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CONTROLE DE VAZÃO
Tyco faz seminário para mostrar sistemas à Petrobras
Considerada
a maior empresa do mundo no fornecimento de equipamentos de controle de
vazão para aplicações industriais, a Tyco Flow Control, uma das cinco
companhias que integram o conglomerado norte-americano Tyco International,
deu provas inconfundíveis de que o Brasil é estratégico para os seus
negócios.
Para não perder nenhuma oportunidade no mercado brasileiro, aquecido pelas
descobertas do pré-sal, a empresa montou uma ofensiva tecno-comercial e
desembarcou no Rio de Janeiro com uma força-tarefa formada por seus
principais executivos e especialistas. Eles vieram participar de um
seminário técnico e showroom para clientes e parceiros do setor de óleo e
gás. Em pauta, o plano de negócios da Petrobras, os projetos de exploração
das reservas do pré-sal – e a consequente necessidade de utilizar
tecnologia de última geração na montagem dos sistemas de segurança em
operações offshore.
Soluções integradas com foco na modernização das refinarias brasileiras e
na implantação de novas unidades, na ampliação da malha de dutos e
gasodutos e na expansão na área petroquímica também foram apresentadas
pela Tyco no evento realizado entre os dias 19 e 20 de agosto, no centro
do Rio, bem próximo da sede da Transpetro e não longe do quartel-general
da estatal brasileira.
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“O evento foi uma oportunidade importante para
estreitar ainda mais nosso relacionamento com a petrolífera
brasileira, principalmente neste momento em que ela anuncia grandes
investimentos e vai precisar de muitos equipamentos e serviços que
podemos fornecer”, diz Rick Lundgren, presidente da Tyco Flow Control
Americas. Lundgren fala com a autoridade de quem conhece o mercado
brasileiro. Presente em mais de 80 países, a Tyco International, que
está completando 50 anos em 2010, já atua há uma década no Brasil, com
unidades em São Paulo e no Rio Grande do Sul, onde o grupo mantém um
centro de pesquisas. Sem querer precisar cifras locais (as vendas
estimadas no Brasil giram em torno dos US$ 800 milhões), o executivo
informa que o faturamento global do grupo chega a US$ 20 bilhões. |
Divulgação

Lundgren está de olho nos grandes investimentos da estatal do petróleo |
Brasil é estratégico – Justamente por considerar
que os negócios no país estão aquém do que poderiam ser é que a Tyco está
com uma forte ofensiva no mercado brasileiro. Tanto que, recentemente,
durante a Brasil Offshore, ela se fez presente com as cinco companhias do
conglomerado – ADT Worldwide, Tyco Fire Protection, Tyco Safety Products,
Tyco Flow Control e Tyco Electrical and Metal Products –, apresentando
soluções para o setor de óleo e gás. Foi a primeira vez na América Latina
que o grupo se reuniu em um único estande.
As três divisões da Tyco Flow Control têm boas oportunidades de negócios
no país. A área de Valves & Controls já é líder do setor e quer fortalecer
a sua posição no mercado brasileiro. A Thermal Controls oferece soluções
completas de gestão de calor, como o sistema de aquecimento de poços Petro
Trace, que simplifica e otimiza a produção, possibilitando reabrir ou
explorar muitos dos poços brasileiros desativados. Já a divisão Water &
Environmental Systems tem soluções integradas para refinarias, plataformas
offshore e estações de geração de energia, entre elas o sistema de
monitoramento de emissões.
“Diante da disposição da Petrobras em acelerar a exploração das reservas
do pré-sal, os nossos executivos vêem uma imensa perspectiva de
crescimento nos negócios aqui. No curto e médio prazo, a estratégia da
Tyco é investir pesado no Brasil”, afirma o presidente da Tyco Americas.
Em seu portfólio, a Tyco disponibiliza soluções de última geração para
elevar o nível de segurança não só de plataformas, refinarias e dutovias,
mas também de usinas hidrelétricas, térmicas a carvão, óleo e gás. Sem
falar no projeto de implantação de novas centrais nucleares que o governo
brasileiro vem alardeando há mais de dois anos.
Segurança – Quando fala em segurança, o representante da Tyco faz
questão de frisar que se refere tanto à integridade física do pessoal
envolvido na operação de grandes usinas ou gasodutos como também o
monitoramento de sistemas de alta complexidade para evitar acidentes e
danos ao meio ambiente. “Por isso mesmo, o que poderia ter sido um grande
desastre ambiental se transformou em um de nossos maiores casos de
sucesso”, ressalta Rick Lundgren, citando o incidente registrado em 2007
no gasoduto Yacuiba-Rio Grande, na Bolívia.
Uma explosão devastadora foi evitada graças ao sistema automatizado de
válvulas instalado pela Tyco, que detectou o problema e bloqueou a
passagem do gás no trecho avariado. A solução que ajudou a evitar um
possível desastre no gasoduto boliviano foi o ESD (Emergency Shutdown
System) e o HIPPS (High Integrity Pressure Protection System).
“Em conjunto com outros sistemas e serviços da Tyco, como o PetroTrace, já
mencionado, essas soluções podem ser empregadas em instalações offshore (topside
e subsea)”, diz o executivo. “Essa tecnologia pode ser usada em antigos e
novos poços”, assegura. O sistema é instalado diretamente na tubulação de
produção ou submerso, e produz calor suficiente para evitar obstruções com
cera e parafina que seriam capazes de reduzir a extração de petróleo. Além
disso, mantém o óleo pesado na temperatura certa para reduzir sua
viscosidade, simplificando a produção.
O executivo chama a atenção para o fato de a Tyco já atuar como
fornecedora de vários equipamentos para sistemas de exploração em águas
ultraprofundas em diversas partes do mundo. E adianta que esses
equipamentos já receberam a aprovação da Petrobras e estão certificados
para operar em grandes profundidades.
Lundgren explica que na área de prevenção a Tyco possui vários
equipamentos, não só para a detecção de vazamentos de gases e outras
substâncias perigosas, mas também atua na supressão, como no caso de
incêndios ou na recuperação de ambientes que sofreram alguma explosão e
precisam ser isolados. Segundo ele, basicamente, são válvulas e outros
equipamentos que atuam no monitoramento de sistemas de energia para
detectar e combater ou impedir vazamentos de substâncias perigosas e
explosões ou incêndios.
“Outro ponto importante a destacar é que, em muitos casos, as nossas
soluções também minimizam o consumo de energia: otimizam o funcionamento
do equipamento e, além de reduzir o consumo, dão maior durabilidade às
máquinas, resultando numa importante economia na manutenção”, explica o
executivo.
Transferência de tecnologia – Ele observa que muitas refinarias da
Petrobras têm mais de trinta anos, demandando modernizações e ampliações.
“Por isso, nesse encontro, focamos em soluções tanto para o refino quanto
para a exploração de novas jazidas de petróleo e gás. A Petrobras quer
utilizar nossos sistemas. Mas quer vê-los sendo fabricados no país com a
transferência da tecnologia. E nós concordamos com isso”, revela Lundgren.
O executivo diz ainda que a Tyco também faz o dever de casa, e mantém
internamente um programa de incentivo à preservação do meio ambiente. Suas
instalações são projetadas para consumir menos energia e água, e manter
níveis reduzidos de emissão de gases poluentes, como os que causam o
efeito estufa. “Todas as unidades brasileiras são dotadas destes
sistemas”, garante.
O presidente da Tyco Americas assegura que o grupo está apto a oferecer
soluções adequadas para usinas que ainda usam o carvão, alinhadas à
necessidade de segurança e proteção do meio ambiente, até novas
tecnologias para atender unidades industriais movidas a energia nuclear ou
solar, ou ainda para hidrelétricas. “Como a tendência mundial é elevar a
utilização de energia de fontes limpas, buscamos sempre atender a uma
grande variedade de demandas. E, até agora, temos conseguido”, conclui.
Bia Teixeira e Victor David
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