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adesivos
Internacionalização – Quem já está em uma fase avançada de
internacionalização, em um ritmo que impressiona, é a gaúcha Artecola.
Apenas em 2007, a empresa adquiriu a maior fabricante de adesivos chilena, a
Artiquim, a segunda maior peruana, a Pegamentos Sintéticos, a argentina
Asequim e assumiu 54% da Surna, fabricante de adesivos com sede no México.
Para completar, a empresa também comprou a brasileira Addax Colas, de
Diadema-SP. No total, o grupo Artecola é formado por treze unidades
industriais em seis países, uma vez que a empresa já possuía uma unidade na
Argentina e outra na Colômbia. Este é o retrato atual, pois os planos são de
continuar a expansão internacional, como informa o diretor José Luiz
Haubrich. “A meta do grupo é chegar a uma receita líquida de US$ 300 milhões
em 2010 e uma parte deste crescimento deverá vir de novas aquisições”,
informou.
Em 2007, o grupo registrou um faturamento de US$ 125,5 milhões, com
crescimento de 29% sobre 2006. Sem as aquisições, cujo impacto no
faturamento será sentido com mais ênfase em 2008, contando apenas com o
crescimento orgânico das vendas, informa Haubrich, o grupo cresceu 20% em
2007. A expectativa na empresa é de registrar um novo crescimento de
aproximadamente 20% em 2008.
Um pouco mais de 50% do faturamento da Artecola vem do mercado de adesivos.
Com as aquisições, 40% do faturamento em adesivos da empresa será originado
no exterior.
Haubrich relata que a empresa optou por internacionalizar suas atividades
com unidades produtivas nas diversas localidades de atuação como forma de
obter uma boa resolução em logística industrial e de distribuição, além de
evitar problemas cambiais.
Em sua origem, a Artecola, que foi fundada em 1948, tinha uma forte relação
com o setor calçadista, ainda mantida. Nos últimos dez anos, porém, a
empresa adotou com mais intensidade uma estratégia para ampliar seu mix de
produtos e diversificar mercados. Parte central desta estratégia, informa
Haubrich, foi uma parceria tecnológica exclusiva na América Latina com a
suíça Forbo, uma das maiores fabricantes mundiais de adesivos. A parceria
permitiu à empresa um melhor posicionamento em mercados como o de adesivos
para o setor de embalagem, além de permitir iniciar atividades nos segmentos
automotivo e de construção civil. A aquisição da chilena Artiquim,
tradicional fabricante de produtos para a construção civil, também deverá
servir para impulsionar as atividades do grupo no setor. “Vamos entrar forte
no mercado de construção civil, inclusive no Brasil”, afirma Haubrich.
O executivo relata que, após a parceria com a Forbo, a Artecola passou a ter
como estratégia a inovação, buscando principalmente clientes de vanguarda.
Para isso, também são importantes as parcerias com a Finep (órgão federal de
financiamento à pesquisa) e com a Universidade Federal de Minas Gerais. No
momento, a empresa desenvolve pesquisas em nanotecnologia, em duas
vertentes: nanosferas e nanoemulsões, com propriedades mecânicas
ecoeficientes.
O desenvolvimento de produtos dentro dos conceitos de produção mais limpa e
baixo impacto ambiental responderam em 2007 por 60% das vendas do grupo
Artecola. Na linha de adesivos, um dos principais destaques é a linha hot
melt em base aquosa, que elimina o uso de solventes e reduz a emissão de
Compostos Orgânicos Voláteis, os VOCs. Também com este perfil, a empresa
disponibiliza o Artecol, para o setor calçadista e a linha de adesivos
Limpador, para limpar coleiros de hot melt, que usa tecnologia
biodegradável, isenta de tolueno e benzeno. “Nossa meta é introduzir
produtos ecoeficientes, mas que apresentem uma boa solução econômica. As
linhas com solventes serão mantidas apenas onde não há alternativas
eficientes, com preços competitivos”, diz José Luiz Haubrich.
Novo player – Um entrante de peso no mercado brasileiro é o grupo
indiano Pidilite, que adquiriu em 2007 a Pulvitec, com fábrica em São Paulo
e atuação nos segmentos de colas, adesivos e selantes para os setores de
construção, gráfico, moveleiro e madeireiro. A Pidilite é um grupo com
faturamento anual superior a US$ 300 milhões, com unidades, além da Índia,
nos Estados Unidos, China, Cingapura, Rússia, Inglaterra e Egito.
Peter Baumgartl, diretor-presidente das operações do grupo na América
Latina, informa que a Pidilite projeta investimentos de porte na região, que
poderão vir por meio de expansão da capacidade produtiva e também por novas
aquisições. O executivo afirma que “as taxas de câmbio temporariamente
desfavoráveis terão pouca influência nas decisões estratégicas”. Mas ele não
revela quais serão os próximos passos da companhia na região.
Segundo Baumgartl, a Pulvitec teve um ano excepcional em 2007, tanto em
faturamento como em rentabilidade. “Naturalmente, com o novo acionista, o
grupo Pidilite, uma empresa forte internacionalmente em diversos segmentos,
como o de consumo doméstico, papelaria, mercado madeireiro, indústria em
geral e com domínio de diferentes linhas de produtos, como cianoacrilatos,
poliuretanos e acrílicos, os projetos se tornam mais amplos, abrangentes e
ambiciosos”, afirma.
O executivo relata que a estratégia tecnológica da empresa será “acompanhar
a evolução das engenharias e dos projetos nos países em desenvolvimento e no
enfoque fortemente ecológico nos países do primeiro mundo”, e conclui: “Como
empresa global, atuaremos em mercados com demandas distintas, a serem
respeitadas e atendidas.”
Aumento de capacidade – A norte-americana Lord, tradicional
fornecedora de adesivos para a indústria automobilística, investiu R$ 1
milhão para dobrar em 2007 sua capacidade de produção de adesivos
estruturais em Jundiaí, no interior paulista. A empresa passou a ter uma
capacidade de 800 toneladas anuais de adesivos estruturais, usados para a
montagem de estruturas, negócio que responde por 25% do faturamento da Lord
brasileira. “Estávamos atuando no limite de nossa capacidade produtiva. Esse
é um investimento pensado para cinco anos e que ainda nos permite novas
ampliações sem grandes investimentos. Estamos preparados para crescer
acompanhando o ritmo dos nossos clientes”, afirma Julio Perez, diretor-geral
da Lord.
O executivo relata que no segmento de adesivos estruturais, o faturamento da
empresa no Brasil cresceu 16,5% em 2007 e a expectativa é de um crescimento
na casa dos 15% neste ano. No âmbito geral, incluindo também as vendas de
adesivos para o setor de borracha, coatings e vernizes, o crescimento da
empresa foi de 11% no último ano.
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O grande
motor do crescimento da Lord é a indústria automobilística, para onde
são destinados 80% dos adesivos da companhia. O crescimento das vendas
de veículos e o aumento do uso de plástico em ônibus e caminhões têm
se refletido no maior consumo de adesivos no setor. A empresa, informa
Perez, também está ampliando seu leque de atuação, buscando novos
mercados no segmento industrial e, principalmente, na indústria
náutica.
O diretor relata que a Lord trabalha com produtos de três bases
tecnológicas distintas: epóxi, acrílico e poliuretano. Produtos em
pastas sólidas, dispensando solventes. No ano passado, a empresa
lançou o adesivo Lord Flocklok, um bicomponente destinado à vedação de
portas e vidros automotivos, indicado ao processo de flocagem para
adesão de fibras de poliéster e poliamida em elastômeros e nitrílicos,
policloropreno e EPDM. Para o mercado de reparos automotivos, no qual
a Lord atua fornecendo adesivos |
Divulgação
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Perez: demanda firme explica duplicação da capacidade |
estruturais que
substituem a solda convencional, a empresa lançou o Lord Fusor 010BR, à base
de epóxi, produto indicado à manutenção de peças plásticas como pára-choques
e faróis.
Uma tendência apontada por Perez é o desenvolvimento e a introdução de
produtos voltados para colar metais, substituindo soldas e rebites. A Lord
está introduzindo no mercado brasileiro a linha Versilok, voltada para a
indústria automotiva. “É um produto que já está sendo bem-aceito na Europa e
nos Estados Unidos e acreditamos que tem potencial também no Brasil”,
afirmou.
Uma empresa que estabeleceu uma estratégia colada à Lord é a Redelease, uma
distribuidora de adesivos estruturais fabricados pela empresa
norte-americana que decidiu desenvolver e atuar no
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mercado
também com produtos de marca própria, complementares às linhas da Lord.
Como informa Rubens Cruz, diretor da Redelease, a estratégia teve
início em 2005, com o objetivo de oferecer adesivos monocomponentes,
complementando as linhas bicomponentes da Lord. A produção é feita de
forma terceirizada.
“É mais fácil indicar o melhor adesivo ao cliente quando se tem um
grande portfólio. É importante a empresa saber que, ao chamar a
Redelease, terá resposta ao seu problema. Oferecemos adesivos selantes
à base de PU ou MS”, afirma o executivo. Segundo Cruz, a Redelease tem
como foco o setor industrial, principalmente automotivo e construção
civil. “Para os próximos anos, iremos implementar ações no crescimento
da linha de adesivos selantes voltados exclusivamente para a
construção civil”, diz. Em 2007, Cruz informa que a Redelease obteve
um crescimento de 22% em seus negócios. “A expectativa é de um
crescimento mínimo na ordem de 15% neste ano”, afirmou. |
Divulgação
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Cruz: distribuição complementa a linha de produção própria |
Dobrar a
participação de mercado – Outra empresa que também tem a expectativa de
crescer 15% no próximo ano no mercado brasileiro é a suíça Sika. Sonia
Rogatto, gerente da Unidade de Negócios
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Distribution,
informa que a unidade brasileira já apresentou um crescimento neste
patamar em 2007 e a meta é dobrar a participação no mercado brasileiro
nos próximos três anos. Uma das estratégias para o crescimento é o
marketing esportivo.
Além do forte crescimento que vem apresentando o mercado brasileiro, a
empresa também acredita que será beneficiada pelos investimentos que
tem feito “em processos cada vez mais avançados para produzir e
aplicar os produtos adesivos, bem como, para divulgar usos e
aplicações destes produtos”, diz a executiva. 2007 também foi um ano
de grandes investimentos na Sika, mas na Suíça. A empresa inaugurou
uma planta em Düdingen, com processo desenvolvido para produzir
adesivos e selantes à base de poliuretano e seus híbridos. “Trata-se
da planta com maior capacidade no mundo para este tipo de produto e
visa a atender ao crescimento que a Sika vem tendo mundialmente”, diz
Rogatto, que informa que o crescimento global do grupo em adesivos e
selantes foi de 10% no ano passado.
A estratégia da Sika, relata Rogatto, é oferecer selantes e adesivos
com várias bases químicas: acrílica, poliuretano, |
Cuca Jorge
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Sonia: mercado esportivo ajuda a ampliar participação no país |
híbrida, asfáltica,
silicone, epóxica e cianoacrilato. A empresa faz constantes investimentos em
novas tecnologias, tendo como foco principal “disponibilizar produtos e
processos inovadores que facilitem a vida dos usuários, com facilidade de
aplicação e manuseio, alto desempenho, sem agredir o meio ambiente”, disse.
Já na Basf, empresa que atua no mercado de adesivos focada no segmento de
etiquetas, o ano de 2007 foi de reestruturação, como relata Reginaldo
Cassiano, gerente regional de vendas e marketing para adesivos. “Nosso
objetivo é estar mais próximo do mercado, com uma estrutura mais dedicada ao
segmento de adesivos de etiquetas e uma melhor plataforma de produtos”, diz.
Entre as apostas da Basf está a introdução, que já teve início em 2007, da
tecnologia de etiquetas base água na América do Sul, segmento em que a
empresa é líder na Europa. Por não utilizar solventes, a tecnologia é menos
agressiva ao meio ambiente e também abre oportunidades para as etiquetas em
aplicações que exigem contato direto com produtos alimentícios, como em
frutas e embutidos, por exemplo. “O mercado global caminha na direção de
produtos amigáveis à saúde e ao meio ambiente. No Brasil, essa tendência
também está chegando, puxada principalmente pela indústria voltada à
exportação”, afirmou Cassiano.
Outra inovação que chega ao país são os adesivos acrílicos, com baixo nível
de voláteis, com cura UV, para aplicações que exigem alta transparência,
como rótulos de cosméticos. “Uma vantagem dessa tecnologia é que ela retarda
o envelhecimento da etiqueta”, diz o executivo. Segundo Cassiano, em 2007,
as vendas da Basf cresceram em 7%, acompanhando a evolução do mercado de
adesivos para etiquetas. Para 2008, a expectativa é um pouco melhor, em
virtude das inovações introduzidas.
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