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A Apolo, empresa ligada ao grupo Peixoto de Castro, com unidades no Rio de
Janeiro e Lorena, no interior paulista, concretizou, no final de 2006, uma
joint venture com a norte-americana Lone Star Steel. A Apolo, pioneira no
Brasil na produção de tubos soldados por resistência elétrica (ERW), atua
nos segmentos de tubos galvanizados para construção civil, indústria
moveleira e automobilística, tubos para instalações elétricas, para os
mercados de óleo e gás e para a indústria naval. As duas empresas, segundo
comunicado ao mercado, possuem linhas complementares de produtos. Além
disso, a associação possibilitou à Lone Star a conquista de uma posição no
aquecido mercado sul-americano de tubos para energia. Já a Apolo passou a
ter na Lone Star uma representante para seus tubos na América do Norte.
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A
catarinense Tuper, uma das principais fabricantes nacionais de tubos
de aço carbono com costura, efetua uma mudança de posicionamento
estratégico. Roberto Kallaur, diretor-comercial e de operações, relata
que a direção da Tuper, ao analisar as tendências do mercado de tubos,
constatou que o segmento onde a empresa atuava, de tubos “comoditizados”,
ou seja, de baixo nível de diferenciação, tende a ser dominado por
empresas ligadas a grandes conglomerados siderúrgicos multinacionais,
estreitando o mercado para fabricantes regionais.
A Tuper optou por enfocar produtos com maior valor agregado, atendendo
os clientes que exigem maior especificação técnica. Para isso, a
empresa iniciou um plano de investimentos de R$ 60 milhões entre 2006
e 2007 que envolveu a construção de uma nova unidade fabril. A
capacidade de produção de tubos, que era de 4,5 mil toneladas/mês em
2006, passou para 9 mil toneladas/mês neste ano e deve alcançar 13 mil
toneladas/mês em 2008. Com a nova fábrica, a Tuper agregou processos
como tratamento térmico e químico e trefilação, passando a atuar em
novos segmentos, como o de peças e componentes, tubos rosqueados e
cortados de |
Divulgação |
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Kallaur obtém
melhores resultados nos especiais |
acordo com a
especificação dos clientes. Neste passo, foi decisivo para a empresa o apoio
estratégico da alemã Eberspächer, empresa com a qual a Tuper possuiu uma
joint venture.
O novo posicionamento possibilitou à Tuper concentrar-se em mercados
dinâmicos, que exigem qualidade, mas pagam por isso, como as indústrias
automotiva, sucroalcooleira e agropecuária. Os resultados já começaram a
aparecer. O faturamento da empresa, que foi de R$ 295 milhões em 2006, deve
alcançar R$ 500 milhões neste ano. “Nossa previsão é de chegar a um
faturamento na casa de R$ 1 bilhão em três anos”, diz Kallaur. Segundo o
executivo, uma parcela deste faturamento deverá vir do mercado exterior. Em
sua avaliação, com a valorização do real, as exportações de tubos
“comoditizados” estão prejudicadas. “Mas há viabilidade para a venda de
tubos de alto valor agregado e é assim que estamos nos apresentando no
exterior”, diz Kallaur.
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Outra
empresa que está aperfeiçoando sua estratégia de negócios é a gaúcha
Zamprogna, uma das principais fabricantes brasileiras de tubos de aço
de até oito polegadas, peças sob medida, chapas e perfis em aço
carbono e inoxidável, com fábricas de tubos em Porto Alegre-RS e Campo
Limpo Paulista-SP. Em maio, a empresa foi adquirida pelo fundo de
investimentos NSG Capital Administração de Recursos. Em setembro, os
novos controladores anunciaram que planejam investir R$ 300 milhões
nos próximos dois anos para dobrar a capacidade de produção das atuais
30 mil toneladas por mês para 60 mil toneladas mensais.
Segundo o presidente da Zamprogna, Luiz Eduardo Franco de Abreu, a
empresa “ainda está analisando com seus clientes a melhor forma de
alocar esses recursos de modo que nossos investimentos aumentem sua
competitividade e suas vendas”. O executivo relata ainda que a NSG,
que fez seu primeiro negócio no setor de tubos com a aquisição da
Zamprogna, “está a conversar com outras empresas do setor sobre
sinergias decorrentes de fusões e aquisições”.
Segundo Franco de Abreu, a participação da Zamprogna no mercado de
tubos teve um crescimento, até outubro, de aproximadamente 22% em
relação ao mesmo período de 2006. “Os mercados que estão em plena
atividade são os ligados aos |
Divulgação |
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Abreu:
Zamprogna investe para duplicar sua capacidade |
sucroalcooleiro, automotivo e de transporte rodoviário. O setor de
implementos agrícolas está reagindo favoravelmente. Entretanto, longe ainda
de atingir os índices de 2004”, informa o executivo. Em 2006, a Zamprogna,
que também opera uma distribuidora e uma unidade de serviços de
processamento de aços planos em Guarulhos-SP, faturou R$ 730 milhões e a
projeção para 2007 é de um faturamento de R$ 950 milhões. “O que significará
um crescimento de 30%”, diz Franco de Abreu.
Tubos inoxidáveis - De acordo com o Núcleo Inox, em 2006 foram
comercializadas no País 30 mil toneladas de tubos inox com costura e algo
entre 2 e 3 mil toneladas de tubos inox sem costura. Segundo o
diretor-executivo do instituto, Arturo Chao Maceiras, o consumo aparente de
aço inox no País, de 270 mil toneladas em 2006, deve crescer por volta de
15% neste ano. Ritmo que, em sua avaliação, deve ser acompanhado no segmento
de tubos.
O inox, informa Maceiras, tem um custo inicial entre duas e três vezes maior
que o aço carbono. “Mas, mesmo assim, para várias aplicações, apresenta uma
relação custo/benefício vantajosa.” A principal vantagem do material, como é
de domínio geral, é sua maior resistência à corrosão. Esta vantagem permite,
primeiro, a produção de tubos com paredes mais finas e, portanto, mais
leves, reduzindo o consumo de aço e facilitando sua manipulação. Como é mais
resistente, o inox exige menor esforço de manutenção e aumenta a longevidade
da tubulação.
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