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Até o momento, o programa resultou em 538 horas de assessorias, 461 horas de capacitações e tem índice de 92% de satisfação entre os participantes. O investimento total foi de R$ 230,9 mil. Mocellin afirmou que a adoção de indicadores para medir os resultados obtidos pelas empresas constitui o diferencial do programa. “Alinhamos dez indicadores. As empresas participantes tiveram a possibilidade de escolher cinco. Os resultados são avaliados mensalmente”, observou Mocellin.

O gestor do Sebrae para o Projeto Estruturante da Cadeia do Petróleo, Guilherme Menezes, explicou como as micro e pequenas empresas gaúchas passaram a se qualificar depois de uma ampla radiografia para se saber o que cada uma precisaria fazer para melhorar. Na visão de Menezes, gestão de suprimentos resulta em redução de custos, porque o setor petroquímico é demasiadamente concorrido e nunca se pode falar em redução de qualidade e de segurança, apenas em redução de gastos e custos.

Atualmente, o Sebrae busca com as empresas a melhoria da eficiência energética como forma de diminuir as despesas de produção. “Eficiência energética nem sempre é reduzir consumo, mas usar melhor a energia com a modernização das instalações elétricas, regulagem de máquinas e equipamentos e capacitação do operador”, opinou Menezes.

Grupo unido - Dian­te do alto nível de exigência preconizado pela cadeia produtiva do petróleo e gás, as micro e pequenas empresas gaúchas criaram a RS Óleo e Gás, uma associação voltada às negociações em conjunto com os grandes players do setor. As empresas compradoras como a Petrobrás e as petroquímicas locais resolveram se associar em uma cooperativa de compras. Com isso, as fornecedoras também decidiram montar um pool de negociação. Hoje são 42 empresas associadas.

O presidente da entidade, Luciano Weber, adverte que um produto de qualidade já não é mais o único quesito para se tornar um parceiro ou fornecedor. É preciso atender a todas as condições legais relacionadas com dispositivos fiscais como ICMS, IPI, legislação ambiental, Consolidação das Leis do Trabalho, e uma série de informações que acabam gerando dificuldades para as pequenas empresas. “É preciso pagar insalubridade, periculosidade, percentuais por atividade em área de confinamento. Somente depois de preenchidas essas normas é possível sentar para discutir os aspectos técnicos”, avisou Weber.

Fernando C. de Castro

Luciano Weber: setor preenche requisitos

Gilberto Moraes, da Globo Alumínio, especializada em fundição de peças fundidas para equipamentos da indústria petrolífera, em especial sistemas para atracadores de dutos e peças de uma grande válvula por acionamento a distância, salientou que durante o Projeto Estruturante a empresa conquistou a ISO 9001. Por conta disso, consolidou a posição no mercado como empresa com excelência em forja líquida do alumínio, que resulta em peças chanceladas pela Petrobrás graças à alta estabilidade a preços competitivos. Com a Globo Inox, outra ramificação do grupo, ganhou a conta da Copesul.

A coordenadora da Rede Petro-RS, Suzana Sperry, explica que na primeira etapa do projeto estruturante, em 1999, 45 empresas participaram de 14 cursos, por onde passaram 135 pessoas envolvidas em mais de 2 mil horas de treinamento. São empreendimentos dos ramos de manutenção industrial, transporte, metal-mecânica, eletroeletrônicos (motores, circuitos e painéis elétricos), construção e montagem, engenharia, refrigeração, manutenção, projeto e montagem.

Há ainda programas para firmas voltadas à tecnologia da informação, equipamentos de segurança, pintura, automação e controle de processo, serviços gerais, procedimentos comerciais e financeiros entre outros. Um curso específico ensina como preencher os quesitos das licitações do sistema Petrobrás e capacitação para cadastramento na empresa e suas subsidiárias.

A cadeia do petróleo e gás engloba 170 empresas, dez universidades e 90 laboratórios de centros de pesquisa. De acordo com dados tabulados no Sebrae desde a primeira articulação há oito anos, a cadeia produtiva do petróleo e gás gerou 2% ao ano em empregos diretos. Ainda assim, as empresas fornecedoras tiveram um valor adicionado positivo de 37%, e crescimento das vendas líquidas de 34%.

Fernando Cibelli de Castro


MERCOPAR
Feira de subcontratação enfatiza o biodiesel

Na 16ª edição da Mercopar (Feira de Subcontratação e Inovação Industrial), realizada de 23 a 26 de outubro, os visitantes tiveram a oportunidade de conhecer as pesquisas realizadas dentro do chamado Projeto Estruturante de Ciência e Tecnologia do Biodiesel, o óleo combustível derivado de óleos e subprodutos graxos vegetais e animais e que deve ser adicionado ao biodiesel comum na proporção de 2%, por enquanto, e até 5% nos próximos anos. No estande da Fundação de Ciência e Tecnologia do Estado do Rio Grande do Sul (Cientec), localizado junto ao salão de energia, alguns desses estudos eram explicados de maneira didática para facilitar a compreensão do público leigo.

Os visitantes obtiveram por antecipação informações de como irão ocorrer novos estudos comparativos com as diversas composições possíveis de biodiesel, segundo informou a coordenadora industrial do projeto, a engenheira química da Cientec, Iza Northfleet. Segundo ela, técnicos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e do Instituto de Química e Geociências da Universidade Federal de Pelotas também integram o grupo de análise.

As três instituições terão dois anos para apresentar os resultados da pesquisa, cuja verba, de aproximadamente R$ 4,2 milhões, será proveniente da Financiadora de Estudos e Pesquisa do governo federal (Finep). A partida do projeto está prevista para o final de 2007 ou começo de 2008.

 
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