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ATUALIDADES
CONTABILIDADE
Nota fiscal eletrônica entra em vigor
Instituída em setembro de 2005, a emissão de notas fiscais eletrônicas
começa a se tornar obrigatória. Várias indústrias e atividades comerciais
devem usar o sistema a partir de abril, de acordo com a normativa do
Conselho Nacional Fazendário. O grupo inclui a comercialização de resinas e
derivados petroquímicos, desde a indústria, passando pelos atacadistas e
varejistas (ver quadro).

O sistema eletrônico estreou no Chile, onde 80% das notas fiscais já passam
pelo processo. No Brasil, ganhou velocidade em 2006 com a adesão de quatro
segmentos, com destaque para bebidas, cigarros e combustíveis. O estado de
São Paulo oferece uma facilidade, a possibilidade de o empresário emitir a
nota on-line por meio de uma página específica armazenada no portal da
Secretaria da Fazenda. Nos primeiros três anos, São Paulo emitiu 50 milhões
de notas entre as estaduais e as federais.
No Rio Grande do Sul, 3,5 mil razões sociais empregam o documento.
Entretanto, empresas maiores com necessidade de produzir banco de dados de
sua vida fiscal, contábil e tributária terão necessariamente de montar
sistemas próprios ou terceirizar o serviço. O gerente-comercial da Notafix,
especializada em sistemas de contabilidade digital, Daniel Kara, garante que
a melhor forma de a empresa organizar sua vida fiscal é comprar o serviço de
uma empresa terceirizada, com estrutura de web-service, com segurança
semelhante às operações de banco on-line. Neste caso, não é necessário
comprar o software. Paga-se um valor mensal e todos os dados ficam
armazenados em um datacenter da prestadora, com estrutura de segurança de um
home bank.
| O usuário pode imprimir o DACT (documento auxiliar de conhecimento de
transporte eletrônico), e a nota de transporte também deverá ser gerada por
base magnética. Esse serviço não está disponível nos sistemas oferecidos
publicamente. Segundo Kara, a Notafix engloba a higienização do cadastro,
gravação de validações e produção do histórico comercial da firma ao
longo do tempo. |
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| Kara recomenda contratar empresa especializada |
Os recursos de armazenamento são importantes porque as notas
eletrônicas devem ser guardadas por onze anos, assim como as convencionais.
No caso do serviço oferecido no site da Secretaria da Fazenda é possível
imprimir apenas o Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica (Danf).
Uma base de dados para notas fiscais eletrônicas deve guardar todas as
informações com sistema criptografado e rastrear alguma invasão eventual.
Com isso, além de todos os lançamentos de compra e venda, a contabilidade
pode organizar livros fiscais eletrônicos.
A Notafix conta com a experiência de 17 milhões de notas fiscais emitidas em
dezoito anos de mercado, por meio da coligada Datafix, uma das primeiras
organizações do país a criar sistemas de controle contábil digital, ou na
linguagem técnica escrituração digital fiscal e contábil (SPED). O
datacenter da Notafix é seguro para tal finalidade e foi concebido com base
em um sistema alemão, com consultoria de grandes escritórios especializados
em legislação fiscal, tributária e contábil para montar o serviço de acordo
com o tamanho do cliente.
O objetivo são as grandes corporações. Elas emitem, em média, 300 mil notas
por mês. Além disso, a Notafix montou pacotes para pequenas empresas, que
emitem de mil a cinco mil notas mensais. Em média, a implantação do sistema
Web Notas da Notafix numa empresa dura dois meses. A parte mais delicada,
assinala Kara, é integrar as bases de dados de emissão de notas aos
softwares administrativos de cada empresa, pois são diferenciados.
Algumas firmas adquirem programas no mercado, outras os desenvolvem
internamente. Entretanto, afirma Kara, em qualquer situação a
confidencialidade é garantida. “Se resolver dar baixa, o cliente receberá
por mídias todas as informações armazenadas, com segurança de banco e
criptografia. Há como saber se alguém entrou no sistema, as regras de
entrada são definidas pelo cliente, que pode acessar notas de qualquer lugar
do mundo, via web”, disse o gerente.
O principal gargalo apontado por Kara, no momento, é a falta de informação.
Muitos departamentos contábeis não sabem que a partir de abril, ou setembro
(o terceiro grupo), quem não aderir ao sistema ficará impedido de realizar
operações de compra e venda.
Apesar de parecer complexa, a adoção das notas eletrônicas pode redundar em
economia. Calcula-se que a emissão de um documento convencional custe aos
cofres da sociedade algo em torno de R$ 1,20 por nota emitida. Pelo novo
sistema, a despesa cai para, no máximo, R$ 0,30. A partir de 50 mil notas, a Notafix oferece descontos. “Ninguém quer pagar trezentos mil reais por mês
em notas fiscais”, pondera Kara.
Em tempo: a emissão de notas fiscais eletrônicas está restrita por enquanto
à movimentação de mercadorias. Por falta de uma unificação das legislações
municipais e da implantação de sistemas de emissão nas cidades, as notas
para prestação de serviços, que não abrangem produtos, continuarão sendo
emitidas na forma tradicional. Apenas algumas poucas prefeituras, entre as
quais a de São Paulo e a de Macaé-RJ, oferecem o sistema on-line em caráter
experimental para a cobrança de ISSQN, o Imposto sobre Serviços de Qualquer
Natureza.
Fernando Cibelli de Castro
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