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O abastecimento de água para a central ampliada foi assegurado com um contrato de suprimento firmado com a Sabesp para água de reúso, produzida em estação de tratamento de esgotos. Ainda está sendo construída a adutora de grande diâmetro que trará o insumo, bem como a estação de tratamento inicial. O ponto mais crítico do processo é o resfriamento rápido dos gases de saída dos fornos de olefinas, feito por um quencher de grandes dimensões. Esse dispositivo exige água desmineralizada para evitar incrustações. Durante a ampliação, será construída uma nova unidade de osmose reversa, substituindo com sobra a linha existente, complementada por leitos de troca iônica.
Negociação possível – Acionista da PqU, com direito a assento no conselho de administração, o grupo Unigel concentra seus esforços nos negócios da linha metacrílica, com produção na Bahia e no México. “Aceitaríamos negociar nossa participação na central em troca de um contrato de suprimento de benzeno e eteno por longo prazo e preços satisfatórios para a CBE”, afirmou Marc Slezynger, vice-presidente do grupo. A Companhia Brasileira de Estireno (CBE) está expandindo sua produção de monômero de estireno para 180 mil t/ano em 2009, com aporte de US$ 70 milhões a US$ 80 milhões, custeados por recursos próprios. No futuro, quando assegurar suprimento de benzeno (grande parte vem de outros pólos) e eteno, a fábrica de Cubatão-SP poderá chegar a 240 mil t/ano. Na avaliação de Slezynger, há espaço para mais monômero no Brasil, principalmente pelo fato de a Dow ter colocado em hibernação sua unidade de Camaçari (a antiga EDN). Atualmente, o maior cliente da CBE é a Basf, mas a ampliação abrirá caminho para fornecer para outros consumidores, entre eles a própria Dow, que tem polimerização no Guarujá-SP. “Faz sentido integrar a CBE à nova companhia do Sudeste, porque ela absorve o benzeno e agrega valor a ele”, disse o empresário. Ele mesmo confirmou as declarações da Petroquisa de que não há negociações em curso com minoritários da PqU, pelo menos por enquanto. Slezynger também atesta que o movimento de concentração de negócios da petroquímica nacional era esperado pelo mercado. “Só não imaginávamos que isso tudo acontecesse tão depressa”, disse. Para o grupo Unigel, a produção de estireno não é coerente com o seu negócio principal. “Concentramos nossos esforços nos acrílicos, que são menos commoditizados”, explicou. O plano de negócios do grupo tem por meta assumir o papel de player global nesse segmento, do qual é o supridor da cadeia no Brasil. A companhia ingressou no mercado mexicano em 2006, por meio da compra da fabricante de chapas acrílicas Plexiglas, com acesso ao mercado dos EUA. Em agosto, firmou acordo com a estatal do petróleo daquele país, a Pemex, para dominar a cadeia produtiva completa. A Pemex voltará a produzir acrilonitrila no Complexo Petroquímico de Morelos para suprir as unidades a jusante, adquiridas pela Unigel por US$ 30 milhões, compreendendo acetona cianidrina, metilmetacrilato e ácido sulfúrico. Isso permitirá atender à produção de chapas e também ao mercado de fertilizantes agrícolas.
Ele explicou que a acetona cianidrina é fabricada para absorver o ácido cianídrico resultante do processamento da acrilonitrila. “É uma forma menos tóxica para lidar com ele”, afirmou. A sua produção de sulfato de amônia crescerá das atuais 130 mil t/ano para 500 mil t/ano com a operação mexicana.
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