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PETROQUÍMICA
Manutenção pára pólo paulista
O
pólo petroquímico do Grande ABC,
em São Paulo, interromperá a produção de 22 de agosto a 6 de outubro para
manutenção programada, efetuada a cada seis anos, para atender à Norma
Regulamentadora-13, do Ministério do Trabalho e Emprego. Esta, a 16ª de sua
história, será das mais complexas porque também embute a ampliação de
capacidade da maioria das indústrias petroquímicas da região.
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Durante esses 45 dias, sete
empresas aproveitam para executar ou finalizar interligações de dutos
como parte do processo de expansão de capacidade produtiva, iniciado
em 2007, com aporte da ordem de US$ 1,2 bilhão, programado até 2010. A
ex-PqU, agora unidade químicos básicos ABC da recém-criada Quattor,
planeja inaugurar nova unidade produtiva e, na parada, integrá-la ao
restante da planta. Igual procedimento ocorrerá com a unidade
polietileno ABC (antiga Polietilenos União), a unidade polipropileno
ABC (ex-Suzano Petroquímica), a outra unidade químicos básicos ABC (a
ex-Unipar divisão química) e também as empresas Solvay Indupa, Oxiteno
e Cabot.
Na ex-PqU, um novo forno alimentado com gás de refinaria vai aumentar
a produção de eteno de |
Divulgação

Antiga PqU (hoje
Quattor) suspenderá a produção por 45 dias |
500 mil para 700 mil toneladas
anuais. A obra envolve a construção de duto de 97 quilômetros, com
capacidade para transportar até 1 milhão de m³ de gás por dia das refinarias
da Petrobras em São José dos Campos e Mauá para a central de
matérias-primas.
A partir do gás de refinaria, a unidade polietileno ABC da Quattor ampliará
sua linha de produtos e elevará a atual produção de 170 mil toneladas anuais
de polietilenos para 350 mil toneladas, com investimentos de US$ 140
milhões. A fábrica de cumeno da Quattor, inserida na unidade químicos
básicos ABC, passará a usar catalisador de zeólitas, em substituição ao SPA
atual. Essa unidade terá capacidade ampliada de 210 mil para 310 mil t/ano,
ao custo de US$ 100 milhões. A unidade polipropileno ABC recebe
investimentos de US$ 42 milhões, revertidos no aumento de capacidade
produtiva de 360 mil para 450 mil toneladas anuais.
Os recursos estimados em US$ 150 milhões injetados pela Solvay Indupa
resultarão no aumento da capacidade produtiva e na modernização de suas
unidades de PVC e soda cáustica, além de permitir à empresa ampliar o seu
mix de produtos para acompanhar a evolução do mercado sul-americano.
A Oxiteno vai aumentar a capacidade de produção de isetionato de sódio e
produtos etoxilados. Investimentos da ordem de US$ 90 milhões contemplam a
expansão da unidade de óxido de eteno, elevado para 112 mil toneladas
anuais.
Maria A. S. Reto
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