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4 de abril de 2001

Setal completa 40 anos com grandes obras

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Publicado por: Rose de Moraes
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    Setal Engenharia comemorou em abril quatro décadas de atuação, anunciando faturamento de R$ 170 milhões em 2000, ou seja, 35% superior ao montante de 1999, bem como a satisfação de ter em carteira inúmeros projetos de grande porte, direcionados para clientes como Petrobrás, Copene, Polibrasil, Oxiteno, Degussa-Hüls, Rohm & Haas, Rhodia-ster, Rio Polí­meros, entre outros, que dão impulso a várias frentes de desenvolvimento do País.

    Como integrante do grupo PEM Setal, formado no total por sete empre­sas do ramo Engeneering Procurement and Construction, com atuação em vários segmentos, a empresa e suas co-irmãs especializaram-se e pretendem se consolidar cada vez mais na gestão de projetos Lump Sum Turn Key, ou seja, de contratos firmados a preço fixo, com variações de custo, positivas ou negati­vas, sob a responsabilidade da contra­tada.

    Na opinião do diretor-presidente Gabriel Aidar Abouchar, as posições de liderança deverão se acentuar com a busca de parcerias internacionais para executar novos projetos, considerando-se também o fato de que a Setal se inclui no rol das poucas brasileiras do setor de engenharia e montagens industriais que conseguiram sobreviver à recessão das últimas décadas.

    Na área de recuperação de recursos energéticos provenientes da exploração do petróleo, um dos projetos mais notáveis em execução pela Setal, em parceria com a japonesa Toyo, é repre­sentado pela modernização das 19 plataformas da Petrobrás, instaladas na Bacia de Campos-RJ. A obra deverá proporcionar o aumento da capacidade de produção de gás natural de 7 milhões de m³/dia para 16 milhões de m³/dia, consumindo investimentos no valor de US$ 700 milhões.

    Denominado “Queima-Zero”, o projeto envolve a implementação de várias modificações nas 19 plataformas, visando evitar a atual queima e desper­dício de 9 milhões de m³ diários de gás natural, bem como seu conseqüente aproveitamento como fonte de etano para produzir etileno, principal meta da Rio Polímeros, empreendimento em Duque de Caxias-RJ entre Petrobrás, Suzano e Unipar, que também produzirá polietileno. Além de suprir o pólo gasoquímico, o gás natural também será empregado como fonte energética das duas termoelétricas novas, em fase de instalação em Vitória-ES e no Rio de Janeiro-RJ.

    As obras de recuperação do gás natural gerado pela Petrobrás, evitando sua queima e lançamento para a atmos­fera, têm como ponto de partida a plataforma de exploração de Cabiúnas, em Macaé-RJ, seguindo, via gasoduto, numa extensão de 160 km, até a refinaria de Duque de Caxias-RJ. Os esforços de engenharia demandados numa primeira fase das obras, que se estenderá até junho de 2002, estarão direcionados ao acrés­cimo de 4,5 milhões m³ de gás/dia. Na segunda fase, que deverá estar finalizada em maio de 2003, os outros 4,5 milhões de m³ de gás/dia estarão recuperados.

    Além de proporcionar a exploração eficaz dos recursos naturais, e ter conotação mais favorável ao meio ambiente, o projeto “Queima Zero” dará origem à instalação do primeiro pólo petroquímico concebido para o uso de gás, com o qual a Setal também estará envolvida, segundo destacou o diretor de marketing Egberto Accioli Freire Jr.

    A empresa foi contratada pela ABB Lummus Global, dos EUA, para exe­cutar a partir de maio as obras e serviços de engenharia e suprimentos, visando a instalação da Rio Polímeros. Só para lembrar, foi com o emprego da tecno­logia ABB Lummus que se originaram os pólos petroquímicos da PQU, em São Paulo, e da Copene, na Bahia. Antes de pertencer ao grupo PEM, fato ocorrido em 1995, a Setal fez parte do grupo Lummus por um período de dez anos (1985-1995), e mantém até a atualidade a tradição de efetivar acordos de coo­peração em engenharia para a execução dos projetos tecnológicos da ABB Lummus.

    Para a Polibrasil, consórcio estabe­lecido entre a Setal e a Tecnimont, da Itália, deverá favorecer a execução de todos os serviços de procurement, engenharia, detalhamento de planta e montagem, iniciados em fevereiro último e direcionados a expandir a capacidade de produção de PP, para 300 mil toneladas/ano, até dezembro de 2002.

    Com previsão de término ainda neste mês, a Setal deverá encerrar as obras de engenharia relativas ao projeto de tancagem, instalação de sistemas de utilidades e interligação de tanques até o terminal marítimo baiano de Aratú, contratadas pela Copene, visando a recepção dos insumos importados e a exportação de produtos petroquímicos. “Trata-se da viabilização da primeira saída por via marítima de produtos petroquímicos desse pólo”, comentou Freire Jr.

    Em benefício do setor químico e petroquímico, a empresa também con­cluiu no início deste ano projeto de ampliação das unidades de produção de ésteres e purificação de óxidos, contra­tado em Camaçari-BA, pela Oxiteno, empresa do grupo Ultra, dando início a novas obras para a ampliação das áreas de produção de aminas, metil etil glicol (meg) e tancagem, que deverão estar concluídas até setembro próximo.

    Na carteira de obras em destaque são dignos de nota os contratos firmados com a Rohm & Haas, prevendo a execução de serviços de engenharia, suprimentos e gerenciamento da cons­trução da nova planta de adesivos, a ser instalada em Jacareí-SP e já com suas obras iniciadas. Também foram firmados acordos com a Rhodia-ster, visando o implemento do projeto OSBL (Out Side Batery Limit), para a nova unidade de PET, instalada na cidade do Cabo, em Pernambuco, e com término previsto para o segundo semestre de 2002.


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