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atualidades TECNOLOGIA Senai desenvolve medidor de água ultrapura Um projeto inovador irá beneficiar diretamente as produções de medicamentos, alimentos, bebidas e rações que utilizam água pura e ultrapura em seus processos industriais. O novo dispositivo permitirá a medição da condutividade eletrolítica e também a rastreabilidade em nível de 10 microsiemens por centímetro. O aparelho irá possibilitar ganhos de produtividade, confiabilidade metrológica e segurança do consumidor ao adquirir esses produtos com maior qualidade. O projeto é um sistema constituído por uma célula primária acoplada a uma secundária, para medir a baixa condutividade em linha, com garantia de rastreabilidade na faixa abaixo de 10 microsiemens por centímetro. Está sendo desenvolvido pela Escola Senai Suíço-Brasileira e pela empresa Visomés, de São Paulo, após ser classificado na 4ª edição do Programa Senai de Inovação Tecnológica, realizado pelo Senai Nacional. A medição de condutividade da água ultrapura é utilizada principalmente na indústria farmacêutica. O procedimento é um dos parâmetros de monitoração estabelecidos por normas internacionais. O objetivo é alcançar uma padronização analítica, evitando desvios de resultados entre os diversos aparelhos. Estima-se que atualmente mais de 20 mil empresas ligadas à produção de medicamentos, alimentos, rações e bebidas sejam as maiores usuárias de água de alta pureza. No entanto, o conhecimento tecnológico disponível trabalha com valores de solução bem superiores ao proposto pelo projeto, além de manipular e transportar amostras em pequenos volumes e em recipientes abertos, expostos como imãs às impurezas. Assim, não há rastreabilidade para esta faixa de medição, o que gera problemas de confiabilidade metrológica, afetando a segurança do consumidor e a qualidade da produção nos diversos setores da indústria brasileira.
“Nosso laboratório, acreditado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), na área química, para calibração de medidores de condutividade eletrolítica e medidores de Ph, tem como menor valor de solução até 25,41 micro siemens.”
Outro aspecto aponta a redução dos custos e um provável aumento de flexibilidade de produção da empresa. O sistema atual depende de um profissional com qualificação específica em engenharia química ou técnico em química, o que pode ser dispensado pela nova proposta. Em relação ao custo de um processo de calibração, em torno de mil e quinhentos reais, cairá para cerca de quinhentos reais, com uma economia de 66% no serviço de calibração. Calcula-se que sejam realizadas 12 mil calibrações por ano nas linhas de água pura e ultrapura, o que pode projetar um ganho de 120 milhões de reais.
A manutenção dos filtros
na linha de produção também será afetada. O novo sistema apontará com maior
exatidão a real necessidade de substituição dos filtros. A estimativa é de
que esses custos diminuam de 20 milhões de reais para 16 milhões de reais
por ano, um ganho de 20%. Helena Fonseca |
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