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INSTRUMENTAÇÃO
National Instruments comemora vendas latinas

A
National Instruments, especializada no mercado de instrumentação virtual e fornecedora de soluções de automação e medição para a indústria, vem alcançando no mercado brasileiro crescimento médio anual de 29% há uma década. O número de usuários das ferramentas de software da empresa tem dobrado a cada ano no país desde 2002.

A meta da multinacional para esse ano é de um crescimento de 25%. Para atingi-lo, a empresa pretende realizar investimentos necessários para ampliar em 30% as equipes de vendas e suporte técnico. Nos próximos três anos, a expectativa é de dobrar esses números. O otimismo se baseia na necessidade de modernização da indústria nacional, que vive um momento de investimentos inédito nas últimas décadas. Os pedidos são voltados tanto para clientes nacionais quanto para as plantas de multinacionais instaladas no país que já utilizam os produtos da National no exterior.

Os expressivos resultados conquistados no mercado nacional fizeram com que, desde junho de 2006, o escritório brasileiro passasse a responder pela operação em toda a América do Sul e Caribe. Antes, essa região era atendida pelo escritório que a empresa mantém no Texas. O crescimento nesses
 

países em 2007 alcançou a marca de 71%. O faturamento mundial da National em 2007 ficou na casa dos US$ 740 milhões, cifra que representa um novo recorde para a empresa. O resultado, quando comparado ao do ano anterior, representa um crescimento de 12%.

Os resultados foram comemorados pela multinacional durante a realização da Conferência Tecnológica Sobre Instrumentação, a Virtual – NI Days 2008, realizada no dia 25 de março no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo. O evento contou com a presença de John Graff, vice-presidente mundial de marketing e operações com o cliente da National, que aproveitou sua vinda ao Brasil para manter

Cuca Jorge

Graff elogiou desempenho da filial brasileira

contato com os principais clientes e anunciar o lançamento de vários produtos. O executivo destacou o empenho da equipe brasileira da empresa e falou sobre a importância de dialogar com os clientes na hora de desenvolver produtos que atendam às expectativas dos usuários.

"No Brasil, nossos principais mercados são os setores de energia e automobilístico, que representam, cada um, 20% de nosso negócio”, revela Carlos Devesa, gerente-geral da National Instruments Brasil. A empresa classifica as indústrias química e petroquímica como participantes do setor de energia. “São segmentos muito importantes para nós. Temos vários produtos indicados para aplicações nas plantas de óleo e gás e de geração de energia renovável, nuclear e eólica, entre outros”, revela.

Entre as linhas indicadas para os segmentos químico e petroquímico, Devesa aponta a Compact Rio como uma das mais adequadas. “A linha alia robustez e confiabilidade com maior disponibilidade de suporte de informações, o que permite maior poder de controle e análise das plantas industriais que trabalham em regimes

Cuca Jorge

Devesa: energia e automobilística impulsionaram as vendas no Brasil

extremos de segurança”, explica Devesa. Entre os clientes do ramo atendidos por aqui pela multinacional podem ser apontados Petrobras, Rhodia, Air Liquid e Oxiteno, entre outros.

Com modelo de negócios baseado no lançamento constante de softwares, a National tem como política investir 16% do seu faturamento em Pesquisa e Desenvolvimento. A empresa mantém centros tecnológicos espalhados pelo mundo em países como Estados Unidos, China, Índia e República Tcheca. Uma boa notícia: a partir desse ano, a filial brasileira vai ter a chance de realizar alguns estudos de P&D no Brasil. De acordo com Devesa, o projeto começa de forma modesta e se alcançar bons resultados pode crescer nos próximos anos.

José Paulo Sant’Anna

 
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