Química

18 de setembro de 2010

Rio Oil & Gas 2010 – Potencial de negócios na área do pré-sal gera novos recordes de visitantes e expositores

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Publicado por: Bia Teixeira
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    China é a segunda maior economia do mundo, mas o Brasil do pré-sal continua sendo o grande foco dos investidores internacionais no setor de petróleo e gás. Tanto que a maioria dos players dessa cadeia produtiva se reúne no Rio de Janeiro, entre 13 e 16 de setembro, para o maior encontro petrolífero do Hemisfério Sul: a Rio Oil & Gas 2010 Expo and Conference, promovida a cada dois anos pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (IBP), no Riocentro.

    A despeito do tema abrangente – “Do petróleo ao biocombustível: integrando conhecimento e ampliando os limites” –, a maioria das mais de 1.500 empresas participantes tem como foco principal a prospecção de oportunidades de negócios e parcerias. Todas querem aferir quais os desafios e avanços já consolidados na exploração dos campos na chamada camada do pré-sal, onde foram descobertos reservatórios gigantes que estão sendo estimados entre 8 e 14 bilhões de barris de petróleo, para identificar as soluções que podem oferecer ao mercado brasileiro.

    Química e Derivados, João Carlos de Luca, Presidente do IBP, Rio Oil & Gas 2010 - Potencial de negócios na área do pré-sal gera novos recordes de visitantes e expositores

    De Luca espera encontrar a melhor tecnologia do setor

    Na sua 15ª edição, a ROG 2010 pode superar todos os números anteriores, desde 1982, quando começou a ser realizada em um país ainda dependente (e muito) de petróleo e que naquela época dava seus primeiros passos em águas profundas. Hoje autossuficiente em petróleo e com um mercado de gás em expansão, o Brasil mostra, nesse duplo evento, que o mercado local é uma verdadeira ‘bacia de oportunidades’ para todos os agentes dessa cadeia produtiva.

    “A Rio Oil & Gas já se consolidou no calendário da indústria mundial como um evento que atrai as principais empresas, o melhor da tecnologia e as discussões de maior interesse do setor”, reitera continuamente João Carlos de Luca, presidente do IBP e do comitê organizador do evento.

    Suas palavras são endossadas por Eloi Fernández y Fernández, diretor-geral da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), para quem o evento se destaca, no Brasil e no mundo, como um dos mais importantes do setor. “As relevantes descobertas em camadas do pré-sal da costa brasileira contribuem para ampliar a relevância da ROG, pois transformaram o Brasil em um dos principais demandantes de serviços e equipamentos, com grandes oportunidades para os fornecedores locais, além de atrair novos investimentos.”

    A expectativa é de que o número superior de empresas – mais de 25% em relação a 2008, quando o Riocentro abrigou 1.200 expositores de 23 países – reflita também a internacionalização desse evento, visitado por 39 mil pessoas naquela ocasião. Na edição atual, o número de pavilhões internacionais cresceu para doze, de países-chave no setor: Reino Unido, Noruega, França, Estados Unidos, Holanda, Alemanha, Canadá, Itália, Dinamarca, China, Bélgica e a vizinha Argentina.

    Conhecimento e inovação – Essa internacionalização também se aplica à conferência paralela à exposição, que no ano passado computou cinco mil delegados inscritos e 705 trabalhos apresentados. As inscrições atuais demonstram o fato: o comitê técnico recebeu 1.098 sinopses de trabalhos de pesquisadores oriundos de 29 países.

    Dividida em seis blocos temáticos – Exploração e Produção, Abastecimento, Gás e Energia, Responsabilidade So­cio­ambiental, Perspectivas Jurídicas e Econômicas e Biocombustíveis –, a conferência tem ainda 50% a mais de painéis que em 2008 e um número maior de sessões pôsteres e técnicas – que além de contribuir para disseminar o conhecimento e expor teses inovadoras, dá uma visibilidade respeitável aos pesquisadores.

    O presidente do Comitê Técnico da Rio Oil & Gas, Carlos Eugenio Melro da Resurreição, tem por meta incrementar o congresso técnico, para que tenha a mesma visibilidade e importância que a feira brasileira já tem, confirmando-a como o segundo maior evento tecnológico do setor de petróleo do planeta, perdendo apenas para a Offshore Technology Conference (OTC), realizada anualmente nos Estados Unidos.

    Gerente-geral de Reservas e Reser­vatórios da Unidade de Exploração e Produção da Petrobras, Resurreição explica que o comitê quer trazer mais referências internacionais para a conferência, mesmo com o foco dos trabalhos sendo direcionado para os desafios da indústria brasileira no setor de óleo e gás. “É importante ter uma visão global dessa indústria. Além disso, estaremos fortalecendo o Brasil no cenário internacional”, acrescenta, lembrando que o país vive um novo momento.

    Há dois anos, na última ROG, o pré-sal já era tema dominante, mas ninguém poderia imaginar que a indústria nacional já estaria produzindo petróleo nessa nova fronteira exploratória. “O Brasil transformou o que antes era apenas uma expectativa, o pré-sal, em uma realidade, com produção efetiva, novas descobertas e confirmação de reservas”, diz Resurreição. “Hoje o Brasil é uma grande alavanca da indústria mundial. O aprendizado das companhias passa por aqui”, frisa.

    Coordenadora do bloco temático de exploração e produção (E&P) da conferência, a engenheira Anelise Lara destaca o incremento da pesquisa e desenvolvimento (P&D) no país, com o suporte de grupos internacionais e não mais apenas da Petrobras. “As excelentes perspectivas do setor fizeram com que as grandes companhias globais começassem a investir na criação de centros de pesquisa no país”, informa Anelise, gerente de engenharia de reservatórios da área de E&P da Petrobras.

    Multinacionais como Schlumberger e Baker Hughes, para não ficar apenas nas oil companies, estão montando seus centros de pesquisa no Parque Tecnológico do Fundão, no Rio de Janeiro. “Outras empresas virão”, assegura a engenheira, acrescentando que a oferta de capital humano é um dos grandes desafios do setor – daí a importância em ampliar as sessões dessa conferência –, argumentando que a atração de novos talentos para a indústria depende também do preço do barril de petróleo.


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