QUALIDADE
O Sindicato das Indústrias de Produtos Químicos para Fins Industriais e da Petroquímica no Estado de São Paulo (Sinproquim) está criando o Programa Preparar, uma versão mais simples do Programa de Atuação Responsável da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), sob medida para pequenas e médias empresas. A parceria entre Sinproquim e Abiquim nasceu da dificuldade que empresas de menor porte enfrentam para se adequar ao Atuação Responsável, um projeto mundial da indústria química com o objetivo de melhorar suas práticas em gestão ambiental, segurança e saúde ocupacional. Mas, sendo um programa de excelência, seu custo é incompatível com o tamanho das pequenas e médias indústrias químicas brasileiras.
O Preparar consiste num modelo compacto contendo requisitos básicos do Atuação Responsável. Na avaliação de Nelson Pereira Reis, presidente do Sinproquim, as empresas que não se adequarem a esse conjunto mínimo de condutas serão condenadas a desaparecer, sufocadas pelo aumento das exigências da sociedade perante a indústria. Ele ressalta, no entanto, que uma parcela dessas empresas de menor porte já buscava, de alguma maneira, se aproximar das exigências do Programa de Atuação Responsável, mas, sem os instrumentos e meios corretos, não obtinham sucesso. “As pequenas e médias indústrias químicas cumprem a legislação ambiental, em sua maioria, por causa da fiscalização. Muitas dessas mesmas empresas poderiam ir além, mas não têm a gestão apropriada e acabam desperdiçando recursos”, diz Reis. Um caso típico é a gestão de água. Em diversos casos é possível reduzir o consumo em 90% com baixíssimo investimento, mas as empresas não “enxergam” como fazer isso. A energia elétrica é outro exemplo comum.

A implantação do Programa Preparar não terá custos para os participantes. A primeira etapa começa com a criação de um projeto piloto ainda no primeiro semestre de 2008, se for realizada a vontade de Reis.
Outras parcerias – O Sinproquim também anunciou duas novas parcerias voltadas à qualificação de seus associados. A primeira, um convênio com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), pretende levar novos procedimentos, tecnologias, arranjos produtivos e produtos às pequenas e médias empresas químicas, por intermédio dos conhecimentos acumulados no Instituto de Química e nas Faculdades de Engenharia. “Esse projeto pode representar um marco para as pequenas e médias indústrias químicas”, prevê Reis.
Os filiados ao sindicato ainda poderão melhorar sua qualificação profissional com outra parceria proposta pelo Sinproquim, em associação com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Segundo o presidente do Sinproquim, o crescimento da economia aqueceu a demanda por mão-de-obra especializada e criou dificuldades para a contratação de profissionais, principalmente entre as empresas pequenas e médias, que agem como formadoras de trabalhadores, mas que têm menor poder de atração da mão-de-obra. A situação chega a ser prosaica: um dos cursos propostos será o de operadores de empilhadeiras, em falta no mercado. Os primeiros cursos devem começar ainda no primeiro semestre de 2008, com turmas de 20 alunos e idade mínima de 16 anos. As aulas serão ministradas no próprio Sinproquim, enquanto o conteúdo didático e a sistemática operacional serão de responsabilidade do Senai. M. Azevedo