Logística Transporte e Embalagens

5 de maio de 2014

Silos: Sistemas agregam funções de dosagem e homogeneização

Mais artigos por »
Publicado por: Antonio C. Santomauro
+(reset)-
Compartilhe esta página

    Química e Derivados, Silos de alumínio: única limitação é a temperatura

    Silos de alumínio: única limitação é a temperatura

    Concebidos para armazenar produtos e matérias-primas sólidas apresentadas em vários formatos – pós, grãos ou pellets –, os silos estão hoje inseridos no âmbito do agronegócio, mas mantêm intenso emprego também nas indústrias química e petroquímica, na transformação do plástico, na produção de cimento e borracha, e na mineração. Armazenam, entre outros itens utilizados por esses setores, resinas plásticas, carbonatos, negro de fumo, dióxido de titânio, cargas minerais, soda cáustica e dolomita.

    Representam uma tecnologia de armazenamento bem tradicional, mas se diversificaram bastante, e podem ser atualmente encontrados em diversas versões, distintas entre si por características como o material construtivo ou a técnica de construção: há hoje silos soldados ou parafusados, confeccionados com aço-carbono ou aço inox, alumínio ou plástico. Isso sem falar nos modelos dotados de tecnologias destinadas a desempenhar funções adicionais, como a homogeneização do material neles acondicionado, ou a facilitação do escoamento de produtos pouco fluidos ou muito aderentes às superfícies.

    Embora mantenham a função específica de armazenamento, os silos são a cada dia mais integrados aos sistemas completos e automatizados de manuseio de materiais sólidos, considerados em suas diversas etapas, do recebimento do material até o seu envio para os processos nos quais eles serão utilizados. Dependendo das respectivas aplicações, esses sistemas podem incluir também atividades como dosagem, homogeneização e controle, entre outras.

    Química e Derivados, Heinke: investimento inicial do alumínio é menor

    Heinke: investimento inicial do alumínio é menor

    A expansão do interesse por sistemas completos, e não apenas por silos individuais, é percebida em empresas como a Consolid (fabricante de silos e dos demais componentes desses sistemas). “Atualmente, quem pensa em silos geralmente pensa em uma solução mais ampla de redução da mão de obra e aumento da produtividade”, diz Roberto Weiss, diretor comercial da Consolid/Rodrinox (a Rodrinox é a empresa do mesmo grupo responsável pela produção de equipamentos como tanques e reatores).

    De acordo com Weiss, a ampliação da demanda por sistemas completos – dos quais fazem parte os silos –, decorre não apenas do interesse por maior produtividade, mas também do crescente rigor das legislações trabalhistas e ambientais, que tornam menos indicado o contato direto dos profissionais com produtos químicos. “Além disso, uma empresa empenhada em aumentar sua produção tem neles uma opção de equipamento vertical, que, comparativamente a alternativas como o armazenamento de sacos, ocupa menos espaço”, ressalta.

    Mark Heinke, diretor comercial da operação latino-americana da Zeppelin, observa a consolidação de duas situações distintas: em uma, empresas já dotadas de silos, porém empenhadas em aumentar sua capacidade de armazenamento a granel, apenas adquirem mais desses equipamentos; e há também “clientes que ainda não possuem nenhum tipo de automatização e querem instalar ambos: silos e sistemas de manuseio”, complementa o diretor da Zeppelin, multinacional de origem alemã que enfatiza essa oferta de sistemas mesmo em seu nome, Zeppelin Systems, e fornece soluções para as diversas etapas do manuseio de matérias-primas líquidas e sólidas.

    Química e Derivados, Silo da Consolid: preferência pelo aço

    Silo da Consolid: preferência pelo aço

    Aço versus alumínio – Se a oferta de sistemas mais completos de manuseio de materiais é comum a ambas, a Zeppelin e a Consolid também expõem uma das ramificações da estrutura de competitividade vigente no atual ambiente de oferta de distintas versões de silos. A Zeppelin, embora forneça também silos de aço, tem como carro-chefe nesse segmento de mercado os equipamentos confeccionados com alumínio, enquanto a Consolid trabalha exclusivamente com aço.

    De acordo com Heinke, da Zeppelin, comparativamente ao aço inox, o alumínio exige investimento inicial menor e pode armazenar com a mesma qualidade itens como polietileno, polipropileno, poliamidas, PVC e seus compostos, negro de fumo e carbonato de cálcio, entre outros. Há, ele ressalta, alguma limitação ao uso do alumínio apenas quando o silo precisa receber materiais que a ele chegam com temperaturas altas, como dióxido de titânio e pó de PTA (ácido tereftálico purificado), pois, comparativamente ao aço, ele é mais sujeito a deformações decorrentes de temperaturas elevadas.

    O alumínio, afirma Heinke, “trabalha muito bem” com temperaturas de até 65ºC; e, com ligas especiais, incluindo substâncias como magnésio e silício, esse patamar pode ser elevado para a casa dos 100ºC. Em “casos extremos”, complementa o diretor da Zeppelin, o alumínio pode até acondicionar pó de PTA, que chega a um silo com temperaturas superiores a 100ºC.

    Mas a preponderância do aço como matéria-prima dos silos utilizados pelo setor químico é asseverada por Aloísio Svaiter, diretor-presidente da Tecbelt, empresa fabricante de sistemas para processamento, do recebimento à embalagem, incluindo estocagem, de materiais particulados em pó, grãos ou pellets. Tal prevalência, justifica Svaiter, decorre de fatores como a maior durabilidade do aço inox em relação ao alumínio, contra o desgaste provocado pelo atrito do produto neles acondicionado.


    Página 1 de 512345

    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *