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atualidades
PAPEL
Aracruz faz parceria para
produzir CCP
Entrou
em operação, em dezembro último, a primeira planta industrial de carbonato
de cálcio precipitado do Rio Grande do Sul, localizada em Guaíba, graças a
uma parceria da Aracruz Celulose e a Minerals Technologies do Brasil (SMI),
tradicional produtora da formulação no mercado global e com sede mundial na
Pensilvânia (EUA). O empreendimento demandou R$ 12 milhões em investimentos
e irá resultar em capacidade produtiva de 25 mil toneladas anuais de CCP,
para atender a fábrica de papel da Aracruz, que consome cerca de 10 mil
toneladas por ano.
A tecnologia para a produção do CCP utiliza cal e CO2 (gás carbônico), que
deixa de ser lançado na atmosfera e passa a ser matéria-prima na reação com
a cal. O produto final é transportado até a fábrica de papel por meio de
tubovias de forma similar ao processo já utilizado para a celulose e as
demais utilidades.
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Como
informou o diretor da Minerals para a América do Sul, Lairton Leonardi,
na primeira etapa o objetivo é abastecer a Aracruz com o carbonato de
cálcio precipitado, uma matéria-prima básica usada na fabricação de
papel, mas a empresa vislumbra uma segunda fase para expandir a
produção e oferecer o material às indústrias de tintas e plásticos.
Com a montagem da unidade de processo de Guaíba, a Minerals
Technologies almeja ainda atingir os mercados da Argentina, Uruguai e
Chile. “Em termos de logística, o Rio Grande do Sul mantém um
posicionamento estratégico para nós”, assinala Leonardi. |
Fernando C. de Castro
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Unidade em Guaíba-RS: Investimento de US$ 12 milhões |
A Minerals
possui unidades de negócios de papel de alto rendimento, com 52 unidades
industriais em 16 países, e mantém a Performance Minerals focada nos
segmentos de tintas, plásticos e construção civil.
A subsidiária brasileira, Minerals Technologies do Brasil, conta com quatro
unidades de produção com capacidade para 200 mil toneladas anuais de
carbonato de cálcio precipitado. Como informou Leonardi, a Mineral foi
pioneira na introdução desse insumo no Brasil, diretamente ligado ao emprego
da colagem alcalina no processo de produção de papéis no país.
Segundo o gerente-industrial da unidade da Aracruz em Guaíba, Paulo
Silveira, esta planta satélite de CCP aumenta a competitividade da fábrica
de papel: “O valor agregado vem pela eliminação do custo do frete, muito
significativo, pois o produto percorria cerca de 2,5 mil quilômetros para
chegar até Guaíba”, disse.
Além disso, com a eliminação do transporte rodoviário, há ainda o benefício
ambiental, já que se evita, no mínimo, o consumo de cerca de 20 mil litros
mensais de óleo diesel pelos caminhões. Entre os benefícios sociais, está
prevista a geração de R$ 4 milhões em impostos, além de empregos diretos e
indiretos.
A Minerals Technologies é uma empresa de base tecnológica que desenvolve,
produz e comercializa mundialmente uma vasta gama de especialidades
minerais, sistemas e serviços relacionados. Com vendas de US$ 1 bilhão em
2006, a Minerals Technologies possui duas áreas de atuação: Specialty
Minerals e Minteq (refratários).
Fernando Cibelli de Castro
Transporte de peso
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Uma
verdadeira operação de guerra foi necessária para levar de Sorocaba-SP
até Mauá-SP, na unidade da Oxiteno, o gigantesco reator (foto) para
produção de óxido de eteno. Com 300 toneladas, 21 metros de
comprimento e 4,5 metros de diâmetro, o reator foi construído pela
Jaraguá Equipamentos em uma só peça, para atender aos padrões de
segurança elevada do processo e às recomendações da matriz holandesa
da Shell, detentora da tecnologia. O transporte, realizado na época do
carnaval, durante quase dez madrugadas, demandou interdições de ruas,
avenidas e, muitas |
Cuca Jorge
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vezes,
remoção de placas de sinalização e semáforos. Isso sem falar na estrutura do
caminhão: duas carretas, 256 pneus, dois cavalos mecânicos para suportar a
subida em alguns trechos e lastros de concreto para garantir a aderência ao
chão. |
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