Petróleo & Energia

17 de julho de 2009

Brasil Offshore 2009 – Rodada estimula negócios

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Publicado por: Bia Teixeira
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    anter a tradição é altamente saudável, principalmente quando ela gera bons resultados. É o que a Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip) e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) vêm fazendo nos principais eventos dos vários setores da economia, entre os quais o de petróleo e gás.

    Mesmo em tempos de crise, as rodadas e encontros realizados durante a Brasil Offshore revelam o acerto da decisão: depois de cerca de mil reuniões, a expectativa é de que sejam gerados R$ 119,7 milhões em negócios até meados do próximo ano. Desse total, cerca de R$ 97 milhões adviriam das quase 700 reuniões entre 170 fornecedores de 12 estados brasileiros e companhias âncoras, realizadas na rodada tradicional. Outros R$ 22,7 milhões em negócios são esperados no Encontro Nacional de Negócios dos setores de óleo, gás e naval (Eneg), que totalizou 300 reuniões entre empresas de distintos portes e atividades.

    As empresas âncoras que conversaram com os fornecedores foram: Aibel, Chevron, El Paso, Estaleiro Atlântico Sul, Estaleiro Maclaren, Estaleiro Mauá, FMC, Global, Repsol, Schlumberger, Setal Engenharia, Shell, Superpesa, Technip, Transocean, Ultratec, Weatherford e Wellstream do Brasil.

    A Petrobras optou, antecipadamente, por não participar da rodada tradicional, para dar atenção às empresas cadastradas para o segundo encontro de 2009 da Ação de Desenvolvimento de Potenciais Fornecedores, realizado durante o evento. Nesses encontros foram abordados 18 itens, entre bens e serviços, considerados como críticos, ou seja, de baixa competitividade na região da Bacia de Campos.

    “No formato desses encontros, as empresas participantes já passaram por uma pré-seleção, na qual apresentaram atestado de capacidade técnica, comprovando atuação na área para os itens definidos”, explicou o gerente de Contratação de Bens e Serviços da Unidade de Negócio da Bacia de Campos da Petrobras, Reinaldo Costa Silva. “Essa ação amplia o canal de comunicação entre os fornecedores e a Petrobras”, concluiu.

    Interesses internacionais – Enquanto as empresas brasileiras buscam canais que facilitem a internacionalização de suas operações, companhias estrangeiras, de todos os portes, vêm aumentando sua presença nos eventos de petróleo e gás no Brasil, de olho nas oportunidades que as novas descobertas podem abrir, principalmente para quem tem tecnologia de ponta.

    Dos 138 expositores estrangeiros presentes, a maior parte esteve concentrada nos seis pavilhões internacionais – da Alemanha, China, Estados Unidos, França, Holanda e Reino Unido –, que ocuparam mais de 1.200 m² de espaço na feira. Grandes empresas que já têm forte atuação no Brasil, como Techint, Schlumberger, International, Weg, Siemens, GE, entre outras, montaram seus estandes em pontos que consideraram estratégicos para seus negócios.

    Respaldados na expertise consolidada no Mar do Norte, onde as atividades petrolíferas offshore despontaram para todo o mundo, nada menos que 23 empresas do Reino Unido se apresentaram no Pavilhão Nacional UK, várias delas como participantes da Missão Comercial do UK Trade & Investment (UKTI) e pela Scottish Development International (SDI), órgãos governamentais de incentivo ao comércio e investimento internacional. Estas empresas também participaram de um seminário, no qual Petrobras e Shell do Brasil apresentaram suas operações no país, enquanto a Onip discorreu sobre o setor.

    Química e Derivados, Michel Curletto, Chefe do setor de petróleo, gás e construção naval da embaixada francesa, Brasil Offshore

    Michel Curletto: Brasil e França formam parceria de peso

    Embora a missão econômica do Reino Unido tenha sido a maior, a França teve uma participação de destaque na Brasil Offshore, por conta da programação de fôlego do Ano da França no Brasil. Nada menos que 18 empresas francesas – o triplo de edições anteriores – ocuparam o Espaço França, com o suporte da Agência Francesa para o Desenvolvimento Internacional das Empresas (Ubifrance) e da rede das Missões Econômicas da França, responsável por estimular a adesão francesa para o evento e estruturar essa participação.

    “A parceria entre Brasil e França na área petrolífera é muito importante. Ambos os países são especialistas em exploração e produção de petróleo em águas profundas e ultraprofundas”, afirmou o chefe do setor de petróleo, gás e construção naval da embaixada francesa, Michel Curletto. Das 18 empresas francesas, cinco pretendem se instalar no país e outras quatro já estão com o pé no mercado.

    A China também montou pavilhão próprio, com o apoio de órgãos de fomento, enquanto que as câmaras de comércio dos Estados Unidos e da Alemanha viabilizaram a participação de empresas de pequeno porte em seus estandes. Também estrearam nesta Brasil Offshore empresas de Trinidad e Tobago, Eslovênia, Cingapura e Emirados Árabes. “O Brasil está em um momento muito positivo no mercado mundial de offshore e isso se refletiu na feira”, declarou Eric Henderson, diretor da Brasil Offshore.

     

     



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