Petróleo & Energia

16 de setembro de 2009

Rio Pipeline: Brasil investe nos dutos – Pré-sal e etanol justificam os investimentos de US$ 8 bi na malha nacional de dutos, o quarto melhor mercado do planeta

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Publicado por: Bia Teixeira
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    Química e Derivados, Rio Pipeline

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    s US$ 8 bilhões de investimentos até 2013, previstos para os projetos de expansão da malha de dutos no Brasil, considerado o quarto maior programa de dutos do planeta, são o grande chamariz da sétima edição da Rio Pipeline, realizada a cada dois anos no Rio de Janeiro. Em tempos de crise, tal expectativa de investimentos, temperada pelas reservas do pré-sal, que impõem novos desafios para o escoamento da produção, aguçam o apetite de todos aqueles que fornecem produtos e serviços para empreendimentos de dutos terrestres ou marítimos.

    A Rio Pipeline divide as luzes dos holofotes da indústria mundial de dutos com a International Pipeline Conference, que é realizada em Calgary (Canadá). A conferência canadense, que teve sua sétima edição no ano passado, é realizada nos anos pares e a do Brasil, nos anos ímpares, tendo o apoio da Sociedade Americana dos Engenheiros Mecânicos (ASME, na sigla em inglês), que organiza o evento de Calgary.

    Mas não divide o público, pois as empresas que vão até o gélido país da América do Norte carimbam o passaporte no Brasil nos anos em que a discussão em torno das novas tecnologias no setor de dutos ganha um palco tropical.

    É o que mostram os números anunciados pelo organizador do evento, o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP): 120 expositores de cerca de 30 países vão participar do evento deste ano que se realiza entre os dias 22 e 24 de setembro, no Centro de Convenções SulAmérica, na região central da capital fluminense. Números bem próximos da conferência canadense, que no ano passado reuniu cerca de 200 empresas de aproximadamente 40 países.

    Referência mundial – Atualmente, a indústria dutoviária mundial movimenta mais de US$ 50 bilhões por ano, somando os investimentos em novos empreendimentos aos recursos gastos na reabilitação e expansão de malhas. No Brasil, a Petrobras é o principal motor dessa indústria que abrange uma infinidade de fornecedores de bens e serviços na área de petróleo e gás, desde fabricantes de dutos e equipamentos diversos até empresas de engenharia e automação, além daquelas que atuam na manutenção.

    “A Rio Pipeline é fundamental para o desenvolvimento do setor no Brasil, seja pela atualização tecnológica e troca de experiências que propicia ou pela oportunidade de ampliar nossa rede de contatos comerciais”, destaca o diretor de Gás Natural da Transpetro, Marcelo Rennó, também coordenador da Comissão de Dutos do IBP e do comitê organizador da Rio Pipeline 2009.

    “É um evento de referência para a comunidade dutoviária internacional, no qual a Transpetro pode mostrar a sua capacitação e realizações”, acrescentou o executivo. Ele lembra que a contribuição da empresa foi fundamental para a criação do evento. “Nossos especialistas participam ativamente na organização e nos comitês técnicos da conferência e ainda apresentam um grande número de trabalhos.” Prova disso é que cerca de 30 trabalhos de profissionais da Transpetro foram selecionados nesta edição.

    Química e Derivados, Ernani Filgueiras, Gerente de Abastecimento e Petroquímica do IBP, Rio Pipeline

    Ernani Filgueiras: encontro permite conhecer os avanços mundiais

    Ele é complementado por Ernani Filgueiras, gerente de Abastecimento e Petroquímica do IBP. “A Rio Pipeline é uma grande oportunidade para a comunidade dutoviária de todo o mundo conhecer o que cada país tem desenvolvido, as pesquisas em andamento, os grandes projetos de malhas e seus maiores desafios, e até mesmo equívocos que não devem ser repetidos”, diz ele.

    A rainha dos dutos – Filgueiras e Rennó pontuam que entre os temas mais relevantes que serão debatidos na Rio Pipeline 2009 se destacam as novas técnicas de construção e montagem, novos materiais, boas práticas na operação e manutenção de dutos, integridade e confiabilidade, dutos submarinos, alcooldutos, carbodutos e minerodutos.

    “Além da questão da responsabilidade social, a conferência sobre o impacto do pré-sal no transporte dutoviário e o painel sobre o futuro da indústria internacional de dutos também são de grande interesse para a Transpetro e todos aqueles que atuam neste setor”, salienta o diretor de Gás Natural da Transpetro, empresa que, sozinha, é responsável por nada menos que 11 mil dos 20 mil km da malha brasileira de oleodutos e gasodutos – um número ainda modesto para um país com tal extensão territorial. Mas isso vai mudar nos próximos anos, para quando estão previstas as seguintes expansões: mil km de oleodutos, 2,4 mil km de gasodutos, 2 mil km de dutos rígidos submarinos, 500 km de minerodutos e 2 mil km de alcooldutos.


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