Petróleo & Energia

18 de setembro de 2010

Rio Oil & Gas 2010 – Incubadas presentes na ROG

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Publicado por: Bia Teixeira
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    Com suas inovações, cinco empresas incubadas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) buscam marcar uma posição em indústrias que estão sempre em busca de soluções criativas.

    Medidas eficazes e de efeito rápido em acidentes são, com certeza, essenciais para uma indústria de risco como a do petróleo. É o que oferece a Aquamet, criadora de um sistema para controle da dispersão de óleo em acidentes ambientais em alto mar – nada mais oportuno, levando-se em consideração o recente caso do Golfo do México. O Sistema de Informações Ambientais para Resposta a Acidentes de Óleo no Mar (Sara) é capaz de diagnosticar com antecedência o deslocamento de manchas de óleo no mar, indicando estratégias de contenção.

    O sistema de modelagem computacional é capaz de antecipar o deslocamento de manchas de óleo com base no monitoramento de condições meteorológicas, como a direção e a intensidade de correntes oceânicas, ventos e chuvas em alto mar. Com o diagnóstico é possível posicionar estrategicamente barreiras de contenção antes que a mancha de óleo se espalhe pelo mar e alcance a costa.

    Diante de um vazamento de óleo em atividades de exploração de petróleo em alto mar, ou transporte de carga marítimo, os dados meteorológicos são interpretados pelo sistema, que identifica a probabilidade de posicionamento da mancha de óleo até sete horas após o derramamento. As informações processadas são transmitidas em tempo real e acessadas em campo via celular ou tablet PC, agilizando a tomada de decisões. Para um diagnóstico preciso e dentro do prazo, os dados meteorológicos são monitorados 24 horas por dia, com antecipação de até 15 dias.

    A Aquamet é a primeira empresa brasileira a ter um sistema próprio de aquisição de dados metrológicos via satélite, por meio de uma parceria com o Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia – COPPE/UFRJ, que garante o acesso direto à antena instalada na UFRJ, que capta informações de satélites americanos e europeus. Esses dados são monitorados 24 horas por dia, de 15 em 15 minutos, garantindo mais precisão no diagnóstico de previsões meteorológicas.

    Outra incubada que quer fazer a diferença é a Ambidados, empresa especializada em P&D de processamento e análise de dados meteoceanográficos com ênfase em monitoramento ambiental para o mercado offshore. O Nasd (Navegador Submarino Doppler), instrumento acústico para a navegação de equipamentos ou sistemas mergulhados desenvolvido pela Ambidados, pela primeira vez no Brasil servirá para auxiliar na manutenção e prevenção de equipamentos usados na exploração de petróleo.

    O projeto, que deve ser concluído em três anos, conta com o apoio do programa Subvenção Econômica à Inovação, da Finep. O investimento é de R$ 1,7 milhão, em recursos não-reembolsáveis. Até o ano passado, os EUA eram os únicos que dominavam essa tecnologia, mas, alegando questões de segurança nacional, o Departamento de Comércio americano determinou o controle da exportação desse equipamento para uma lista de países, entre eles o Brasil.

    O navegador, que pode ser operado por mergulhadores, robôs ou submarinos, emite sinais que batem no fundo do mar e fazem a medição da velocidade, permitindo a determinação precisa da posição geográfica, mesmo debaixo d’água. Com a nacionalização da tecnologia, a Ambidados espera uma grande redução nos custos de aquisição e manutenção do equipamento.

    Suas inovações asseguram uma rápida evolução: enquanto em 2007, primeiro ano como residente na incubadora da COPPE/UFRJ, a Ambidados totalizou um faturamento de R$ 150 mil, em 2009, ela superou a marca de R$ 1,7 milhão.

    Além da Aquamet e Ambidados, outras três incubadas expõem suas soluções inovadoras para o mercado offshore: a Vityualy mostra um simulador de guindaste para plataformas de exploração de petróleo; enquanto a Polinova expõe alguns tipos especiais de adesivos, massas e revestimentos usados em reparos de estruturas e equipamentos da indústria petrolífera; e a Pam Membranas apresenta um sistema de filtragem de água com resíduos provenientes da produção de petróleo, que permite o descarte da água sem prejudicar o meio ambiente.

    A Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ, instalada na Cidade Universitária (Ilha do Fundão), no Rio de Janeiro, foi criada em 1994 para incentivar o empreendedorismo e a transferência de conhecimentos gerados em pesquisas acadêmicas para novos serviços e produtos tecnológicos. Com atuação focada principalmente nas áreas de petróleo e gás, energia, meio ambiente e tecnologia da informação, a incubadora, que ocupa 1.900 m², atualmente abriga 15 empresas residentes e instaladas no local e mais de 40 empresas graduadas.

    A Incubadora de Empresas da COPPE faz parte do projeto do Parque Tecnológico da UFRJ, apontado hoje como o maior polo de inovação e negócios. Empresas nacionais, multinacionais e centros de excelência e pesquisa estão instalados dentro do parque, que ocupa 350 mil m², na Cidade Universitária.

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