Química
A Wacker Chemie anunciou os resultados finais referentes a 2007, o melhor ano da história da quase centenária companhia sediada em Munique (Alemanha). Os administradores ressaltaram a pujança da demanda mundial, liderada pela Ásia, forte o suficiente para garantir a expansão de negócios a despeito da contínua elevação de custos, a começar pelo petróleo. Em 2008, a empresa investirá um bilhão de euros em vários projetos, alimentando a expectativa de alcançar um aumento de vendas da ordem de 10%, cotadas em euros.

Uma das queixas da direção executiva da Wacker diz respeito ao desequilíbrio da relação cambial entre euros e dólares (EUA), que seria desfavorável ao desempenho econômico das empresas européias. Apesar disso, o balanço de 2007 registra aumento de 13% nas vendas, alcançando o total de 3,78 bilhões de euros. A coluna de lucros líquidos foi engordada em 36% em comparação com o ano anterior, dessa vez apresentando um retorno de 422 milhões de euros. Medido em Ebitda, o resultado foi ainda maior, com o total de 1,002 bilhão de euros, 27% acima dos 786 milhões de euros de 2006. A taxa de retorno sobre o capital investido foi de 25%, bem acima dos 18% do ano anterior.
A direção da Wacker atribuiu o excelente resultado ao contínuo crescimento da demanda mundial por seus produtos, principalmente fora da Alemanha, país de origem que representa apenas 19% das vendas totais. Como não há sinais de retração de demanda, a companhia espera registrar novo aumento de vendas em 2008, da ordem de 10%. Parte desse aumento representa a incorporação da joint venture em polímeros que era mantida com a Air Products, que se retirou do negócio, concentrando esforços na geração de gases.
O principal executivo da companhia (CEO), Peter-Alexander Wacker, explicou que essa forte condição de mercado incentivou a aumentar os investimentos em 33%, somando 699 milhões de euros em todo o mundo. Para os próximos anos, a expectativa é de aumentar ainda mais o volume de recursos aplicados na construção de novas capacidades produtivas. As divisões que receberão mais recursos para expandir a produção são as ligadas ao silício hiperpuro, requisitado para a produção de chips eletrônicos e painéis fotovoltaicos.
A divisão Siltronic produz sanduíches (wafers) de silício para a fabricação de semicondutores, suprindo os maiores fabricantes de chips de computador. A divisão concentra esforços na oferta de wafers de 300 mm, atualmente os mais procurados pelos mercados por causa do seu maior diâmetro que lhes permite reduzir custos. Em 2007, essa divisão respondeu por 38% das vendas de toda a Wacker. A capacidade de produção da divisão em Burghausen, na Bavária (na fronteira com a Áustria), foi duplicada para 135 mil wafers por mês. Em Cingapura, onde atua por meio de joint venture com a Samsung Electronics, a fabricação será duplicada até o final deste semestre. A empresa espera que, até 2010, essa fábrica possa fazer 300 mil wafers por mês, mediante investimentos conjuntos de US$ 1 bilhão. A divisão Polysilicon mantém ritmo de crescimento de produção constante, com o objetivo de suprir a demanda por silício policristalino hiperpuro. A nova linha (a sexta expansão) de Burghausen, projetada para 3,5 mil toneladas/ano e inaugurada em 2007, está totalmente comprometida com pedidos. Os investimentos em andamento prevêem duas novas expansões (linhas 7 e 8) com inaugurações marcadas para os últimos meses de 2008 e 2009, além de uma linha dedicada para produtos granulares. A Polysilicon, embora represente apenas 6% das vendas, é a atividade com maior índice de incremento anual de vendas (40%) e de Ebitda (54%), com previsão de manter índices elevados pelos próximos anos.

Uma das aplicações mais relevantes do silício policristalino consiste na fabricação de painéis fotovoltaicos, capazes de transformar a energia radiante do Sol em eletricidade. A Wacker e a Schott constituíram uma joint venture para a fabricação conjunta de wafers de silício para a indústria solar, pela qual investirão 370 milhões em suas unidades de Jena e Alzenau durante os próximos anos. A capacidade de produção de wafers para 120 megawatts pode começar em meados de 2008, com previsão de chegar a perto de um gigawatt por ano em 2012. “Caso o custo da energia continue a subir, as vendas dessa divisão devem registrar forte expansão”, comentou Peter Wacker.
Segunda maior divisão em vendas, representando 35% do total, a área de silicones mantém o ritmo de expansão de capacidades nos sítios de Nünchritz (na Saxônia) e Zhangjiagang (China). Na Alemanha, a unidade atingiu a capacidade total de 120 mil t/ano de siloxano, 20% superior à anterior, por meio de desgargalamentos. O sítio chinês abrangerá toda a cadeia produtiva de silicones e sílica pirogênica, para ser o maior do mundo nessa atividade. Nessa unidade, está sendo construída uma fábrica de siloxano em joint venture com a Dow Corning, com a qual também produzirá sílica pirogênica. O negócio de silicones conta com mais de três mil produtos para diversos setores, como construção civil, adesivos, químicos, cosméticos, têxteis, papéis e eletrônicos. Em 2007, as vendas de silicones cresceram 5,7%, com um total de 1,361 bilhão de euros, porém houve uma pequena retração em Ebitda, atribuída ao enfraquecimento do dólar em relação ao euro. “Temos a meta de manter a posição de terceiro maior player mundial em silicones”, afirmou Peter Wacker.
A divisão de polímeros da Wacker ampliou suas vendas em 13%, somando 633 milhões de euros em 2007, desempenho explicado pelo maior consumo de polímeros em pó dispersíveis no setor de construção civil. Em rentabilidade, a divisão manteve o resultado anterior de 107 milhões de euros (Ebitda). A divisão opera com acetatos polivinílicos, resinas de revestimento de superfícies, polivinilbutiral e polivinil álcool. As fábricas de Burghausen e Nanjing (China) estão em ampliação. A primeira recebeu o maior spray-drier para esses polímeros no mundo, com capacidade para 30 mil t/ano. Unidade similar está sendo construída na fábrica chinesa. Os investimentos combinados somam 130 milhões de euros. No último trimestre de 2007, a Wacker sofreu com a paralisação temporária da refinaria da OMV, contígua ao sítio de Burghausen, o principal da companhia. “Não tivemos redução de produção por falta de etileno porque tínhamos estoques e, de forma complementar, compramos a olefina em negócios spot, com preço mais elevado, para atender aos clientes”, explicou Auguste Willems, diretor e membro do board da Wacker, responsável pelos negócios da área química e também pela região das Américas.
A empresa também relatou aumento de custos nos outros principais insumos que consome, o metanol e o silício. Além disso, os custos de energia consumida subiram por volta de 10% no ano, muito ligado ao gás natural. A divisão de química fina da companhia faturou 112 milhões de euros, com desempenho estável em relação ao ano anterior. Essa divisão aposta nos avançados produtos biotecnológicos que desenvolve para reverter o declínio de suas linhas tradicionais de produtos próprios e dos fabricados sob encomenda. O continente asiático representa mais de 33% das vendas totais da Wacker, ou 1,267 bilhões de euros, sendo o seu maior mercado regional, puxado pela China. Na verdade, isso se dá porque a companhia separa suas vendas na Alemanha das do resto da Europa. Caso consolidasse os números europeus, esse continente seria o maior consumidor de produtos, com vendas de 1,759 bilhões de euros.
Mudança de direção – Os bons resultados da companhia serviram de despedida de Peter-Alexander Wacker do comitê diretivo da companhia. Ele disputará a indicação dos acionistas para assumir uma vaga no comitê de supervisão, equivalente ao conselho consultivo local. Rudolf Staudigl foi apontado para sucedê-lo como principal executivo. Foi também anunciada a renovação do contrato com o diretor Auguste Willems até 2013, além da nomeação para o comitê de direção de Wilhelm Sittenthaler, atuante na companhia desde 1980 e atual presidente da Siltronic, cargo que manterá. Joachim Rauhut completa o quarteto executivo da Wacker.

Avanços científicos – A Wacker Chemie investe cerca de 4% de seu faturamento em atividades de pesquisa e desenvolvimento, contando com uma estrutura corporativa responsável por toda a pesquisa básica necessária aos propósitos da companhia. Situada em Munique, no local onde a Wacker foi fundada em 1914, essa estrutura é denominada Consortium (für elektrochemische). Fridolin Stary, vice-presidente de inovação corporativa da Wacker, cujo currículo inclui vários anos de trabalho no Brasil, onde liderou a construção da fábrica de Jandira-SP e os negócios locais da companhia (hoje dirigida por Danilo Timich), durante a década de 1980, explicou como a empresa distribui seus esforços de desenvolvimento. “Cada divisão possui seu departamento específico de P&D, mas as pesquisas de cunho básico e as atividades de interesse cruzado entre divisões são conduzidas pelo Consortium; além disso, mantemos uma extensa relação com pesquisadores de institutos externos e universidades”, informou. Dessa forma, a companhia consegue organizar melhor suas atividades, com o maior retorno dos investimentos.
O fato de a companhia deter aproximadamente 3,5 mil patentes comprova o acerto desse sistema. Stary também ressalta que foram obtidas cerca de 150 novas patentes em cada um dos últimos quatro anos. “A pesquisa básica é fundamental no nosso dia-a-dia”, salientou. Os trabalhos se estendem desde biotecnologia, campo com recentes e importantes descobertas, até os prosaicos polímeros e silicones.
No Consortium, por volta de duzentos pesquisadores atuam em várias linhas de pesquisa. “Aliás, nosso maior trabalho é selecionar as propostas de pesquisas mais viáveis dentro de um extenso pipeline”, afirmou. Além dos avanços em materiais eletrônicos e painéis fotovoltaicos, a companhia investe no uso de microrganismos e biocatalisadores (enzimas) para produzir produtos químicos industriais. A intenção é criar rotas com fontes renováveis para insumos largamente conhecidos. O executivo explicou que a Wacker procura enxergar oportunidades por meio da análise de grandes tendências mundiais, como a globalização, mudanças climáticas, limite das fontes de recursos naturais não-renováveis, associando-as às competências desenvolvidas pela companhia em produtos e processos. Exemplo dessa visão são as inovações ligadas à economia e melhor aproveitamento da energia, como os painéis solares e o uso de polímeros para isolação térmica de ambientes. Um dos pontos-chave para o futuro da companhia reside no domínio da cadeia dos silicones. “Esses produtos possuem uma capacidade incrível de atender às mais variadas solicitações, até mesmo contraditórias”, afirmou Stary. É possível confeccionar silicones hidrofóbicos ou hidrofílicos, transparentes ou pigmentados, isolantes ou condutivos, adesivos ou antiaderentes, elásticos ou resistentes, por exemplo.
Nesse campo, as pesquisas são feitas em três blocos principais. O primeiro se refere aos copolímeros em bloco, usando silicones como ponte entre siloxanos e polímeros orgânicos, tendo por exemplo a formação de elastômeros termoplásticos de silicone (TPSE), uma borracha que é processada como se fosse um termoplástico, mas com as propriedades de um silicone. “Já temos produção de TPSE na Alemanha, mas precisamos ampliar a oferta”, considerou. Outra linha de atuação consiste na formação de compósitos com partículas sólidas unidas a silicones com radicais orgânicos, dando origem a produtos usados para revestimentos de alta resistência para superfícies arquitetônicas ou estruturais. A terceira linha contempla as ligações entre silanos especiais com polímeros orgânicos variados, para formar espumas em spray, adesivos e selantes, e dispersões poliméricas variadas. Aplicações dessa tecnologia são tão variadas que podem incluir até a fabricação de produtos para cabelos, unindo a maciez e toque acetinado conferido pelos polisiloxanos associados com a retenção de cachos de cabelos proporcionada pelo acetato de polivinila.
Biotecnologia branca – O termo indica a aplicação das técnicas biotecnológicas aos produtos e processos industriais, diferenciando-se da “verde”, que é usada para ressaltar aspectos de cunho ambiental. Esses produtos representaram entre 4% e 6% das vendas da indústria química alemã em 2006, com forte tendência de crescimento. Diretor de biotecnologia da área de pesquisas da Wacker, Günther Wich explica que a química orgânica tradicional parte de tijolinhos (building blocks) simples para formar moléculas cada vez mais complexas mediante passos sucessivos de sínteses. É o caso do eteno que a própria Wacker usa para produzir ácido acético, para depois montar o acetato de polivinila. “É um método caro que pode ser substituído por operações biotecnológicas com diversos materiais”, afirmou. “Quanto mais complexo o produto desejado, melhor.” O diretor explicou que três plataformas se mostram especialmente importantes: a produção de proteínas, biotransformação e engenharia metabólica. Ele entende por biotransformação o uso de enzimas para catalisar seletivamente reações químicas orgânicas e complexas. A engenharia metabólica consiste na modificação do metabolismo de vários microrganismos por meio de métodos de biologia molecular.

No Consortium foi desenvolvido o sistema Wacker de secreção de proteínas por cepas de Escherichia coli, já aplicado à produção de biofármacos. “No método tradicional, usando E. coli K12, a proteína produzida pela bactéria se acumula dentro das células, tornando difícil a sua separação e purificação”, comentou. A Wacker selecionou uma mutação da cepa K12, denominada E. coli WCM 105, que secreta a proteína para o meio, facilitando as operações seguintes com o conseqüente abate de custos. As vendas de produtos derivados da técnica triplicaram desde 2004. As ciclodextrinas (alfa, beta e gama) são obtidas com a aplicação de enzimas, processo que tornou a Wacker líder mundial nesse ingrediente para cosméticos e domissanitários. A engenharia metabólica, por sua vez, permite a produção do aminoácido cisteína por fermentação microbiológica da glicose.
O futuro da biotecnologia, segundo Wich, está ligado à substituição dos derivados de petróleo para a geração de produtos químicos básicos, reduzindo impactos ambientais, além da obtenção de novas moléculas por meio de biorrefinarias. Esses esforços podem ser combinados com o aproveitamento de resíduos da fabricação de biocombustíveis. A Wacker concentrou esforços em três linhas mestras. A primeira consiste em desenvolver uma alternativa para a produção de ácido acético obtido de etanol ou pela fermentação direta de biomassa. Uma segunda linha de pesquisas pretende aproveitar o excedente de glicerina que será produzido com o aumento da oferta de biodiesel, na média de 100 kg por tonelada métrica do combustível. A idéia é substituir a cara glicose na obtenção de cisteína. Além disso, a companhia investe para melhor aproveitar materiais lignocelulósicos, gerando ingredientes para biorrefinarias. “O aproveitamento dos resíduos do branqueamento da celulose é considerado promissor para a produção de etanol”, explicou Wich. O diretor comentou que os desenvolvimentos biotecnológicos contam com apoio financeiro indireto por parte da Comunidade Européia, mas isso não inclui nenhum benefício tributário. O alto custo do etanol na Europa é considerado impeditivo para a substituição da rota petroquímica.
As criações científicas são transferidas para modernos laboratórios, nos quais se determinam os parâmetros para o processo industrial. Com base nesses dados, inicia-se o scale up até a escala comercial. Embora não lide com estirpes patogênicas de microrganismos, as instalações da Wacker coletam isoladamente todos os resíduos e efluentes, procedendo em seguida a sua total esterilização em autoclaves, antes de remetê-los para as unidades de tratamento do Consortium.
Superfícies tratadas – A proteção de superfícies é o grande alvo do desenvolvimento de silicones e polímeros da Wacker, com resultados na área de construção civil, têxteis e até cosméticos. Duas linhas de inovação apoiaram a criação de produtos nos últimos anos: a tecnologia dos alfa-silanos e a produção de híbridos de silicone. Um dos grandes avanços está na produção de microemulsões de silicone, formuladas apenas com água e tensoativos, sendo considerados de fácil aplicação. O tamanho das partículas e o ângulo de contato com a superfície se revelam os mais adequados para repelir a umidade, impedindo sua penetração pelos poros e frestas. Com isso, é possível prevenir o desgaste das paredes, aumentando a vida útil de residências, por exemplo.
No campo têxtil, produtos semelhantes impedem que tecidos se molhem, bem como tornam mais fácil remover as impurezas depositadas, uma vez que não permitem a ligação entre elas e as fibras dos tecidos. O uso de alfa-silanos em escala nanométrica consegue aumentar a resistência das superfícies tratadas ao arranhamento. Além disso, a Wacker pesquisa revestimentos super-hidrofóbicos, capazes de aumentar a proteção aos substratos. No campo dos polímeros, a companhia direciona seus desenvolvimentos conforme as solicitações e oportunidades de mercado reportadas por clientes em todo o mundo. No campo dos polímeros dispersíveis e dispersões poliméricas, a área de construção é a mais relevante. A linha Vinnapas é formada por polímeros de acetato de vinila e eteno, com usos diversos, como isolantes, acabamentos externos, adesivos para argamassas, pisos autonivelantes, entre outros, dispensando o uso de plastificantes. Novos produtos para pisos apresentam alta capacidade de eliminação do ar, impedindo a formação de bolhas, o que lhes permite conferir acabamento de aspecto superior. Painéis feitos com resinas específicas podem revestir paredes exteriores, oferecendo aparências variadas, até mesmo mimetizando tijolos aparentes, com alta qualidade e baixo custo, sendo muito usados na China. Novas dispersões de acetato de vinila e eteno (VAE) entram na formulação de tintas decorativas com baixíssimo teor de voláteis, além de facilitar a produção de tintas sem odor.
As resinas sólidas de acetato de polivinila têm aplicações diversificadas, entre elas a redução do encolhimento na cura de poliésteres insaturados, por exemplo. Esses materiais são largamente usados pela indústria automobilística, requerendo elevados índices de resistência mecânica.

A oferta de silicones para a produção de painéis solares e eletrônicos também é destacada pela companhia. O silicone apresenta propriedades superiores de resistência térmica, condutividade (ou resistividade) e comportamento dimensional que satisfazem as necessidades dessas aplicações. Na forma líquida, com cura posterior por radiação ultravioleta (UV), esses materiais se mostram muito práticos para a manipulação. Conforme sua composição, os silicones podem apresentar tempos mais altos ou baixos de cura sob UV, independentemente da energia aplicada e do tempo de exposição. Isso permite grande flexibilidade para alcançar os requisitos dos clientes. Uma das aplicações mencionadas foi o encapsulamento de chips de diodos emissores de luz (LED), componentes eletrônicos cada vez mais usados mas que apresentam o problema de aquecimento, exigindo suportar altas temperaturas. Os silicones também formam as lentes dos LEDs.
No caso dos painéis solares, feitos em camadas, usando inclusive o silício hiperpuro da Wacker, os silicones entram no encapsulamento das células e também na selagem dos quadros completos. Os cabos de conexão são protegidos com géis de silicone contra a corrosão provocada pelo ambiente externo. M. Fairbanks