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14 de julho de 2011

Solventes – Caem as vendas dos alifáticos e aromáticos

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Publicado por: Hamilton Almeida
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    s vendas totais de solventes alifáticos e aromáticos no país vêm declinando desde 2005. Após atingir o patamar de 1,522 milhão de metros cúbicos (m³), em 2004, a demanda encolheu para 1,210 milhão m³ no ano seguinte, e atingiu 697,9 mil m³ em 2009. A queda no consumo de solventes foi interrompida em 2010, quando se registrou uma demanda de 804,5 mil m³. Este resultado reflete o bom desempenho da economia brasileira e pode ser considerado um ponto fora da curva, já que, nos últimos seis anos, houve uma redução no consumo interno da ordem de 47,7%. Esse período contemplou o impacto da crise econômica mundial em 2007 e 2008. De 2000 para 2010, o encolhimento foi de 23%.

    Segundo Ruy Ricci, diretor executivo do Sindicato Nacional do Comércio Atacadista de Solventes de Petróleo (Sindsolv), esses números evidenciam uma gradual substituição dos solventes hidrocarbônicos por produtos menos agressivos à saúde e ao meio ambiente. Também contribuiu para a redução o maior controle sobre a destinação correta do solvente, com a implantação de um programa de fiscalização inteligente com a participação do Sindsolv, junto com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), Polícia Federal e Secretarias Estaduais da Fazenda. O processo de destinação correta, que já incluiu a revisão da portaria 41 por meio da resolução 24, completa-se agora com a edição da resolução 48.

    Em 15 de dezembro do ano passado, a ANP baixou a resolução de número 48, que estabelece os requisitos para cadastramento do Consumidor Industrial de Solventes, que pode adquirir esses insumos diretamente do produtor – refinarias e petroquímicas. Ricci explica que a publicação desta norma atendeu a um antigo pleito do Sindsolv.

    A resolução nº 49, também de 15 de dezembro de 2010, alterou a portaria ANP nº 63, dando-lhe nova redação pela necessidade de atualizar as normas em vigor que disciplinam o acesso do Consumidor Industrial de Solvente aos sistemas produtivo e de distribuição. Essas medidas e mais a resolução nº 51, relativa à atividade de importação e/ou exportação de derivados de petróleo e biodiesel, reforçam, no entendimento do Sindsolv, “o arcabouço regulatório, aprimorando o mecanismo de controle e prevenindo a violação da destinação do solvente para outras utilizações que não a de matéria-prima de uso industrial”.

    Revista Química e Derivados, Ruy Ricci, diretor executivo do Sindicato Nacional do Comércio Atacadista de Solventes de Petróleo (Sindsolv)

    Ricci: fiscalização e ascensão dos verdes explicam redução do consumo

    Ricci considera prematuro avaliar agora o impacto da regulamentação na distribuição de solventes. “Poucas empresas, que já compravam direto do produtor, aproveitaram o prazo para se recadastrar, atendendo a um menor número de requisitos. As que não fizeram e as que tiverem interesse em adquirir direto dos produtores terão de atender às normas da resolução na íntegra.” Indagado se poderia haver perda de mercado para os distribuidores, Ricci afirmou não ter essa expectativa, “pois os consumidores industriais que utilizam o solvente em grandes volumes são empresas de porte elevado e não têm dificuldade em atender às exigências de cadastramento requeridas pela resolução 48”.

    As estatísticas do Sindsolv evidenciam singularidades do mercado. Ricci destaca que os solventes alifáticos cresceram 42% no ano passado, em comparação com o exercício anterior. Mas, quando os dados são comparados com os do ano 2000, identifica-se uma queda de 25%. Essa situação se repete com relação aos solventes aromáticos que, em 2010, cresceram 11% sobre 2009. Nos últimos anos, declínio de 22,5%. Na soma dessas duas famílias de solventes, o desempenho de 2010 foi 15,3% superior a 2009, refletindo o aquecimento da economia. “Este fato confirma a nossa observação de que o solvente como matéria-prima mantém uma relação de crescimento em torno de duas vezes o desempenho do PIB”, salienta Ricci.

    O benzeno, usado em sínteses químicas, que não é comercializado pelos distribuidores de solventes, apresentou crescimento de 15% em 2010, em comparação com o ano anterior, por conta do aquecimento interno da economia. Como boa parte da produção do benzeno é exportada, o reflexo da crise econômica mundial é observável na queda de aproximadamente 70% ocorrida em 2008 e 2009.



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