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atualidades
SILICONES
Bluestar concentra pesquisa em
Santo André
A Bluestar
Silicones, empresa internacional formada pela compra da divisão de silicones
da Rhodia pela chinesa National Bluestar, começa a reestruturar sua operação
na América Latina. Em fevereiro, a empresa terminou o processo de
transferência de seus laboratórios de pesquisa e desenvolvimento e controle
de qualidade, que estavam respectivamente em Paulínia-SP e Santo André-SP,
para um único prédio ao lado da fábrica, ambos alugados no site químico da
Rhodia, em Santo André.
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A
mudança pretende acelerar o desenvolvimento de produtos para
satisfazer necessidades específicas dos clientes, além de aprimorar a
qualidade de toda a produção e reforçar o suporte técnico aos usuários
em toda a América Latina. A empresa concentra esforços nas indústrias
têxtil, automotiva e de construção civil, além de desenvolver produtos
das linhas antiespumantes e adesivos de fácil descolamento para vários
setores. “Elegemos essas áreas como prioritárias para a região, pois
os silicones oferecem milhares de possibilidades de aplicações e é
preciso limitar o campo de atuação”, comentou Israel Motta, gerente de
pesquisa e desenvolvimento da Bluestar Silicones Brasil. |
Divulgação
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O
laboratório vai criar produtos para a Amércia Latina |
A produção de silicones
nasce com a produção de silício que, ligado a moléculas orgânicas dá origem
a pré-polímeros. A partir destes são feitos os óleos de silicone de uso
geral, as commodities do setor. Por meio de polimerizações controladas e da
adição de radicais diversos, é possível construir moléculas com propriedades
únicas, constituindo um ramo de especialidades químicas. Os chineses eram
muito fortes na parte inicial da cadeia, da mineração e produção do silício
até a produção de commodities. A antiga divisão de produtos da Rhodia, por
sua vez, era focada no desenvolvimento das especialidades. A união das duas
visões de negócio criou um player com o domínio total do processo produtivo
e garantia do suprimento de silício.
Motta explica que a companhia possui duas fábricas para a produção de
pré-polímeros, uma na França e outra na China. “A companhia anunciou o
aumento da capacidade produtiva por meio da construção de uma terceira
unidade para óleos simples e intermediários de cadeia que também ficará na
China”, informou. A fábrica de Santo André parte dos intermediários para a
produção de óleos de várias viscosidades por meio de polimerização. Os óleos
atendem à demanda da indústria de borracha, e também são usados para a
produção de emulsões para vários fins. Além disso, contando com tecnologia
avançada de acabamento, pode-se fazer algumas especialidades.
Coerente com esse desenho da produção, a companhia concentra a atividade de
pesquisa em um laboratório na França, dotado de equipamentos especiais, que
podem prestar serviços para as várias unidades mundiais da empresa, se
necessário. “Em compensação, o desenvolvimento de produtos é descentralizado
geograficamente, com laboratórios e equipes direcionados para os mercados
atendidos”, explicou. No caso brasileiro, a maior competência está ligada ao
setor têxtil, sem prejuízo para novos desenvolvimentos, como antiespumantes
para papel e celulose ou isoladores elétricos.
Além da troca de informações com as demais unidades de pesquisa e
desenvolvimento da Bluestar, a empresa quer montar uma rede de apoio,
aproximando-se dos laboratórios das universidades brasileiras. “Não dá para
fazer todo o trabalho sozinho e as universidades têm competência para trocar
experiências conosco”, afirmou o gerente de pesquisa e desenvolvimento.
Segundo comentou, algumas instituições se mostraram receptivas aos contatos
e parcerias estão sendo montadas. Além disso, o laboratório da Rhodia em
Paulínia ainda é considerado uma opção, dada a grande experiência em
caracterização de produtos e do conhecimento acumulado com silicones.
Os novos laboratórios da Bluestar possuem equipamentos e pessoal
especializado para as análises necessárias ao desenvolvimento de produtos.
Além disso, ela conta com uma planta piloto para gerar amostras para
clientes e para o scale up da produção. Há também uma pequena fábrica de
borracha, com todos os ensaios necessários de avaliação, ao lado de
estruturas para emulsões têxteis e de antiespumantes, de selantes e
release coatings (adesivos de fácil remoção).
A transferência de Paulínia para Santo André provocou mudanças no quadro de
pessoal, além de abrir espaço para a atualização de equipamentos e métodos,
tornando-os adequados aos padrões da companhia. Isso também aconteceu com o
controle de qualidade, embora o deslocamento tenha sido realizado dentro do
mesmo sítio.
Uma das novidades em desenvolvimento pela empresa é a linha de nanoemulsões.
Motta explica que as emulsões convencionais são formadas com óleos de
silicone, tensoativos e água, com gotas de óleo maiores que 500 nanômetros (nm).
A nova tecnologia, associada a tensoativos especiais, permite obter gotas
menores que 100 nm, geralmente na faixa de 80 a 70 nm. “A principal
característica da nanoemulsão é a transparência”, disse. Além disso, ele
ressaltou que essas emulsões de silicone são mais estáveis cineticamente,
suportando maior cisalhamento nas operações e sofrendo menos os efeitos da
gravidade sobre as partículas.
As aplicações mais desenvolvidas estão na área têxtil, beneficiadas pela
melhor disposição do silicone nas fibras, formando um filme muito mais
homogêneo. “Com isso, conseguimos resultados melhores em maciez e
hidrofilidade, proporcionando mais conforto aos usuários, embora a
quantidade de silicone aplicada seja menor”, informou. A Bluestar também
desenvolveu as emulsões Nano-Eco, com matérias-primas não agressivas ao
ambiente e não irritantes ao homem.
M.
Fairbanks
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