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Terceirização
reduz custos e libera mais
recursos
para inovar
Texto de Rose de Moraes e fotos
de Cuca Jorge
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Empresas podem fazer apenas
o envase ou assumir toda a fabricação |
Terceirizar
a produção no mercado cosmético pode ser uma estratégia de mestre. Afinal, a
verdadeira vocação de uma empresa nem sempre se resume a produzir. Muitas
descobrem a possibilidade de delegar a tarefa a terceiros ao longo do
percurso. Outras promovem mudanças radicais de rumo após constatarem que
foram talhadas para pesquisar, criar produtos ou gerar negócios.
O fato é que tanto grandes corporações como pequenos e médios
empreendedores, movidos por diferentes circunstâncias, estão considerando
muito mais rentável e viável desenvolver marcas, criar novos produtos e
transformá-los em ícones de consumo, passando a cuidar atentamente da sua
comercialização e expansão, em vez de ficarem acompanhando a produção no
chão das fábricas.
Investir grandes somas de capital na aquisição de novas áreas para a
construção de uma segunda fábrica e equipá-la com os melhores recursos em
equipamentos também pode não estar entre as prioridades de empresas
bem-sucedidas.
Mas se a esses paradigmas porventura for somado um mercado que não pára de
crescer, como o cosmético, posicionando o Brasil em terceiro lugar no
ranking mundial dos maiores produtores, uma das alternativas mais viáveis
certamente será contar com a possibilidade de terceirizar a produção, em
parte ou até mesmo no todo.
Delegando a fabricação de itens de higiene e beleza a empresas
especializadas em manufatura cosmética, os detentores de marcas, garantem os
especialistas em terceirização, não terão maiores preocupações em
administrar fábricas ou aumentar a produtividade.
A terceirização, assim concebida, sugere cenários promissores, quase
paradisíacos para investidores e donos de marcas que desfrutam de
credibilidade no mercado, cuja maior preocupação será apenas aumentar a soma
de capital, tendo resguardados todos os seus direitos de propriedade sobre
marcas e fórmulas por meio de contratos prevendo sigilo absoluto e
responsabilidade das contratadas pela qualidade dos produtos finais.
A prática de terceirizar a produção cosmética tem sido bem mais freqüente do
que se possa imaginar. Os maiores níveis de crescimento foram observados
principalmente na última década, mas sua implementação no País remonta há
pelo menos quarenta anos.
Produção de 200 milhões de itens – Por várias razões, as indústrias
cosméticas recorrem às empresas de terceirização. Uma das mais freqüentes é
atender a situações pontuais, de picos de demanda por determinados produtos,
muitas vezes relacionadas com o sucesso além do esperado de vendas de
lançamentos, ou com sazonalidades do calendário e datas festivas.
A esses casos, empresários bem-sucedidos no ramo, como Fábio Zalaquett,
sócio-diretor da Total Pack, de Louveira-SP, denominam fornecimentos spot.
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Mas há várias outras situações que mantêm as empresas de terceirização
com índices elevados de produção e ocupação durante todo o ano. “As
indústrias também nos procuram quando as escalas de produção são
menores, ou quando o ritmo de produção tem de ser elevado rapidamente
para dar sustentação a lançamentos”, informou Zalaquett. |
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| Zalaquett:
clientes querem se dedicar mais à pesquisa de ingredientes ativos |
Não é raro grandes empresas
chegarem à conclusão de que é mais importante investir na pesquisa de novos
ativos e no desenvolvimento de novos produtos e marcas de maneira contínua –
até para dar conta das exigências de um dos mercados mais dinâmicos da
economia, impulsionado constantemente por inovações e novas descobertas –,
em vez de se ocuparem totalmente com a produção, uma vez que encontram
várias empresas especializadas em manufatura cosmética.
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