A relação de preços é amplamente vantajosa para os antiespumantes à base de óleo mineral ou vegetal; dependendo do fornecedor, eles chegam a custar entre R$ 2,00 e R$ 5,00 o quilo, enquanto os aditivos à base de silicone variam de R$ 15,00 a R$ 20,00. Em compensação, a dosagem exigida dos aditivos com silicone é entre 10% e 20% menor. A aplicação dos antiespumantes com óleo mineral e vegetal é limitada, pois eles atenuam o brilho da tinta, sendo indicada, portanto, para o mercado de tintas decorativas foscas. Já os aditivos com silicone possuem uma ação mais rápida e podem contribuir para melhorar o nivelamento do filme e manter suas características depois de curado. Antiespumantes e desaerantes possuem funções distintas. Os primeiros aceleram a quebra das chamadas macrobolhas, que se encontram na superfície da tinta. Já os desaerantes têm a função de combater as microbolhas, que estão incorporadas no corpo da tinta, o aditivo age envolvendo e juntando as pequenas bolhas, formando uma bolha maior que vai mais rapidamente para a superfície da tinta e estoura. Os desaerantes são consumidos principalmente pelas indústrias de tintas industriais e automotivas. Na formulação de tintas, utiliza-se surfactantes, também conhecidos como tensoativos, para diminuir a tensão artificial entre os ingredientes com diferentes polaridades. Toda tinta usa surfactantes, mas o consumo é maior nas tintas à base de água. Os surfactantes, porém, apresentam como efeito colateral uma tendência de formação de espumas. A presença de espuma durante a fabricação da tinta, especialmente na dispersão e moagem, reduz a eficiência do processo. A espuma também é um entrave ao envase, devido ao volume. Já na aplicação, a presença de bolhas na tinta tem o poder de comprometer o resultado final, gerando irregularidade no filme aplicado, como a presença de crateras, um efeito popularmente conhecido como olho-de-peixe.
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