“A preservação ambiental atrelada a um programa de gestão socialmente responsável são duas variáveis que, inter-relacionadas no mesmo peso e medida com as metas de lucro, podem aumentar consideravelmente as expectativas de desempenho e sobrevivência da empresa”, explicou a assessora da Associquim.

A aplicação desses princípios da empresa sustentável e socialmente responsável em seu planejamento executivo, afinal, resultam em benefícios como a valorização de sua imagem institucional e marca – reforços que contribuem decisivamente para a estabilidade da empresa, assegurando a sua longevidade.

Medrano: Prodir se equiparou aos padrões internacionais

Revolução cultural química - Na realidade, o Prodir se transformou em um dos componentes da verdadeira revolução cultural na cadeia produtiva do parque químico industrial brasileiro, deflagrada nos últimos anos por uma série de acontecimentos. Dos avanços tecnológicos que trouxeram a alta velocidade do fluxo de informações aos processos produtivos automatizados e padronizados, essas transformações configuraram os novos instrumentos e ferramentas dessa revolução.

O impacto tecnológico associado ao esvaziamento do Estado, à desregulamentação e privatização das atividades públicas resultaram na concessão de mais poder para a empresa privada no que ela gera e no que lhe é destinado. Na mesma proporção desse aumento de poder, a empresa teve de assumir outras responsabilidades, estendendo suas preocupações para outras necessidades, quando decide aplicar normas e modelos sociais de gerenciamento estratégico.

Nesse contexto, o diretor de qualidade da Makeni Chemicals, Sérgio Tellini, diz que a empresa – há 26 anos ofertando serviços de armazenamento, transporte e logística de produtos químicos – foi uma das primeiras a obter certificação do Prodir. “Esse processo acrescentou diferenciais e vantagens mercadológicas antes impensáveis em nossos serviços. Depois da implementação do Prodir registramos um aumento de segurança nas operações, mais garantia para o produtor e aumento da confiança do cliente, além de melhores condições de negociações com fornecedores”, disse Tellini.

“A preservação ambiental atrelada a um programa de gestão socialmente responsável são duas variáveis que, inter-relacionadas no mesmo peso e medida com as metas de lucro, podem aumentar consideravelmente as expectativas de desempenho e sobrevivência da empresa”, explicou a assessora da Associquim.

Glória: associados foram convencidos pelo lucro

Para atingir esses dividendos, que significam qualidade final, foram necessários aproximadamente cinco anos de esforço constante, com a aplicação de 13.505 horas de treinamento do pessoal, em conformidade com os códigos e práticas do programa, tais como gerenciamento de risco, atendimento a legislações e normas, sistemática de seleção de transportadores, manuseio e armazenagem, gerenciamento de resíduos, atendimento de emergências, gerenciamento do produto e integração com a comunidade.

Na área logística, a qualificação e o monitoramento da frota a serviço da Makeni proporcionaram a redução a zero (0,69%) de todas as não-conformidades encontradas; e a zero absoluto o número de acidentes, devido à aplicação das normas de gerenciamento de risco.

“Antes, a negociação era feita sobre o valor do frete. Agora, são colocadas na mesa as condições de qualidade do transporte”, disse o diretor de qualidade da Makeni.

 


Tellini
: visão social levou a apoiar comunidade com revitalização da favela

“Mais do que uma mudança de procedimentos pode-se afirmar que o Prodir induz também a uma alteração da própria mentalidade empresarial no setor, ampliando a visão do negócio com atenção específica para todos os seus públicos, com benefícios para todos”, constatou o diretor da empresa.

Tellini conta que aprendeu com o Prodir a responsabilidade social, que na visão do empresário deve implicar observação do princípio ético de acordo com um modelo gerencial, considerando as diferentes necessidades e opiniões dos públicos diretamente envolvidos ou na esfera de influência da empresa, desde funcionários e fornecedores até instituições governamentais, acionistas e a comunidade.

Esse conceito fundamentou a relação que a Makeni conseguiu estabelecer com os moradores sob a sua área de influência. Tudo começou porque um dos diretores da empresa, Ricardo Medrano, sentia-se incomodado com o lixo acumulado em pilhas de até três ou quatro metros na avenida Juscelino Kubitscheck, em Diadema-SP, onde funciona a empresa.  Medrano e empresários vizinhos decidiram agir em conjunto com o poder público municipal para encaminhar uma solução para o problema.

Dessa intervenção, surgiu a idéia de um programa de revitalização da avenida, apoiado por ações de inclusão social dos 30 mil moradores da antiga Favela da Coca, em frente às instalações da Makeni. Nasceu assim o Projeto Vida Limpa. Fixadas as prioridades, formalizou-se um protocolo de intenções em que os empresários se comprometeram a bancar os custos do projeto, enquanto a Prefeitura se encarregava da operação executiva e a população local se responsabilizava pela manutenção do trabalho iniciado.

 


Silva: Gafor apóia projeto de reflorestamento no Pico do Jaraguá

Resultado: o projeto alterou a face do lugar.  A favela foi urbanizada e transformou-se no bairro Vila Nova Conquista, com os barracos de madeira transformados em casas de alvenaria, as vielas em ruas calçadas com iluminação pública, saneamento básico, educação e atendimento de saúde para os moradores do local. “Lançamos um trabalho de coleta seletiva e reciclagem de resíduos, projetos de capacitação de mão-de-obra, campanhas de educação ambiental. Essas ações tiveram reflexo sobre a incidência de violência, que diminuiu a olhos vistos”, avalia o diretor da Makeni.

Inclusão ambiental e digital – Com sua base principal de operações instalada na estrada turística que contorna o sopé do Pico do Jaraguá, o Grupo Gafor especializou-se em transporte e logística. Por isso, quando a empresa se comprometeu em participar da capacitação para o Prodir, foi relativamente evidente decidir que sua contribuição para melhorar a qualidade de vida da comunidade local teria como alvo as questões ambientais.

O gerente Luiz Carlos Silva disse que, além de sustentar o manejo da floresta que circunda imediatamente as instalações da Gafor, a empresa também oferece aos domingos um serviço de educação ambiental para os visitantes do Pico do Jaraguá. 

“Estimulamos a coleta seletiva de lixo dos moradores da região. Também procuramos, dentro do possível, o controle da emissão de outros resíduos, para minimizar os impactos ambientais nessa área de preservação.” Projeto que exemplifica a mudança de comportamento proporcionada pelo Prodir entre os distribuidores.

 

 
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