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Com a proibição da fabricação de sprays, refrigeradores e aparelhos de ar-condicionado à base de CFC, conseqüentemente, suas importações foram vetadas. Resumindo: de 1995 a 2005, o País cortou suas emissões em 9.928 toneladas de Potencial Destruidor de Ozônio (PDO), unidade usada para medir os danos à camada que protege a Terra contra os efeitos das radiações solares que provocam problemas de saúde e perdas na produtividade agrícola.
Atualmente o País ocupa a quinta posição entre as nações que mais diminuíram o uso dos CFCs na última década, numa lista de 172 países da divisão de estatística das Nações Unidas. O volume brasileiro só é inferior ao da China, Estados Unidos, Japão e Rússia. Dados recentes do Ministério do Meio Ambiente mostram que esta tendência se mantém no Brasil: no ano passado, o mercado interno usou apenas 479 toneladas do produto.
Os gases CFCs, ainda que em pequena escala, continuam presentes em eletrodomésticos com mais de dez anos de fabricação e em inaladores contra asma. “Os inaladores com CFC serão abandonados a partir de outubro, em um convênio que fecharemos com o Ministério da Saúde”, adiantou o diretor de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente, Ruy de Góes, acrescentando que o Plano Nacional de Eliminação de CFCs deverá antecipar a inutilização desses gases em produtos nacionais a partir de 2009, um ano antes da data-limite estabelecida pelo Protocolo de Montreal aos países em desenvolvimento.
Ilhas tecnológicas – Para demonstrar estruturalmente e reforçar o empenho do setor na redução das agressões ambientais com a sustentabilidade, os promotores da 15ª. Febrava (Alcântara Machado e Reed Exhibitions) criaram oito espaços dinâmicos chamados de ilhas temáticas. Nesses espaços, o público pôde interagir com a simulação das cadeias de produtos funcionando em ambientes reais nos segmentos de aquecimento solar, automação e controle, cadeia do frio, conforto térmico, energias alternativas, ozônio-proteção ambiental, áreas limpas e formação profissional.
| Coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente, a ilha temática Ozônio-Proteção Ambiental destacou o cumprimento do Protocolo de Montreal no País, por meio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento |

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| Vieira de Souza: metas antecipadas |
(PNUD) com o apoio financeiro do Fundo Multilateral. Segundo Cristina Ferrão, do PNUD, o plano organizou projetos para recolher e reciclar os equipamentos que ainda usam CFCs, tais como eletrodomésticos antigos, aparelhos de ar condicionado de automóveis usados. “De 1994 até agora, o PNUD implantou 157 projetos para ajudar o governo no cumprimento das metas do Protocolo de Montreal”, disse Cristina Ferrão.
Sem custo para as empresas, esta iniciativa do PNUD garante o treinamento de técnicos em manutenção de refrigeradores e condicionadores de ar, além da doação de máquinas para recolher os CFCs, um kit basicamente composto por um identificador de gases, uma recolhedora de fluidos refrigerantes e um equipamento de regeneração.
A participação depende apenas da empresa solicitar a recolhedora de fluídos refrigerantes do PNUD. Após a coleta do gás refrigerante dos equipamentos, a empresa encaminha os resíduos para os pontos de recebimento da Gresocol/Bandeirantes Refrigeração, encarregada de analisar o tipo de fluído e seu grau de contaminação. A última etapa nesse fluxograma é a efetiva regeneração dos gases e seu retorno ao mercado, a um custo até 30% abaixo do produto novo.
Com a aplicação dessa metodologia, o PNUD já ajudou mais de 100 países a eliminarem perto de 63.000 toneladas de substâncias nocivas à camada de ozônio.
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