Nos próximos cinco anos, pelo menos duplicar a operação que mantém no Brasil. O objetivo nada modesto é de John Berra, presidente mundial da Emerson Process Management, braço de negócios responsável pelo desenvolvimento de soluções completas de automação e controle de processos industriais da multinacional norte-americana Emerson. O dirigente veio ao Brasil durante a primeira quinzena de janeiro para conhecer maiores detalhes sobre o mercado nacional e se impressionou com o que viu. As perspectivas de negócios superaram muito a expectativa que ele tinha antes da viagem.
Berra considerou excelente o desempenho mundial da empresa durante o ano de 2007. A Emerson Process Management apresentou aumento de 17% nas vendas, atingindo um faturamento de US$ 5,7 bilhões. De acordo com Berra, o bom momento se deve principalmente aos negócios fechados fora do mercado norte-americano, onde o crescimento apresentou índices mais modestos. O executivo não revelou qual foi o faturamento ocorrido no Brasil.

Em termos de novidades, a empresa aposta no avanço da procura pela tecnologia Smart Wireless, que pode ser aplicada nas áreas de produção, fabricação e distribuição dos mais variados segmentos industriais. Por meio da nova tecnologia, os equipamentos de campo se comunicam sem fios com os sistemas de controle. Ela permite o envio de dados de processo e de informações sobre a saúde dos equipamentos de campo. É recomendada, em especial, em instalações remotas, onde a interligação entre o ponto de medição e o sistema de controle seja impraticável. No Brasil, a procura por equipamentos wireless ainda é reduzida. “Acreditamos que inicialmente ela possa chegar a de 2% a 3% de nosso faturamento”, revela Pedro D’Ascola, diretor-presidente da planta nacional da Emerson Process Management. A tecnologia pode ser aplicada em projetos novos ou nos de expansão de plantas já existentes. A comunicação, nos casos de plantas distribuídas pelo país, é feita via tecnologia GSM. Em plantas internas, são montadas redes com dispositivos instalados que permitem o envio de informações mesmo em casos onde existam barreiras formadas por paredes ou outros tipos de obstáculos. Podem ser criadas redes com de cinco a cem mil dispositivos.
José Paulo Sant’Anna