Química

18 de setembro de 2010

Rio Oil & Gas 2010 – Exposição de produtos e serviços tem reflexos nas rodadas de negócios

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Publicado por: Bia Teixeira
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    quase em ritmo esportivo – de um basquete campeão e não de um futebol que deixou a desejar na Copa do Mundo deste ano – que pretende atuar nessa Rio Oil & Gas boa parte da cadeia de fornecedores da indústria de óleo e gás natural no Brasil, assim como as empresas estrangeiras e nacionais que aspiram a ter uma participação mais ativa nesse mercado. Mesmo porque há certa paralisia nos negócios setoriais, por conta do período de silêncio da Petrobras anterior à propalada capitalização (adiada para setembro), da polêmica em torno do preço do barril para a cessão onerosa, e da ausência de áreas do pré-sal na décima primeira rodada de licitações da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), entre outros fatores.

    Epecistas, consultores e fornecedores de todas as atividades que provêm serviços e produtos para a indústria de petróleo apostam na acessibilidade dos estandes – ainda que haja controle de acesso às áreas privativas –, no clima informal dos eventos paralelos e, principalmente, no fato de estarem todos os principais contratantes em um mesmo espaço, para ‘aquecer’ os negócios e destacar suas competências. Além, é claro, de aferir tendências e ainda as soluções e inovações que as concorrentes estão apresentando.

    Na porta de entrada – Os cinco pavilhões do Riocentro começam a parecer insuficientes para abrigar o número crescente de expositores do segundo mais importante evento de petróleo e gás do mundo ocidental. A organização, nos últimos anos, instalou duas tendas (anexos) entre os pavilhões 3, 4 e 5 (este abriga a área administrativa e a conferência), hoje ocupadas não somente por empresas, mas também por organizações governamentais de outros países, que adotam o sistema de estande múltiplo para vários expositores.

    Essa disputa acirrada por espaço está levando à ocupação de todas as áreas possíveis do Riocentro, e é visível logo na entrada. O Pavilhão 1 reúne empresas das mais distintas atividades e portes, como, por exemplo, a maior petroleira privada brasileira, a OGX, criada há pouco mais de dois anos.

    Química e Derivados, James Beres, Vice-presidente da Tyco Flow Control, Rio Oil & Gas 2010 - Exposição de produtos e serviços tem reflexos nas rodadas de negócios

    Beres: sistema de aquecimento mantém o fluxo do óleo pesado

    Na sua segunda participação consecutiva na Rio Oil & Gas, a OGX se apresenta com status de contratante de peso, graças ao potencial das reservas que ela incorporou em tão pouco tempo: tanto na área offshore, em razão das várias descobertas feitas no pós-sal da Bacia de Campos, como na área onshore, onde a empresa anunciou recentemente ter encontrado uma das maiores reservas de gás natural do país, na bacia do Parnaíba, no Maranhão, estimada entre 10 e 15 trilhões de pés cúbicos pelo empresário Eike Batista, sem comprovação oficial. Nos próximos meses, a campanha exploratória da empresa nesse campo deverá absorver em torno de R$ 600 milhões a R$ 700 milhões.

    Oportunidades que a Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) não pretende deixar escapar, divulgando em seu estande, nesse mesmo pavilhão, o seu Portal de Negócios (B2B Abimaq), que já tem a parceria da Petrobras. A entidade tem apostado suas fichas na ROG, principalmente nas Rodadas de Negócios, que abrem espaço para as médias e pequenas empresas (MPE) participarem desse disputado mercado. Em tempo: 70% dos associados da Abimaq são companhias pequenas e médias.

    Poço aquecido – Com o mesmo apetite, mas um foco diferenciado, a Tyco Flow Control, uma das líderes mundiais em equipamentos de controle de vazão para aplicações industriais, veio para o Brasil em dupla missão. Três semanas antes da ROG, uma força tarefa de especialistas e executivos da Tyco participou de seminário técnico e showroom no Rio de Janeiro, com representantes da Petrobras e outras empresas, para debater estratégias para a exploração de petróleo no país.

    Química e Derivados, Paul Thomas, Diretor de negócios estratégicos, Rio Oil & Gas 2010 - Exposição de produtos e serviços tem reflexos nas rodadas de negócios

    Thomas: tecnologias podem ser aplicadas nos campos do pré-sal

    James Beres, vice-presidente da Tyco Thermal Control, divisão da companhia que fornece serviços de engenharia e construção para sistemas de gestão de temperatura, destacou que a empresa disponibiliza uma série de soluções para otimizar a produção de petróleo pesado e acelerar o desenvolvimento de campos na área do pré-sal.

    Uma delas é a PetroTrace Downhole Heating, ferramenta utilizada há mais de duas décadas por companhias de petróleo para eliminar o tempo de inatividade e prolongar a vida útil do poço. “São soluções projetadas para funcionar externa e internamente nos poços de exploração, fornecendo calor ao longo do duto, evitando interrupções causadas pela formação de cera, hidratos ou pelo óleo muito pesado”, explica Beres.

    O Downhole Heating é um sistema de aquecimento do fundo do poço que eleva a temperatura e reduz a viscosidade do óleo, utilizando tecnologia conhecida como Flow Assurance. Por meio de cabos eletrotérmicos inseridos no reservatório, o sistema fornece uma fonte constante de calor e mantém o material em alta temperatura (204ºC). A utilização da Flow Assurance envolve a manutenção do tubo de produção acima de 85ºC para comprimentos com extensão superior a dois metros.

    Essa solução possibilita um aumento significativo, em torno de até 65%, da recuperação de petróleo em poços profundos, até mesmo no pré-sal”, complementa o executivo. Essa tecnologia apresentou excelentes resultados na extração de petróleo pesado na Faixa Petrolífera de Orinoco, na Venezuela, facilitando a extração do óleo extrapesado do local.

    O seminário foi apenas um aperitivo do que a Tyco pretende mostrar no duplo estande que ocupa no Pavilhão 1. “Em relação ao pré-sal, temos diferentes soluções como os sistemas Heat Management, que faz o gerenciamento de calor (no poço), além do Skin-Effect, tecnologia de aquecimento desenvolvida pela Tyco, que além de ser de fácil implantação é ideal para longas distâncias”, informa o diretor de negócios estratégicos, Paul Thomas.


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