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2 de maio de 2016

Solventes: Solvay aprimora sistema para formular soluções

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    Química e Derivados, Solventes: Solvay aprimora sistema para formular soluções

    A Rhodia, empresa do Grupo Solvay, atualizou neste ano sua forma de atuação no mercado de solventes. Além da conhecida linha de oxigenados (acetatos, cetonas, glicóis, álcoois, cetoálcoois e cetais), a companhia revisou e ampliou a produção de misturas, oferecendo maior número de alternativas para resolver problemas dos seus clientes.

    A antiga linha Rhodiasolv deu lugar ao Solsys, mas a mudança não ficou só na denominação. “O Solsys vai além do software de misturas que, aliás, é totalmente novo e está devidamente patenteado pela companhia”, explicou Daniela Manique, diretora global de Solventes da unidade de negócios Coatis, do Grupo Solvay. Trata-se de uma plataforma de solubilização, cuja operação depende de novas demandas por parte dos clientes que são encaminhadas para a equipe técnica, instalada em um moderno laboratório no site de Paulínia-SP. “Os especialistas desenvolverão as melhores alternativas para cada problema, considerando as limitações logísticas, os custos e o desempenho em solubilização desejado”, comentou Daniela. “Quando um cliente usa vários solventes diferentes em seus processos, podemos oferecer uma solução que resolva todos os problemas, com vantagens de inventário e logística; é preciso olhar o custo total da operação.”

    Química e Derivados, Daniela recomenda avaliar o custo total de operação

    Daniela recomenda avaliar o custo total de operação

    Como alguns clientes temem ficar na dependência de um único fornecedor, a Rhodia/Solvay oferece a possibilidade de o usuário voltar ao solvente anterior, caso assim queira proceder.

    Em tempos de crise, como o atual, o mercado aceita bem as propostas de redução de custos. Segundo Daniela, a plataforma está com 25 projetos em andamento e esse número tende a crescer. A companhia está treinando a rede de distribuidores credenciados para conhecer o sistema e oferecê-lo aos seus clientes. “Eles já atuavam com o Rhodiasolv, agora vamos ampliar o leque de possibilidades”, afirmou.

    O mercado brasileiro de solventes sintéticos sofreu pesados ataques da concorrência externa enquanto o real esteve muito valorizado em relação ao dólar. “Na situação atual, com o dólar a R$ 4, conseguimos recuperar mercado e poderemos ampliar nossas exportações em 2016, embora as cotações internacionais estejam baixas, refletindo a queda na economia chinesa e o preço das matérias-primas”, avaliou.

    No Brasil, a queda de produção automobilística impactou os resultados de toda a cadeia produtiva. No caso dos solventes, o segmento de impressão gráfica (para embalagens) sofreu menos, assim como o agronegócio, que até cresceu. “Como avançamos com nosso programa de excelência, conseguimos reduzir custos e até exportamos mais do que o previsto, atuando em novos mercados”, destacou. A linha Augeo de solventes mais amigáveis ao meio ambiente (parte de suas moléculas deriva da glicerina de biodiesel) tem boa aceitação aqui e no exterior (ela, todos os cetônicos e o acetato de etila são aprovados no sistema europeu Reach). “Vamos lançar novos itens da família Augeo, pois estamos encontrando grande receptividade entre os formuladores de domissanitários”, disse. Ela apontou também o interesse crescente dos perfumistas, interessados em solubilizar fragrâncias com o Augeo.



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