Química

18 de agosto de 2010

Sinalização Viária – Mercado aberto que apenas começou a ser prospectado

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Publicado por: Hilton Libos
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    a reta final de 2010, o segmento das tintas industriais registra sinais verdadeiros do aquecimento dos negócios na faixa das tintas para demarcação viária como reflexo direto do aumento de investimentos em segurança no trânsito: o incremento dos programas oficiais para a redução de acidentes nas estradas, o lançamento de concorrências públicas municipais no universo de aproximadamente cinco mil cidades brasileiras, além de iniciativas do governo federal – como o programa Prosinal, para a demarcação da infraestrutura rodoviária sob sua responsabilidade.

    As fatias de mercado para tintas viárias no âmbito dos governos estaduais também apresentam condições interessantes. Detentor de uma malha rodoviária estadual extremamente radiculada, a mais extensa entre todos os estados, Minas Gerais em 2009 realizou licitações no total de R$ 15 milhões para correção de pontos críticos e intersecções nas rodovias, trevos a acessos urbanos para a execução de um projeto estruturador de aumento da capacidade viária e de segurança dos corredores de transporte – da correção na sinalização incluindo outras modalidades de intervenções, como o alargamento de pontes.

    Mercado inexplorado – O diretor da indústria paulista de tintas viárias Indutil, Hélio Antônio Moreira, transparece seu entusiasmo com todas as letras e números: “Estou otimista, porque se na estagnação econômica de 2009 atingimos a marca de crescimento de 15%, agora estamos antevendo o crescimento progressivo do mercado entre três e cinco por cento ao ano no decorrer da próxima década”, prevê.

    Segundo Moreira, também superintendente do comitê brasileiro de transportes e tráfego da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), em toda a sua dimensão, o mercado brasileiro para tintas viárias é praticamente inexplorado. Apenas 11% da rede rodoviária nacional é pavimentada e devidamente demarcada com linhas, símbolos e legendas pintados sobre o pavimento das vias, conforme estabelecem as determinações do Código Nacional de Trânsito. Ou seja: 192.705 quilômetros de rodovias asfaltadas em relação a 1.576 mil quilômetros de estradas de terra. À medida que os projetos de asfaltamento avançarem, logicamente na mesma proporção deverão ser executadas as obras complementares de sinalização horizontal que, funcionalmente, além de organizar o fluxo de veículos e de pedestres, orienta os deslocamentos em vias com problemas topográficos, geográficos e obstáculos, complementando a sinalização vertical de advertência, indicação ou regulamentação.

    Até 2016, esse potencial de mercado deverá aumentar com as benfeitorias que serão executadas em aeroportos, estacionamentos, estradas vicinais e outros equipamentos de circulação para os grandes eventos da Copa do Mundo e da Olimpíada, como analisa o diretor da Indutil. Essa nova realidade de mercado, segundo Moreira, está exigindo o aperfeiçoamento tecnológico e dos padrões de sustentabilidade dos produtos.

    Do solvente à água – Moreira e seu colega de comissão Roberto Menegon, da ABNT, há sete anos lançaram o guia Sinalização Horizontal, revelando os estudos realizados nos últimos vinte anos com materiais, normas e aplicações dos sistemas de demarcação horizontal dentro dos padrões internacionais de qualidade. O diretor da Indutil lembra que sua empresa, com mais de cinquenta anos de presença no mercado, foi pioneira na produção das tintas viárias com resinas acrílicas à base de solventes e termoplásticos, ainda na década de 70, com tecnologia da alemã Gubela.

    Química e Derivados, Hélio Antônio Moreira, Diretor da indústria paulista de tintas viárias Indutil, Sinalização Viária - Mercado aberto que apenas começou a ser prospectado

    Moreira, da Indutil: tecnologia com sustentabilidade

    “Nos anos 90, fizemos uma parceria com a Rohm and Haas e começamos a fabricar tintas fast track e cross link à base de água”, relata Moreira, acrescentando que a mudança exigiu aproximadamente seis meses de trabalho em pesquisa e desenvolvimento, dos exames laboratoriais aos testes de resistência UV e de desgaste da tinta viária ecológica em pavimentos nacionais. “Dois desafios foram postos: primeiro, a capacidade de resistência e durabilidade da tinta sobre um tipo de asfalto inferior; depois, assegurar a densidade da tinta para reter as microesferas de vidro que garantem a visibilidade noturna refletindo à luz dos faróis”, lembra Moreira.

    Atualmente, além das tintas acrílicas puras, a Indutil desenvolve produtos com resinas acrílicas emulsionadas em água. “São produtos que oferecem como diferencial baixa toxicidade, resistência à abrasão, secagem rápida acima de 25ºC, maior durabilidade e, afinal, economia na relação custo/benefício”, esclarece o diretor da Indutil.

    Olho de gato tecnológico – Clas­sificados como um pequeno e quase imperceptível subsegmento das tintas industriais, a grande maioria dos fa­bri­cantes de tintas viárias sequer participa de sua entidade setorial, a Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati). Num outro extremo, corporações transnacionais incluem em seu portfólio de produtos as tintas para demarcação viária com diferenciais significativos. O gerente de marketing e vendas da divisão de sistemas para segurança viária da 3M, Alberto Gadioli, diz que sua empresa coloca como prioridade nesse subsegmento a oferta de produtos “para que o motorista possa guiar com segurança em qualquer via, em qualquer condição climática e a qualquer hora do dia ou da noite”.


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