África/Oriente Médio, 5%.

    As principais aplicações para os solventes são tintas e vernizes (35% do total) e, em seguida, tintas de impressão (10%), adesivos (8%) e limpeza (7%). “É um mercado robusto, com crescimento que acompanha a economia e está presente em várias aplicações, dentre as quais tintas e vernizes são as mais importantes”, comenta Castanho.

    Revista Química e Derivados, Alexandre Castanho, diretor da área de solventes da Rhodia Coatis, solventes

    Castanho: tendência atual envolve fontes renováveis e baixo VOC

    Atualmente, a situação de mercado é bastante positiva para o segmento de tintas. Há previsões que indicam, segundo Nadia Armelin, gerente de P&D para Coatings da Oxiteno, ao menos 8% de crescimento este ano sobre o desempenho de 2010, que foi um ano excelente, com fabricação recorde de cerca de 1,4 bilhão de litros de tintas. Ela pondera que, em 2010, o crescimento do volume de tintas vendido no Brasil superou o do PIB e também as previsões iniciais do setor. E aposta: “Nos próximos anos, o crescimento deve continuar acima do PIB.”

    “A construção civil tem registrado um ótimo desempenho, principalmente nos projetos sociais patrocinados pelo governo e pela onda de investimentos ligados aos grandes eventos esportivos agendados para os próximos anos (Copa do Mundo e Olimpíada)”, destaca Nadia. A indústria automotiva também tem contribuído para esse crescimento; no primeiro semestre deste ano, a produção de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus cresceu 4,1% sobre o mesmo período de 2010. Um fator adicional é a expectativa de que os investimentos do governo em infraestrutura acelerem, por exemplo, projetos relacionados à produção de petróleo e gás, portos e demarcação de estradas. Nesse contexto, a perspectiva para o mercado de solventes para tintas é considerada “ótima”, pois acompanha o crescimento do setor.

    O executivo da Rhodia pondera que o setor de tintas e vernizes no Brasil vem aplicando, com mais intensidade nos últimos cinco anos, as restrições já adotadas nos mercados mais maduros, como a América do Norte e a Europa. Ele divide a mudança no mundo dos solventes em quatro grandes fases:

    Anos 80: restrição ao uso dos clorofluorcarbonos (CFCs), que destruíam a camada de ozônio da parte mais alta da atmosfera do planeta, trazendo grande risco de câncer de pele;

    Anos 90: restrição do uso dos hidrocarbonetos com elevada toxicidade ao homem e que promoviam a formação de ozônio na troposfera, camada respirável da atmosfera do planeta. O ozônio é um poderoso poluente.

    Final dos anos 90: restrição ao uso de solventes com propriedades CMR (carcinogênese, mutagênese, reprotoxicidade).

    Atual: introdução de produtos com características sustentáveis, com origem em fontes renováveis, baixo potencial de formação de compostos orgânicos voláteis, baixa toxicidade e também competitivos do ponto de vista comercial.

    Dentro da estratégia de expansão da GBU (Global Business Unit) Rhodia Coatis – na qual está inserida a Rhodia Solventes –, Castanho antecipa que a empresa está ampliando a sua atuação internacional com a instalação de unidades comerciais, distribuição e assistência técnica na Europa, na Ásia e na América do Norte.

    “Do mesmo modo, participamos intensamente como expositores e visitantes especiais, com apresentações de palestras técnicas e comerciais, dos principais eventos internacionais dedicados aos segmentos de tintas e vernizes. Nos próximos dias, por exemplo, equipes da Rhodia Coatis estarão na Latin America Coatings Show, na Cidade do México, para fazer o lançamento oficial da nova linha Augeo e aprofundar nossas relações com o mercado.” A empresa já está programando outras participações em eventos internacionais.

    Castanho relata ainda que foi feito um acordo de transferência de tecnologia da produção de acetato de etila (obtido do etanol de cana-de-açúcar brasileiro) para o grupo Sipchem (Saudi International Petrochemical), da Arábia Saudita, implantar uma unidade de 100 mil toneladas/ano desse solvente em Jubail City, para atender os mercados do Oriente Médio e Ásia. “Essa unidade deverá estar em operação no início de 2013. Engenheiros e especialistas da Rhodia do Brasil são os responsáveis pela transferência de tecnologia e assistência técnica para a implantação”, acrescenta.

    A Rhodia também está lançando e apresentando aos clientes o Guia de Boas Práticas de Solventes, que orienta sobre o manuseio e a estocagem de solventes industriais, tendo como um dos objetivos a correta utilização desses produtos e a prevenção de acidentes. “Totalmente alinhado ao programa Rhodia Way, que a empresa desenvolve para valorizar as suas relações com os seus públicos de interesse, o guia atende a uma demanda do mercado. Disponível em versão eletrônica, em CD-ROM, é uma ferramenta útil para os clientes, ao compilar informações sobre as atividades da empresa nesse setor e apresentar as normas legais pertinentes”, sintetiza Castanho.



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