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Na K&G, de Louveira-SP, tudo acontece assim, em clima de muita organização.
O sistema de trabalho prevê para cada cliente um ambiente de produção
reservado. As células de trabalho são montadas para as diferentes produções
e as equipes de profissionais também se dedicam a determinados clientes e às
suas respectivas produções, discretamente, sem trocar informações entre si,
orientadas para conservar total sigilo sobre as produções.
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“Uma das nossas premissas é só trabalhar com funcionários contratados
e preparados para atender a cada cliente e às suas necessidades de
manufatura. Não temos funcionários temporários porque buscamos o
comprometimento das pessoas com suas tarefas e, com isso, contamos com
alto grau de confidencialidade”, informou Adriana Gragnani dos Santos,
diretora da K&G. |
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Adriana e José Roberto: investimento em novas tecnologias |
“O grau de exigência da
indústria cosmética está se equiparando ao da indústria farmacêutica, e
temos que contar com alta tecnologia e com mão-de-obra especializada para
estar à altura das necessidades e da alta competitividade existente nesse
setor”, completou o diretor José Roberto dos Santos, conhecido por Russo.
O casal Santos começou a implementar as atividades de terceirização da K&G
em novembro de 1996. “Em novembro próximo, completaremos onze anos de muito
trabalho”, lembrou Santos. Inicialmente montando embalagens e kits
promocionais para vários segmentos, a empresa foi crescendo passo a passo
até chegar à fase atual, oferecendo emprego a 440 funcionários e produzindo
mais de 600 diferentes itens que, convertidos em peças, ultrapassam os 5
milhões de unidades ao mês.
A terceirização, no caso da K&G, é exclusiva para o setor cosmético, há
alguns anos cresce movida pela demanda aquecida e a empresa tem
correspondido ao mercado, oferecendo diferentes modalidades de contrato às
indústrias.
O contrato do tipo full-service, segundo Santos, abrange a gestão de toda a
cadeia, ou seja: aquisição de insumos, matérias-primas e embalagens;
realização de análises laboratoriais físico-químicas e microbiológicas;
industrialização; envase e embalagem secundária e, em alguns casos, até
estoque dos produtos na empresa.
Esse tipo de contrato full-service está sendo cada vez mais requisitado,
principalmente pelos investidores que vêm de fora do País e que não têm
fábrica local, nem laboratórios de desenvolvimento e de controle de
qualidade. Com freqüência, Santos recebe empreendedores com esse perfil, em
busca de serviços, trazendo nas mãos apenas um briefing do projeto que
desejam implementar. “Em geral, são donos de marcas ou apenas de fórmulas
cosméticas, empreendedores dispostos a terceirizar a produção e implementar
ações de marketing, abrangendo vendas e distribuição de seus produtos”,
informou dos Santos.
Outra modalidade de contrato freqüente é voltada ao beneficiamento. “Nesse
caso, o cliente já tem uma indústria e quer nos contratar apenas para
produzir o excedente à sua capacidade de produção, visando a atender à
demanda aquecida”, explicou. Por essa modalidade, o cliente envia todas as
matérias-primas e insumos validados com as análises, podendo contratar
apenas o envase dos produtos, ou também para industrializar e, nesse caso,
caberá à K&G realizar as análises microbiológicas.
“A terceirização industrial no setor cosmético está altamente confiável.
Difícil é encontrar o parceiro certo, que preserve tudo o que já foi
construído de forma positiva pelo empreendedor para valorizar a qualidade e
a imagem do seu produto”, considerou Santos.
Contando atualmente com fábrica de 15 mil m², a K&G está em vias de concluir
a construção de uma nova unidade com 14 mil m². A razão da expansão ocorre
por causa de três novos projetos, conservados sob sigilo, e que deverão
entrar em produção a partir de janeiro. “Na nova fábrica, vamos trabalhar
com algumas tecnologias diferenciadas e os equipamentos estarão homologados
para fabricar desde colônias até cremes dentais e cremes para tratamento,
como dermocosméticos, além de produtos para o público infantil, formulados
sem conservantes e com óleos essenciais”, comentou.
A K&G investiu R$ 20 milhões na primeira fase das novas instalações. O
projeto prevê a entrada em operação de catorze reatores, instalados numa
plataforma de 100 m², área limpa de 4 mil m², com várias unidades de
descontaminação do ar, além de áreas de envase separadas das áreas de
embalagens secundárias, confirmando que o modelo de gestão da produção via
terceirização cresce a uma velocidade alcançada por poucos segmentos no
País.
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