PÓLO DA BAHIA

POLO DA BAHIA

Infra-estrutura precária de transportes tira a competitividade da petroquímica baiana

José Valverde

Se há presentemente alguma atitude de realização no 2º Pólo Petroquímico, é o sentimento contra a lerdeza do governo federal na execução de obras que atenuariam a precariedade da infra-estrutura de transportes rodoviário, ferroviário e portuária, um fator que agrava a já histórica dependência do grande mercado, o do Sudeste.

É para o Sudeste que são enviadas cerca de 1 milhão de t/ano de resinas e outros intermediários, além de parcela considerável de produtos de primeira geração, como propeno e paraxileno.

Há consenso sobre o fato de que parcela considerável da fragilidade do 2º Pólo não decorre, propriamente, da distância que o separa do Sudeste, mas principalmente deste histórico déficit na infra-estrutura de transportes.Em recente entrevista à revista Plástico Moderno, o vice-presidente de Relações Institucionais da Braskem, Marcelo Lyra, considerou a situação “lamentável”. “Forte fator de redução da rentabilidade”, ressaltou. A diretora de logística, Isabel Figueiredo, desdobra a questão, aponta os efeitos danosos desse déficit da infra-estrutura, na logística.

Divulgação/Braskem

Lyra: custo de transportes
Lyra: custo de transportes
reduz a rentabilidade

O terminal de contêineres do Porto de Salvador, dotado de um único berço de atracação, “está todo gargalado”. Desde que foram inauguradas duas fábricas de pneus – Bridgestone e Continental –, ambas focadas na exportação, o terminal não tem condição de embarcar mais nada, aponta a executiva. A situação será agravada ainda mais depois da iminente partida da segunda linha de produção de celulose solúvel da Bahiapulp. “A Companhia Docas da Bahia precisa urgentemente tirar o segundo terminal do projeto”, reclama.

 
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