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TRATAMENTO
DE ÁGUA
Essa lembrança do dióxido de cloro, que ficou muito veiculada à imagem da
Clariant, ainda nova no mercado de tratamento de águas e cujo carro-chefe no
início da atuação foi o oxidante, serve também para o gerente para América
Latina, Carlos Eduardo Kurlbaum, rebater críticas de concorrentes ao
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produto.
Isso porque foi aventado no começo da divulgação do dióxido de cloro
para tratamento de água de resfriamento que o desinfetante não seria
efetivo para combater as bactérias sésseis, as responsáveis pela
formação dos biofilmes, grande motivador dos depósitos. Tudo em
virtude da sua ação oxidante muito rápida, que seria eficaz apenas
contra as bactérias sobrenadantes na água (planctônicas). Pois
Kurlbaum retruca: “Há estudos científicos, e a experiência com nossos
clientes diz o mesmo, ou seja, ele é até mais efetivo para combater o
biofilme do que o cloro.” Um dos estudos, de pesquisadores da
Universidade de Indiana, Estados Unidos, e da Universidade de Toronto,
do Canadá, fez uma análise comparativa do dióxido de cloro com o cloro
livre e as cloroaminas na remoção de biofilme de sistemas de
distribuição de água potável. A pesquisa, feita em condições simuladas
em reatores, concluiu que o dióxido contava com a maior capacidade de
remoção da concentração de bactérias responsáveis pela formação de
biofilme. |
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Kurlbaum: dióxido de cloro é sim efetivo contra biofilmes |
Adaptação – A demanda para aumentar as campanhas das torres com novas
tecnologias, em ritmo cada vez mais acelerado, apressa a nacionalização de
sistemas estrangeiros ainda em fase inicial de lançamento global. Um exemplo
disso ocorreu com a Nalco, que em outubro de 2004 introduziu no Brasil o
programa 3D Trasar (ver QD-431, pág.14, de outubro de 2004) ,
apenas alguns meses depois de o ter introduzido nos Estados Unidos, país de
origem da empresa.
O programa se baseia em um pacote de tecnologias químicas para combater
corrosão, incrustação e microbiologia, conjugado com o controle e o
monitoramento on-line desses três parâmetros por meio de um controlador
especial, o 3DT-5000. Este sistema lê a tinta do traçante fluorescente (da
patente Trasar, da Nalco) aderida às moléculas dos dispersantes acrílicos,
dos inibidores de corrosão e de um aditivo fluorescente chamado
“bioreporter”, responsável pelo controle da ação microbiológica dos
biocidas. O grande trunfo do sistema, voltado para operações críticas e
lançado nos Estados Unidos em maio de 2004, é permitir a dosagem apenas
necessária dos produtos de controle, visto que a tecnologia por leitura dos
traçantes fluorescentes permite a detecção on-line do consumo dos insumos
necessários para manter os parâmetros sob controle. A Nalco costuma afirmar
até que o programa opera sem “gorduras” de produtos, o que no custo final do
tratamento resulta em economia de consumo de insumos químicos (ver QD-449,
pág.16. maio de 2006).
Embora já esteja instalado em 31 clientes no Brasil, a rapidez na
nacionalização do produto não foi tão fácil, conforme explicou o gerente de
marketing para América Latina, Luis Cuetos. Em um de seus primeiros
contratos em cliente petroquímico de grande porte, na Innova Petroquímica,
produtora de estireno e poliestireno em Triunfo-RS (QD-449),
um erro na concepção técnica do tratamento não municiou de dados suficientes
a operação do 3D Trasar que controlava o parâmetro microbiológico. O
resultado foi a dosagem automatizada de cloro não se mostrar suficiente para
atender o longo tempo de residência do resfriamento dessa petroquímica de
grande porte (255 mil t/ano de estireno, 135 mil t/a de poliestireno, 190
mil t/a de etilbenzeno), desprotegendo a operação. Por não deixar residual
do cloro suficiente, houve pane no controle dos microrganismos ao longo do
processo, que passaram a atacar o sistema.
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Mesmo que o
descuido técnico tenha valido o rompimento do contrato com a Innova, a
experiência, revela Cuetos, é encarada como aprendizado pela filial
brasileira da Nalco. “A ferramenta da automação do programa é
excelente, e tem sido aprovada em várias contas no Brasil e no mundo,
mas dela depende também o acompanhamento técnico e a observação de
todas as variáveis do tratamento, os quais só podem ser feitos pelos
profissionais”, diz. Depois de nova concorrência em 2007, a GE passou
a ser a responsável pelo tratamento.
A Nalco opera o 3D Trasar em outras unidades petroquímicas, entre elas
a Ipiranga Petroquímica, vizinha à Innova em Triunfo-RS, e na central
de matérias-primas do pólo de Camaçari-BA (Cemap-Braskem), considerada
a maior conta petroquímica do País. “E as operações estão dentro das
expectativas de reduzir consumo de insumos químicos e aumentar os
ciclos de concentração das torres”, diz . Ainda |
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Cuetos: erros no tratamento servem como aprendizado |
segundo afirma
Luis Cuetos, a empresa já conseguiu vender na América Latina mais de 200
controladores 3DT-5000 e, mundialmente, a conta passa dos mil.
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