Química

20 de outubro de 2008

Rio Oil & Gas 2008 – reservatório de bons negócios – Reservatório de bons negócios

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Publicado por: Bia Teixeira
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    “O pré-sal da costa brasileira aguça o apetite de companhias nacionais e estrangeiras, que sondaram possíveis parcerias e prospectaram oportunidades de negócios durante a Riol Oil & Gas 2008m consagrada como o maior evento do setor de óleo e gás abaixo da linha do Equador”

     

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    a sísmica ao refino, todas as etapas da atividade industrial petrolífera puderam ser atendidas pelos 1,2 mil expositores, de 23 países, que se posicionaram em estandes na 14ª Rio Oil & Gas Expo and Conference, realizada no Rio de Janeiro, entre 15 e 18 de setembro. Nada menos que 12 países optaram por reunir empresas em pavilhões, demonstrando que seus governos estão dando respaldo a essa prospecção de negócios em território brasileiro. Sem falar nas dezenas de outras empresas, nacionais e estrangeiras, que, mesmo sem estande fixo, foram sondar novas oportunidades e possibilidades de estabelecer parcerias – desde representações comerciais ao desenvolvimento de projeto e produção em plantas industriais locais.

    Todos buscam caminhos para ingressar ou para ampliar sua atuação na cadeia produtiva de petróleo e gás no Brasil, de olho no potencial de negócios vislumbrado pelas fabulosas descobertas de jazidas na Bacia de Santos, em uma camada do pré-sal que se estende mais além, para outras bacias, ainda que não com os mesmos atrativos; por enquanto, dizem os entusiastas do pré-sal.

    Além de aumentar a ‘pressão’ nas coletivas de imprensa, plenárias, apresentações e painéis sobre o tema, o pré-sal foi também um ‘energético’ para quem teve de percorrer os 35 mil m² do Centro de Convenções do Riocentro em busca de informações ou oportunidades de negócios.

    Os 39 mil visitantes conferiram não somente o portfólio de produtos e serviços oferecidos pelos expositores como também as mais novas tecnologias e as últimas tendências dessa indústria que está em acelerada evolução no país. Muitas empresas aproveitaram a oportunidade para anunciar mudanças em seus quadros executivos, criação de unidades de negócios com foco em petróleo e gás, novos produtos, serviços ou equipamentos além de parcerias e contratos fechados.

    De acordo com o diretor do IBP e presidente do Comitê Técnico da Rio Oil & Gas, José Jorge de Moraes, que integra os quadros da Petrobras, a expectativa de negócios gerados foi inesperada. O volume de negócios prospectado na bateria internacional, da qual participaram oito empresas âncoras e 43 pequenas e médias, chega a US$ 287 milhões. Na rodada nacional, que reuniu 197 pequenas e médias empresas e 24 grandes companhias, a perspectiva é de que sejam fechados negócios da ordem de R$ 175 milhões.

    Moraes definiu a ROG como uma verdadeira radiografia do momento atual da indústria no Brasil, na qual houve a oportunidade de uma grande troca de informações e maior aproximação entre as empresas participantes e visitantes. Ele pontuou ainda que o sucesso e a credibilidade do evento podem ser medidos não só pelas empresas presentes como também pelo número de congressistas – mais de cinco mil. E comemorou a grande participação de estudantes: cerca de 1.600 estudantes, número três vezes maior que o da edição anterior (2006).

    O clima de otimismo foi reforçado pelo secretário de Petróleo e Gás, José Lima de Andrade Neto, do Ministério das Minas e Energia (MME), o qual, no encerramento do evento, disse que o governo espera que o pré-sal promova o crescimento econômico em todas as áreas e não somente no setor de óleo e gás. “Queremos que essa riqueza estimule a economia como um todo e se amplie para a sociedade. A indústria de petróleo já vem estimulando outros setores, mas isso deve ocorrer com mais intensidade agora com as novas descobertas”, declarou o secretário, que até recentemente integrou os quadros da Petrobras, da qual se licenciou para assumir o cargo.

    Química e Derivados, Ministro Edson Lobão (de terno cinza) abriu oficialmente a Rio Oil & Gas, ladeado por Gabriell (esq.) e João Carlos de Luca (IBP), Rio Oil & Gas 2008 - reservatório de bons negócios - Reservatório de bons negócios

    Ministro Edson Lobão (de terno cinza) abriu oficialmente a Rio Oil & Gas, ladeado por Gabriell (esq.) e João Carlos de Luca (IBP)

    O pré-sal consagrou a hegemonia da Petrobras na solenidade final. O presidente da estatal, Sérgio Gabrielli, observou que as reservas estimadas de dois dos novos campos descobertos na Bacia de Santos, Iara e Tupi, somam de 12 a 14 bilhões de óleo equivalente (boe) recuperável. Com isso, o Brasil passará a ter o dobro de suas reservas atuais, que são de 13,9 bilhões de boe. Ele ressalvou que há muitos desafios a vencer, pois a capacidade instalada não é suficiente para a exploração de reservas de tais dimensões, demandando não somente a ampliação da capacidade produtiva da cadeia petrolífera, como também a geração de novas tecnologias.


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