Química

22 de setembro de 2008

Rio Oil & Gas 2008 – Tecnologia avançada aceita desafio de explorar o pré-sal

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Publicado por: Bia Teixeira
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    FPS0 P-54 atravessa a Baía de Guanabara, tendo ao fundo o Pão de Açucar

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    ada mais adequado do que o tema “Petróleo e Gás no século XXI: desafi os tecnológicos”, escolhido pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) para a 14ª Rio Oil & Gas Expo and Conference, que vai se realizar entre os dias 15 e 18 de setembro, no Centro de Convenções do Riocentro, na zona oeste do Rio de Janeiro.

    Na era do pré-sal, a tecnologia, a experiência consolidada e a capacidade de aprendizagem rápida daquilo que ainda é pouco conhecido, para geração de novo conhecimento, são aspectos essenciais para os agentes da cadeia produtiva do petróleo. E quem se considerar apto a dar o seu aporte para que as companhias petrolíferas vençam mais esse desafi o, com certeza vai procurar mostrar suas qualificações em serviços e produtos na maior vitrine do setor de óleo e gás natural do Atlântico Sul. Sem falar que a conferência cria uma série de oportunidades para discussões em torno das inovações tecnológicas.

    Mas nem só de tecnologia vai se alimentar a Rio Oil & Gas deste ano. Ela também será o principal fórum do setor para tratar da polêmica gerada pelas gigantescas reservas descobertas na camada do présal, a profundidades totais que superam os seis mil metros (lâmina d’água e solo), as mais longínquas fronteiras do planeta na atividade.

    No cardápio de debates, painéis e apresentações, com certeza vai aflorar o impasse em relação ao que será feito com essas áreas, caso se confirme a existência de megajazidas em mais de um campo ou bloco concedido. A criação ou não da Petrosal, a estatal do pré-sal, desapropriação, unitização e outras questões vão apimentar as discussões.

    “Principalmente pelo fato de não termos notícias, no resto do mundo, de descobertas de reservas com a dimensão e os volumes de óleo e gás que estão sendo estimados na camada do pré-sal”, observou o superintendente regional do IBP na Bacia de Campos, Alfredo Renault, ressaltando ainda o alto nível técnico e a qualidade do evento.

    Química e Derivados, Alfredo Renault, superintendente regional do IBP na Bacia de Campos,

    Rio Oil & Gas 2008 – Tecnologia avançada aceita desafio de explorar o pré-sal

    Segundo ele, grandes também são as expectativas de novas oportunidades de negócios, principalmente para todas as empresas responsáveis pela cadeia de suprimentos da indústria de óleo e gás. “O IBP projeta que haverá um número maior de empresas fornecedoras participando da já tradicional Rodada de Negócios da feira, que deve reunir mais de 20 âncoras”, disse Renault. O fato é que a Rio Oil & Gas (ROG, para os íntimos) se tornou um dos maiores eventos da indústria petrolífera no mundo e o segundo maior das Américas (perde apenas para a Offshore Technology Conference – OTC, realizada anualmente em Houston, EUA). Promovida a cada dois anos, ela vem crescendo em tamanho e importância desde a sua primeira edição, em 1982.

    A ROG 2008 vai ser marcada não só pelo debate em torno do pré-sal como também por recordes: de expositores, de trabalhos técnicos inscritos, de público e de espaço ocupado. Com uma área total de 35 mil m² – 5 mil m² a mais que na edição anterior, em 2006 –, a ROG vai aproveitar o amplo espaço do Riocentro para abrigar 11 pavilhões e mais de 1.100 expositores – 300 a mais que em 2006 – de vinte nacionalidades diferentes. Representantes de empresas de outros países vão participar, mas sem estande próprio.

    Até o final de agosto, mais de sete mil pessoas se credenciaram pela internet para visitar a ROG. A expectativa dos organizadores é de que o público deste ano seja superior a 35 mil pessoas nos quatro dias do evento. É uma demonstração inequívoca da sua importância e do interesse que ela desperta na indústria mundial.

    O que reforça também a consolidação do Rio de Janeiro como “capital do petróleo”, já que o estado, com a Bacia de Campos, responde por cerca de 80% de todo o óleo produzido no país, além de 50% da produção de gás. Uma posição que vai manter por algum tempo, mesmo diante da expansão das fronteiras exploratórias – sairemos da era da monobacia para as diversas bacias produtoras, em mar e terra – e do crescimento da produção na Bacia do Espírito Santo, a segunda maior produtora nacional.

    Isso porque as reservas do pré-sal, sejam elas de 50 bilhões de barris de óleo equivalente (boe), 70 bilhões ou 100 bilhões, de acordo com os números que vem sendo alardeados pelos especialistas, ainda vão demorar uma década para estar em franca produção, mesmo com todos os projetos em andamento para agilizar a exploração dessa nova fronteira.

    Evento temperado – Dos mil trabalhos técnicos inscritos até agora, 750 já foram aprovados. O número de inscrições é quase o dobro dos 540 papers apresentados na edição anterior. O pré-sal é tema de vários deles, nas diversas áreas das ciências que dão respaldo às atividades petrolíferas, principalmente nas operações de exploração e produção: geologia, geofísica, química, físico-química, engenharia (de petróleo, de poço, de produção, naval etc.), entre outras.


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