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ABRAFATI 2007
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Desafios a
enfrentar – A indústria de tintas conseguiu avanços notáveis em
qualidade e eficiência, mas não está isenta de novas e rigorosas exigências.
A principal delas é trazer novidades ao mercado, sem aumentar custos.
“Oferecer qualidade e inovação sem elevar preços é uma tarefa que só será
cumprida com o auxílio de toda a cadeia produtiva setorial”, disse Donnelly,
atestando que os preços dos produtos finais têm caído consistentemente ao
longo dos anos.
Ao mesmo tempo, ele comentou que a elevação dos custos de matérias-primas e
energia pressiona as margens de lucro de forma assustadora. Aos fabricantes
de tintas só resta apostar na criatividade dos formuladores e engenheiros
para adaptar ingredientes e processos às novas condições.
Outro desafio consiste na convivência com índices de crescimento díspares
entre segmentos de mercado e entre regiões geográficas. Isso requer maior
conhecimento das exigências e características de cada mercado para oferecer
os produtos mais adequados a cada situação.
Como se não bastassem esses problemas, as pressões ambientalistas
recrudescem, com reflexos nas normas oficiais, exigindo acompanhamento e
adaptação. A indústria responde com a redução de uso de metais pesados e de
materiais orgânicos voláteis, com o aumento da eficiência nas linhas de
produção, reduzindo perdas, e com o melhor gerenciamento e manipulação de
materiais potencialmente perigosos. Inovações, como as tintas em pó curáveis
por UV, são bem-vindas.
Fusões e aquisições – Também as constantes fusões e aquisições
constituem um desafio para o setor de tintas pela modificação dos padrões de
escala e competitividade entre companhias. Recentemente, a holandesa Akzo
comprou os negócios de tintas da inglesa ICI, formando o maior conglomerado
mundial do setor, com vendas somadas de US$ 12,8 bilhões em 2006 (pro
forma). Algumas operações da ICI devem ser desmembradas por constituírem
redundância com linhas da compradora. A expectativa do mercado é da absorção
dessas linhas pela também gigante Henkel, a segunda maior companhia do ramo,
com vendas de US$ 6,3 bilhões no mesmo ano.
“Creio que os movimentos de fusões e aquisições não terminaram e o quadro
final tende a ser formado por menos e maiores companhias”, ponderou Donnelly.
É natural que os pequenos fabricantes se dediquem a nichos especializados de
mercado ou a regiões geográficas restritas, nas quais tenham alguma vantagem
de mercado. Os médios tendem a sofrer mais com a concorrência com os
gigantes. “Os médios produtores devem procurar oportunidades para se manter
competitivos, talvez promovendo fusões e aquisições entre si e ganhar
escala”, comentou.
O movimento de concentração de negócios também abre oportunidades de
negócios. Geralmente ocorrem cortes de pessoal pela eliminação de
redundâncias e isso permite disseminar conhecimento técnico e comercial pelo
mercado. “Quanto mais uma empresa cresce, mais ela precisa se concentrar em
atividades rentáveis de alta escala, deixando de atuar em campos menos
atraentes que ficam disponíveis para outros players”, afirmou.
A despeito das dificuldades, Donnelly afirma que a indústria não deve
desistir nunca. “Trata-se de uma indústria legal! Está em todos os lugares,
gera sensações para as pessoas e precisa ser promovida em todo o mundo”,
enfatizou. As dificuldades devem ser encaradas com determinação, seguindo
doze recomendações essenciais, as Donnelly Dozen, listadas no quadro desta
página.
Ele concluiu sua palestra com um desafio: “Imagine como seria o mundo sem
tintas”, propôs, antes de resumir sua visão para o futuro do setor –
“picture it painted (imagine-o pintado)!”
Feira mostra alta
tecnologia, mas se adapta ao custo local
Matérias-primas
para fabricar tintas à luz de novos conceitos e tecnologias, algumas já
consagradas no Primeiro Mundo, outras inéditas até então, sobressaíram entre
as novidades apresentadas na 10ª. Exposição Internacional de Fornecedores
para Tintas, a maior do gênero em toda a América Latina. Os mais de 150
expositores também se preocuparam em oferecer insumos e serviços mais
compatíveis e acessíveis ao poder de compra local.
Apesar do consumo de emulsões 100% acrílicas ainda ter pouca
representatividade na fabricação de tintas no mercado brasileiro, grandes
produtores têm se empenhado para aumentar a oferta e, com isso, estimular o
consumo, enxergando com otimismo as possibilidades de crescimento nesse
setor. Embora as comparações sejam inevitáveis, as realidades econômicas
devem ser encaradas como bem distintas. Nos Estados Unidos e Europa, as
emulsões totalmente acrílicas respondem por mais de 50% do consumo. No
Brasil, esse percentual, segundo cálculos de especialistas, não deve
ultrapassar os 5%. O maior consumo no mercado brasileiro aponta para as
emulsões estireno-acrílicas, com níveis de participação estimados acima de
70%. Já as vinil-acrílicas seriam utilizadas em mais de 25% dos casos.
Quanto maior o desafio, mais instigante se torna para os produtores a tarefa
de promover mudanças e redirecionamentos, com o objetivo de alcançar maior
participação no mercado. O intuito, além de contemplar os produtos finais
com inovações sempre bem-vindas, é também disseminar a importância de usar
emulsões acrílicas puras na composição de tintas de alta qualidade. Com este
propósito, aliás, executivos da Rohm and Haas compareceram à Abrafati 2007.
A empresa se mostrou disposta a apostar em várias inovações para implementar
maior crescimento no mercado de tintas e, para isso, vem produzindo
regularmente há mais de um ano na fábrica de Jacareí-SP emulsões cem por
cento acrílicas com tecnologia Avanse.
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“Trata-se do
nosso último desenvolvimento mundial, devidamente patenteado, para a
produção de tintas decorativas e industriais, que oferece emulsões
aquosas 100% acrílicas, proporcionando a fabricação de tintas com
baixo odor por não requerer coalescentes, um dos principais
responsáveis pela emissão de compostos orgânicos voláteis (VOC), sendo
aplicado em baixa dosagem, até 8% sobre o total de sólidos”, informou
Oswaldo Prickaitis, gerente de contas para o negócio PCM – Paint
and Coatings – Brasil da Rohm and Haas.
Além dos ganhos ambientais, a nova emulsão, cotada em valores um pouco
acima das convencionais, proporciona maior competitividade aos
formuladores, pois permite reduzir as quantidades usuais de |
Cuca
Jorge |
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Oswaldo: R&H aposta nas 100% acrílicas |
dióxido de
titânio, sem perda de qualidade. “Em formulações de tintas foscas, por
exemplo, possibilita reduzir até 10% o uso de dióxido de titânio”, informou
Prickaitis.
Também considerada top de linha, a nova emulsão acrílica pura em base aquosa
para a fabricação de tintas industriais se destina às linhas de manutenção
leve, aplicadas em situações de menor agressividade, proporcionando melhor
desempenho em ensaios de salt spray.
Como líder de mercado no segmento, a empresa também fez da Abrafati base de
lançamento dos modificadores de reologia Primal AP 200 e Primal AP 300,
destinados à fabricação de tintas em base água decorativas e industriais.
Produzida localmente, a família de produtos Primal, segundo Prickaitis, está
tecnologicamente posicionada em uma faixa intermediária entre os
modificadores de reologia acrílicos disponíveis localmente e os uretânicos,
produzidos nos Estados Unidos, mas que integram desenvolvimentos nos quais a
Rohm and Haas é considerada pioneira.
“O grande diferencial da família de modificadores de reologia Primal é a
alta performance nos nivelamentos e a transferência da tinta com menor nível
de uso”, destacou Prickaitis. Também pertencente à família Primal, os
visitantes da Abrafati puderam conhecer a emulsão AB-2000, tecnologia que
oferece alto brilho aos esmaltes e tem secagem rápida.
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