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O colega de Pinheiro no departamento de compras da Clariant, César Schinzari, explicou que o sistema de compras da Clariant para as três unidades no Brasil – Suzano-SP, Rezende-RJ e Novo Hamburgo-RS – é o mesmo. Com isso, as empresas catalogadas no banco de dados de fornecedores se credenciam a vender seus produtos e serviços a qualquer uma dessas plantas industriais.

“Trocar cartão e sair um pouco do escritório é interessante. O contato pessoal é importante”, enfatizou Schinzari. Em sua opinião, uma boa conversa para catalogar fornecedores pode funcionar melhor do que e-mails, telefonemas e pesquisas na internet. Ele adiantou que a Clariant está interessada em adquirir serviços e peças de fundição e logística.

Fernando C. de Castro

Pinheiro (esq.) e Schinzari: contato pessoal é mais eficaz

Por ocasião do projeto comprador da cadeia produtiva do petróleo e gás, as empresas gaúchas tiveram a oportunidade de se apresentar para uma organização interessada em prospectar negócios no exterior. Trata-se da Golden Trade Internacional, com unidades no Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Alagoas. De acordo com o diretor da empresa, Paulo Afonso dos Santos, a Golden tem contrato com a Petrobrás para prospectar fornecedores, mas atua ainda em nome de empresas da Espanha e Argentina.

A principal novidade da Golden Trade é uma parceria com a Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol). Por conta da pacificação política interna daquele país da África, começam a surgir oportunidades de negócios relacionadas com a exploração das jazidas petrolíferas como parte de um amplo programa de expansão econômica patrocinado pelo governo local.

Conforme Afonso, sua empresa consegue vislumbrar onde cada micro ou pequena empresa se encaixa para atender aos níveis de exigência da indústria do petróleo para os sistemas relacionados com o processo, como no caso de uma válvula de pressão para gás natural em plataforma, que deve oferecer níveis de confiabilidade previstos nas normas

Fernando C. de Castro

Santos: trader abre portas no Brasil e no exterior

internacionais, uma vez que o equipamento não pode apresentar vazamentos. Já as torneiras e canos de água para as instalações hidráulicas comuns de uma plataforma, como banheiros e cozinhas, são as convencionais, disponíveis no mercado da construção civil.

Santos assinalou ainda que essa foi sua primeira participação em rodadas de negócios na Região Sul, porém citou eventos semelhantes nos quais esteve na Espanha. Ele gostou da organização do evento gaúcho. “É muito bom saber que no Sul existem empresas chanceladas para promover negócios na área de energia, petróleo e gás”, sublinhou o empresário. Ele descobriu uma empresa com potencial para desenvolver sistemas de combate a incêndio em plantas críticas, os quais são 100% importados.

Desde outubro, a abertura de novas oportunidades de negócios para pequenos empreendimentos fornecerem produtos e serviços na área de petróleo e energia tomou conta da agenda empresarial no Rio Grande do Sul. Em 24 de dezembro, o Seminário Gaúcho de Gestão de Suprimentos, evento paralelo à 16ª edição da Feira de Subcontratação e Inovação Industrial (Mercopar), em Caxias do Sul, reservou espaço para as indústrias químicas e petroquímicas divulgarem suas prioridades.

Na oportunidade, o vice-presidente da Comissão de Suprimentos da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Márcio Hiller, assinalou que coordena um grupo de trabalho formado por 27 empresas, como 3M, Innova – à qual Hiller está ligado como executivo –, Roche, Braskem, Petrobrás, Copesul e Bayer. Ele expôs os propósitos da equipe da Abiquim: “A comissão orienta e subsidia as associadas em relação à gestão de suprimentos e apresenta todas as normas técnicas e legais necessárias pertinentes à indústria química.”

Hiller recordou que a operação do grupo de suprimentos da Abiquim foi desencadeada em 1983, com base em um trabalho elaborado por gerentes do Pólo de Capuava, em São Paulo. Em 1999, o grupo foi integrado à Abiquim na condição de comissão interna da entidade. “Nosso negócio é potencialmente perigoso. Um acidente que cause danos ao meio ambiente pode arruinar todo o trabalho que tivemos para construir nossa credibilidade”, emendou o gestor da área de suprimentos da Copesul, Jader Weber Brum.

Fernando C. de Castro

Hiller: setor químico exige segurança

O gerente de suprimentos do grupo Gerdau, Mauro Mocellin, apresentou as ações e os resultados do programa de desenvolvimento de fornecedores do grupo siderúrgico. O programa é impulsionado em parceria com o Sebrae/RS. Iniciado em outubro do ano passado, o projeto envolve hoje 38 micro e pequenos empreendimentos. Em 2008 e 2009, o projeto entra em uma nova etapa com a participação dos estabelecimentos com melhor atuação na primeira fase e com o ingresso de outras 20 empresas na ação.

 
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