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atualidades
ENGENHARIA
Sai a versão 2008 de programa de
CAD em 3DJá
está no mercado a versão 2008 do software SolidWorks, líder dos programas de
CAD (computer aided design, ou desenho auxiliado por computador) 3D.
Disponível em treze línguas, incluindo o português, a ferramenta recebeu
mais de 250 modificações focadas em três temas principais: a concentração do
usuário no projeto, e não na ferramenta CAD; a reutilização de projetos
existentes com economia de tempo; e o aprimoramento do projeto.
Segundo o gerente-técnico da SolidWorks Corporation no Brasil, Timóteo
Müller, a versão 2008 oferece um grupo de recursos criado para minimizar o
tempo que o usuário gasta para aprender a utilizar o programa. “Em muitas
indústrias pequenas, o projetista se divide em diferentes funções e há pouco
tempo disponível para estar com a ferramenta”, afirma Müller. Nesse grupo de
novidades estão a interface redesenhada, para diminuir o acesso a menus e
comandos, e um novo mecanismo de renderização real do objeto, que gera
modelos muito mais realistas. Em qualquer instante, estão disponíveis ao
usuário recursos gráficos na forma de menus suspensos na tela, disponíveis
ao clique do mouse em áreas diferentes do projeto. Há mais espaço para o
trabalho do usuário na área gráfica da tela e as guias de seleção podem ser
customizadas para exibir os comandos mais utilizados. Os cenários de
apresentação de produto também ganharam novas opções, mais realistas.
A versão 2008 mantém a ênfase dada em 2007 à tecnologia de recursos
inteligentes SWIFT (SolidWorks Intelligent Feature Technology), cujo
objetivo é transferir do usuário para o programa a execução manual de
procedimentos. Ela é a base de quatro novas funções. O Instant3D, uma das
grandes novidades do lançamento, permite a modificação de dimensões do
projeto na tela em tempo real, de modo muito mais intuitivo, apenas clicando
e arrastando, além de possibilitar a utilização de planos para realizar
alterações em tempo real. O mecanismo de busca por palavras-chave em
projetos existentes foi modificado, e agora ele “disseca” o resultado da
pesquisa, mostrando as partes individuais (como um determinado recorte)
procuradas. Outro novo recurso baseado na tecnologia SWIFT é o FilletXpert,
que seleciona automaticamente arestas ou partes da peça onde é possível
realizar arredondamentos. Para quem trabalha com grandes conjuntos, foi
criada a ferramenta AssemblyXpert, responsável por ajudar na manipulação de
projetos com muitas partes, e o SketchXpert, uma função antiga, mas
melhorada, aponta erros (por exemplo, em restrição de movimentos) e
possíveis soluções.
O mercado, segundo Müller, usa cada vez menos desenhos técnicos na forma de
vistas de cortes e prefere os modelos tridimensionais. Para isso, é
necessário que todas as informações para a manufatura estejam disponíveis no
ambiente 3D, e há demanda por funcionalidades que permitam o gerenciamento
de grandes conjuntos. Na versão 2008 do SolidWorks, há a opção de abertura
automática e rápida de grandes conjuntos. É possível selecionar apenas
partes dos conjuntos e modificá-las mantendo as relações de posicionamento
com outros componentes. A lista de materiais contendo partes necessárias à
manufatura de peças dos projetos, como parafusos, foi ampliada. Além disso,
na versão 2008 é possível definir atributos específicos na lista, de modo
que as informações sejam refletidas na peça original.
No tema reutilizando projetos para economizar tempo, o software é apto à
reutilização de dados legados ou dados já gerados em SolidWorks. A
biblioteca 3DContentCentral foi remodelada, tornando mais intuitiva a
localização de componentes padrão, como motores e atuadores, e viabilizando
a modificação de configurações do componente diretamente na área gráfica.
Outra novidade é o DWGnavigator, que gerencia a informação 2D e fornece um
feedback de referências externas, revelando as mudanças que ocorrem no
projeto quando é alterado o arquivo 2D. Essas e outras mudanças oferecem à
versão 2008 a capacidade de alterar projetos criados em outras plataformas,
permitindo sua modificação e o reaproveitamento da informação em tempo real.
Para a indústria de máquinas, ou empresas que trabalham com repetitividade
da informação, há o recurso DriveWorksXpress, responsável por padronizar
arquivos de montagem e automatizar a criação de peças, montagens e desenhos
com maior facilidade que outros softwares. A mudança de componentes desses
padrões é feita pelo usuário, e as alterações resultantes nas peças e em
suas dimensões são calculadas automaticamente pelo novo SolidWorks.
O terceiro foco de melhoria do programa foi o aprimoramento de projeto em
aspectos relacionados à análise mecânica, de movimento, e de fluxo interno
de fluidos. Uma das grandes novidades é a junção da inteligência da empresa
em simulação em um mesmo ambiente, tornando muito fácil para o usuário
controlar as simulações à disposição.
Um dos recursos novos, o DFMXpress, atende ao aprimoramento no quesito
viabilidade de manufatura. O recurso pode realizar análises segundo regras
predefinidas, mostrando quais áreas do projeto serão caras ou impossíveis de
serem usinadas, como cantos vivos. Outra ferramenta, o TolAnalyst, computa
tolerâncias individuais de peças que contribuirão para dimensões em que há
tolerâncias mais severas. É possível descobrir quem é mais determinante para
o resultado final, ou qual a melhor configuração. As empresas que carecem de
precisão em algum tipo de ajuste, como produtoras de artigos para consumo ou
produtoras de máquinas, podem se beneficiar desse dispositivo. Müller ainda
destaca o Design Insight, um esquema de plotagem novo que exibe em azul
áreas mais importantes do modelo, sujeitas a maiores solicitações mecânicas.
A empresa percebeu que muitas vezes os usuários possuíam análises mecânicas
onde era difícil atentar para áreas das peças em que se poderia reduzir o
uso de matéria-prima, com o objetivo de redução de custos. Com o novo
esquema, são realçadas as partes sensíveis, ficando bastante óbvios os
locais onde há potencial de redução.
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Pirataria – Apesar do crescimento de 60% das vendas na América
Latina em 2006, e da queda significativa do preço do software no
Brasil, pela desvalorização do dólar, o comércio ilegal de programas
ainda é uma grande dor de cabeça para a SolidWorks. Dados do IVC,
apresentados pelo gerente da empresa no Brasil, Oscar Siqueira,
mostram um cenário alarmante: 60% de todos os programas
comercializados no País são piratas; em CAD mecânico, o patamar é de
76%; no CAD 2D, as licenças piratas somam 83% do total, e no 3D, 55%.
Mesmo assim, Siqueira diz que o crescimento na América Latina em 2006
chegou a 60% – muito superior ao normal de outros mercados, e sobre
uma base que ele reputa como grande. |
Cuca Jorge |
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Siqueira: vendas crescem, mas pirataria de software também |
Por trás da ampliação das
vendas, o gerente destaca a facilidade de uso do programa e, principalmente,
o poder das revendas da SolidWorks, que recebem treinamento tanto técnico
quanto em gestão. “O reconhecimento da marca é muito maior no Brasil do que
era há dois anos”, comemora Siqueira.
Márcio
Azevedo
SUPRIMENTOS
50 anos de comércio de materiais
de manutenção
Locais onde se pode
comprar de uma minúscula arruela a máquinas injetoras com de 30 toneladas a
1,1 mil toneladas de força de fechamento, além de outros 120 mil itens,
divididos em 23 linhas de produtos. Assim são as lojas da Ferramentas
Gerais, rede de varejo especializada em ofertas de peças para manutenção,
reparo e operações que ocorrem no âmbito da indústria.
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Sérgio
de Faria Bica Júnior, diretor de vendas, lembra que a empresa nasceu
em 1957 como uma modesta loja na cidade de Porto Alegre. A época
coincidiu com o fortalecimento da industrialização brasileira, fato
que contribuiu bastante para o crescimento da rede. Hoje, ela conta
com 14 unidades espalhadas em oito Estados brasileiros, que ocupam uma
área de quase 130 mil metros quadrados, uma central de televendas com
225 posições de atendimento, 30 pontos-de-venda montados dentro de
indústrias e uma infra-estrutura que conta com uma grande equipe
externa de atendimento. Só a loja da cidade de São Paulo, inaugurada
há um ano, conta com um showroom de cinco mil metros quadrados, onde
são exibidos equipamentos de usinagem e injetoras. “Na loja há uma
ponte rolante com capacidade de carga de 20 toneladas”, informa o
diretor.
Um dos mais completos departamentos da empresa é o de plástico, que
oferece injetoras, secadores, misturadores e outros periféricos, além
dos mais variados acessórios. “Só não fornecemos as matérias-primas”,
explica Bica Júnior. |
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A divisão foi criada em
2006 e vem gerando negócios em volume bastante satisfatório e em um ritmo de
crescimento superior aos demais departamentos da rede.
Em relação às injetoras, 99,9% das unidades oferecidas são importadas. A
Ferramentas Gerais prioriza modelos de nichos não abastecidos por máquinas
nacionais. “A empresa dá total suporte aos compradores de máquinas em
relação aos modelos mais adequados para os clientes”, garante. De quebra,
conta com uma rede terceirizada de prestadores de serviços que pode
colaborar com operações como avaliações do local onde a injetora será
instalada, preparação do terreno, entre outras.
Por ocasião do aniversário de 50 anos, a Ferramentas Gerais lança uma edição
modernizada de seu guia, que oferece aos clientes as mais variadas soluções
para a utilização dos itens comercializados. Com mais de 2,2 mil páginas, a
publicação conta com índice remissivo para facilitar as consultas. “Para
fazer o guia, 146 pessoas trabalharam durante um ano e meio”, revela Bica
Júnior. O manual é oferecido de forma gratuita aos clientes da empresa em
troca da edição anterior, que uma vez recolhida é destinada à reciclagem e a
renda vai para as entidades assistenciais.
J. P. S. |
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