Química

15 de março de 2000

Seguro: Instalação adequada reduz custo de seguro

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    Química e Derivados, Rubens Medrano: prêmio ficou 40% menor

    Medrano: prêmio ficou 40% menor

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    construção de novas unidades ou reorganização espacial de empresas pode trazer economia no prêmio de seguros. Foi o que constatou o empresário Rubens Medrano, diretor-presidente da Makeni Chemicals, ao inaugurar sede e instalações operacionais próprias em Diadema-SP. Durante os dois anos de reforma do estabelecimento, antes uma engarrafadora de refrigerantes, ele contou com apoio da Qualitas e da AGF Brasil Seguros, cujas avaliações de risco foram consideradas muito claras e úteis.

    “Construímos o terminal novo seguindo todas as normas de segurança, inclusive ambiental”, disse Medrano, que também recorreu a consultores especializados para o projeto das instalações. O planejamento prévio permitiu a ocupação adequada da área de 12 mil m² de terreno, divididos em três blocos isolados. Na parte dianteira ficam as atividades administrativas e comerciais, sem contato com qualquer produto químico, contando com um dique de isolamento. Na porção intermediária foram alocados os produtos sólidos, divididos conforme as diferentes aplicações. Dessa forma, os produtos para alimentos e indústria farmacêutica contam com espaço isolado e adequado à estocagem e manipulação. Nos fundos do terreno ficam os tanques para 1,3 milhão de litros de granéis líquidos e as linhas de entamboramento, dotadas de eficiente sistemas de contenção de derramamentos e incêndio. Com isso, cada seção foi avaliada com um grau de risco diferente em vez de usar um fator único, que seria o mais gravoso, ditado pela presença de solventes hidrocarbonetos.

    “A mudança para as novas instalações significou economia de 40% com seguros”, informou o empresário. Antes, a empresa ocupava escritórios em prédio comercial no centro de Diadema, enquanto alugava um galpão para armazenagem. Embora adotasse as normas cabíveis, Medrano afirma que as instalações atuais são bem mais modernas e com menor risco de operação. A apólice de seguro é ampla, do tipo all risks, complementada com outra para responsabilidade civil contra terceiros, limitada aos vizinhos. A empresa continua a manter apólice de seguro de carga (transporte terrestre) durante a entrega para os clientes.

    “Ainda estamos estudando a proteção contra danos ambientais”, disse Medrano. Na sua opinião, essa modalidade de seguro ainda não está bem desenvolvida no Brasil, fato que a torna cara e, talvez, ineficaz. O problema está no valor das indenizações por dano ambiental, em fase de elevação, mas sem contar com parâmetros seguros de estimativa.

    A proteção ambiental para o setor de comércio de produtos químicos deve ganhar relevância a partir da implantação do programa Distribuição Responsável, em fase de estruturação na Associação Nacional e Sindicato Estadual do Comércio de Produtos Químicos (Associquim/Sincoquim). “A partir do estabelecimento do programa, vamos buscar aproximação com as companhias seguradoras para esclarecimentos mútuos”, comentou Medrano, também presidente das entidades setoriais. Segundo ele, o envolvimento das seguradoras com distribuidores químicos já é muito forte nos EUA, a ponto de propiciar descontos para os participantes de programa análogo, além de apoiar a divulgação dos princípios de atuação.

    Com a Distribuição Responsável espera-se que o setor comercial aprimore a qualidade e a segurança de suas operações, oferecendo benefícios tanto para os fabricantes de produtos como para os clientes, favorecidos pelo aumento de transferência de tecnologia. “O Responsible Care do Canadá e o congênere da NACD (associação norte-americana de distribuição química) são o ponto de partida para o programa, mas ainda é preciso discutir com o setor alguns tópicos”, comentou Medrano. Já está certo que no Brasil serão conduzidas auditorias externas e independentes, com resultados homologados pelas entidades de classe.

    Quanto à contratação de seguros, Medrano recomenda avaliar bem as propostas, pois o mercado está muito competitivo, abrindo espaço para negociações. “Mas nem sempre o mais barato é o melhor”, disse. “”Quando se trata de produtos químicos todo cuidado é pouco.”



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